segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O sorriso é contagioso!






É sabida a minha paixão pelo Pinterest, aquele poço sem fundo de imagens com brancos equilibrados onde tudo é possível, exequível e perfeito.
Pois bem...
Quando os dias amanhecem assim um bocadito a dar para o manhoso; quando o café demora a entrar no sistema e só apetece voltar para a cama (ou partir a loiça toda); quando a cabeça dói e não apetece ver gente, trabalhar nem pensar na vida (que naquele momento é a mais desgraçada do mundo), há um exercício maravilhoso que resulta sempre, mas SEMPRE.
Ir ao Pinterest e escrever no campo de pesquisa Smile.
Só isto.
Não há como continuar zangado com o mundo!

Não têm de quê!


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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Tão giro!

°•ºø°•Lenny•°øº•°




Como não conduzo, ando muitas vezes de autocarro. Em 15 minutos estou no centro da cidade e o autocarro que apanho - o 9 - está sempre cheio de velhinhos, que Nogueira é uma freguesia antiga de Braga e desconfio que tem tantos idosos como miúdos.
Apesar de não conhecer ninguém, fico sempre a par das novidades, dos mexericos - quem morreu, quem está doente, quem se divorciou, o que se vai construir naquele descampado e outros que tais - observo com um misto de espanto e ternura os senhores que tiram os chapéus e bonés quando passam pela igreja, e assisto muitas vezes a conversas interessantíssimas.
No outro dia acabei por pegar no telefone e registar esta conversa, sob pena de me esquecer dela quando chegasse a casa. Era boa de mais!

Duas senhoras, sentadas lado a lado em amena cavaqueira, quando toca o telefone:
- Tôu, filho? Então, vistes muntos? ... A que horas saístes? E aleijou-te, a filha da mãe?... Pronto, até logo, sim... beijinhos.
(para a outra senhora):
- É o meu filho. Tá a fazer fizóterapia. Ele mete os ombros ó pa dentro... É assim a puta da bida! Até quarta!
- Até quarta!

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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Quando menos é mais





Ando a reformular a minha presença e atividade nas plataformas sociais.
Sempre encarei estas coisas com um misto de adoração e aversão; se por um lado é interessante acompanhar o dia a dia das pessoas que por um motivo ou outro nos dizem alguma coisa, por outro pode ser extremamente irritante. Com o tempo, e com as ligações que fui estabelecendo com pessoas dos mais diversos meios, comecei a fazer uma separação quase inconsciente entre aquelas que me fazem rir ou pensar, que partilham coisas interessantes, que têm uma boa postura e uma boa conversa e as outras, as fundamentalistas, as que fazem trinta por uma linha para chamar a atenção, para ganhar "likes".
Não tenho paciência para gente que só diz que está gorda para virem as ovelhas todas dizer que "não, estás ótima, quem me dera a mim", ou para quem só come alface e ervilhas polvilhadas com chia. Não tenho paciência para os "runners" (a atividade chama-se corrida, senhores, logo são corredores) que fazem questão de nos mostrar todos os resultados e médias, todos os dias, como se isso interessasse a mais alguém a não ser aos próprios, e tenho menos paciência ainda para os que têm dúvidas existenciais sobre se aquela bola de berlim vai pôr em risco todo o bem que a alface e as ervilhas polvilhadas com chia lhes trouxeram ao longo do ano.
Tenho-me deparado com algumas pessoas (poucas, que não tenho grandes problemas em tirá-las do meu feed ou em bloquear e até "desamigar") que são hostis, belicosas e que não sabem estar neste tipo de plataformas virtuais. Lá porque não estão diretamente em frente às pessoas, não quer dizer que possam ser deselegantes e que digam barbaridades camufladas com smilies e emojis.

Depois, para ser coerente com a minha decisão de não pôr a vida toda ao sol, porque ninguém precisa de saber tanto como eu, decidi partilhar menos, escrever menos, guardar e viver mais.
E assim está bem.
Eu não ando à caça de "likes", não corro, não estou gorda e como todas as bolas de berlim que me apetecer.

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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Coisas boas

Yup





Numa tentativa de me concentrar em coisas boas, de chegar ao fim dos dias e pensar no que foi positivo em vez de estar para ali deitada a pensar no que correu menos bem, comecei a escrever na agenda a melhor coisa que me aconteceu naquele dia. Ou coisas, que pode ser mais do que uma.
Sei que há muitas pessoas a fazer isto, numa espécie de diário positivo, ou de gratidão, e até já li que é altamente motivador e, lá está, positivo para a racionalização dos dias, das alegrias e das frustrações.
Por isso, em vez de me concentrar nas coisas em que fico aquém (e que ultimamente foram muitas), concentro-me naquelas que correram bem. Não precisam de ser coisas extraordinárias, que mudam vidas, basta que me tenham feito sentir bem, de uma forma ou de outra. Pode ser uma conversa, um abraço, o número de páginas que consegui fazer, um episódio bom de uma série, enfim, coisas simples.
Parece que ultimamente todos nos esforçamos muito para atingir a excelência e a plenitude em tudo e mais alguma coisa; parece que temos de ser excelentes em tudo, ser o melhor de todos, fazer melhor, fazer mais. Este meu registo de coisas boas é principalmente para exercitar o regresso à simplicidade, que é com toda a franqueza onde sou mais feliz. As coisas simples também são fontes de bem-estar. Nem que seja uma coisa tão trivial como comprar mirtilos a 0,89€ a caixa!
É que adoro mirtilos, e fiquei mesmo contente.

Não sei bem o que diz isto do meu dia, mas não importa. Foi uma coisa boa!
E para já chega.


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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ahahaha!




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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Pensar de mais faz mal.





Fico sempre entalada quando se chega a esta hora.
Seis da tarde?! Como assim, seis? Dezoito horas que já se passaram neste dia e restam tão pouqinhas? Como podem ser seis horas se eu ainda não fiz nem metade do que queria fazer, se ainda não alcancei os meus objetivos, se não tenho a sensação de dever cumprido?
E agora?
Faço uma pausa, vou a ginásio, saio um bocadinho de casa? Ou fico a trabalhar mais umas horas, que pode ser que agora as coisas embalem?
E se for ao ginásio, se sair um bocadinho de casa, será que consigo estar presente no que fizer, ou vou ficar a pensar que devia era ter ficado em casa a trabalhar, logo, não trabalho nem descontraio? Já me aconteceu tantas vezes decidir que sim, estou a precisar de ir ao ginásio e depois, a meio da aula, fico com uma telha descomunal porque se estivesse em casa já tinha feito não sei quantas páginas (que não fiz durante o dia...)

A sério, às vezes gostava de aceitar as coisas, as horas, os ritmos, como eles são e não ter esta sensação de frustração porque afinal ainda não foi hoje que bati recordes e já são seis... e meia.

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Shhh!

Used this picture as a writing prompt for our students...what is the story behind the picture?



Nunca fui muito cuidadosa com as coisas que partilhava. Não tinha problemas nenhuns em dizer o que estava a fazer, com quem, para quem, por quanto. Também não me importava de contar os planos futuros, os do dia, da semana, do mês, do ano, da vida; do trabalho, das férias de tudo e mais um par de botas, por isso, em duas palavras simples: desbroncava-me completamente.
Porque não via maldade nisso e porque sou assim, gosto de partilhar, de contar, de dividir alegrias.
Acontece que cá por coisas minhas (por puro instinto de proteção, autopreservação e um pouco por superstição) mudei de atitude há algum tempo.
Penso, planeio, resolvo, faço-me à vida e não digo nada a ninguém, mas a ninguém mesmo (o Nuno não conta, que ele não é ninguém, é O meu alguém!). Nem a família, nem a amigos, nada, nicles, zerinho. Porque é assim que quero, porque sim, porque ainda sou senhora minha.

Depois, quando as coisas são certas, quando são efetivas, quando há certezas, se calhar em conversa conto, senão não.

E a verdade é que isto está a virar. E mais não digo!


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quinta-feira, 2 de julho de 2015

True

Selling your car doesn’t have to be stressful and chaotic... let us make is easy for you.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Hihi

Happy!

À segunda feira ao fim da tarde há aula de hidroginástica lá no ginásio. 
A aula até deve ser boa, porque costuma estar cheia. Nos balneários há toda uma agitação com as senhoras da hidro, quase todas mais crescidotas, com as suas toucas coloridas e roupões de turco.
Conversam que se desunham e ontem apanhei um fragmento tão giro que não resisto a escrevê-lo, para memória futura:

- Ele era tão ruim, tão ruim, que não sei como não tinha o estômago cheio de úrsulas!

Tão fofinhas!

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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Aprender todos os dias e acabar com os carregos! (sou capaz de ter inventado esta palavra...)



Tenho cá a ideia de que tudo o que nos acontece na vida serve para nos ensinar alguma coisa, para nos fazer pensar, conhecer melhor o mundo e as pessoas. Principalmente as pessoas.
Tempos houve em que não me via a dizer uma coisa destas, mas cada vez gosto mais de mim.

Posso andar aqui carregadinha de dores nas pernas (dores que não são fruto do desporto, da postura nem de má circulação - é outro tipo de dor, de peso, que parece que tem uma natureza específica, um pouco esotérica, porém real), mas até elas reforçam o tanto que gosto de quem sou, dos meus princípios, do bem que me enche o coração.

Pode parecer conversa de treta, desconexa, taralhouca, e nem me importa que discordem de mim, porque hoje é isto mesmo que penso, sem falsas modéstias: Eu sou boa pessoa, tenho bom coração, embora não me esqueça daquilo que me magoa ou aborrece, não sou capaz de guardar rancor de ninguém, não desejo infelicidade a ninguém e fico muito contente comigo mesma quando me apercebo que tipo de pessoas quero ao meu lado e que tipo de pessoas dispenso.

E é sempre uma descoberta maravilhosa! Porque depois posso agir de acordo com o que descobri!
É libertador, na verdade. Extremamente libertador.
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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ponto



Já não penso noutra coisa. Estou cansada e a precisar de sol, mas quanto mais depressa tento acabar, quanto mais me quero mexer, menos vitalidade, energia e despacho tenho!
Que contra censo, catano.

Preciso de menos distrações e mais concentração. Ponto.

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quinta-feira, 11 de junho de 2015




Sou pessoa de ler muito. Tudo o que me aparece à frente, até os folhetos do supermercado!
Interesso-me por temas literários diversos, da ficção à saúde.

Numa das minhas epopeias de leitura (a meio de um capítulo particularmente difícil de traduzir e por entre revisões), dei com um texto cujo título me chamou a atenção.

12 Sinais de Ansiedade

A saber:

Preocupação excessiva
Perturbações do sono
Medos irracionais
Tensão muscular
Indigestão crónica
Medo de falar em público
Insegurança
Episódios de pânico
Reviver momentos perturbadores/tristes
Perfecionismo
Comportamentos compulsivos
Duvidar de si mesmo

Ora porra...
Tirando a indigestão crónica (que desapareceu quando deixei de beber leite e comer pão branco), o medo de falar em público e o reviver de momentos perturbadores ou tristes, estão cá todos. Em gradações, frequências e graus de importância diferentes, mas sim, a minha fabulosa "pontuação" é de 9 em 12.
Ainda acrescentava a dificuldade de concentração e as oscilações de humor. Assim, sim, fica o quadro completo. Marvelous, darling... 

Tenho-me debatido muito com estas coisas, porque nem sempre me entendo ou concordo comigo. E por isso vou lendo, pesquisando, aprendendo a lidar com isto ou com aquilo.
Ou não aprendendo coisa nenhuma.
Às vezes também acho que já chega de leituras e que mais vale ir ali à parede, dar uma valente cabeçada e depois voltar ao trabalho.

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terça-feira, 9 de junho de 2015

Assim sendo, Headsapce to the rescue!


As análises vieram boas.
Bastante boas até, com níveis jeitosinhos e uma melhoria evidente em relação às de 2013 (e às de 2011 então, nem se fala). O colesterol "mau" está um nadinha alto, mas o "bom" está muito bom, por isso sou capaz de não morrer desta.
A minha maior desconfiança era talvez uma anemia, coisa que já me aconteceu várias vezes, mas não, nem isso. Parece que também ainda não é preciso comer espinafres e postas mirandesas à maluca!
Os exames também vieram bons, normais, sem surpresas nem chatices.

Mas continuo a não dormir por aí além, continuo um bocadinho apática e com a capacidade de concentração de uma minhoca... Vamos dizer que é do calor. Do ar seco e abafado que me dá cabo dos lábios, que me comprime a cabeça e me baixa a tensão ao ponto de quase me sentir a desmaiar quando olho do monitor para o teclado.

É isso, vamos dizer que é o calor.
Mas as análises vieram boas, que era o que eu queria!
O resto aguenta-se!

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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Eu nunca... já foste!

Podia fazer aqui uma extensa lista de situações da minha vida em que disse «eu nunca vou...», «eu não...», «comigo não seria assim», «ai se fosse comigo...», e outras certezas cuspidas que tais, só a bem do exercício de provar de forma provada, como dizia o poeta, que sempre que cuspimos para o ar, seja em que situação for, em que contexto e com que intenção, a coisa acaba por nos cair na testa.
São tantas as provas, em tão variados campos da minha vida que chega a ser irónico e até um pouco trágico-cómico.
Dou-vos um exemplo pequenino e idiota, que isto tanto acontece para as coisas sérias como para as mais prosaicas da vida:
Num certo verão da minha (estúpida) adolescência, disse para a minha prima: Eu alguma vez vou ser assim como as nossas mães? A varrer o chão todos os dias, tipo Carochinha?!! Nunca!

Ai não?!!

Pois há 16 anos que tenho gatos, criaturas ternurentas e amorosas que perdem mais ou menos pelo todos os dias. A pequena cá de casa, de seu nome Camila, tem o pelo um pouco mais comprido e com o calor desconfio que está prestes a transformar-se num Sphynx, de tanto que perde.
O que é que eu faço?
Varro ou aspiro a casa todos os dias, pois claro!

Pumbas!...
Que é para aprenderes a estar calada.
E isto serve para tudo, absolutamente TUDO, na vida.
É até das maiores certezas que tenho, está quase ali ao nível de uma religião...

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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Saber quem somos



Por muitas frases inspiradoras que leia e quadrinhos lindos que me apareçam no Pinterest, a verdade é que continuo a dar importância ao que os outros pensam de mim, tanto aqueles que me são próximos como os que não acrescentam nada à minha vida.
Gostava de ser diferente, de me borrifar para as opiniões alheias, de saber (sempre) quem sou, como sou de verdade e de relativizar aquilo que realmente não interessa.
Mas a verdade é que continuo a ser um frasquinho de cheiro quando alguém aponta ou salienta uma coisa que me incomoda, quando me dizem que tenho olheiras e papos ou, ultimamente, que estou magrinha.
Já me perguntaram se estou doente!
E o que é que eu fiz? Fui à médica pedir análises, porque isto nunca se sabe.

Curiosamente, quando me dizem que estou gira, que estou bem, que a minha barriga quase desapareceu por completo, que o cabelo é bonito, que não parece que tenho 40 anos, não sinto nada; não sinto vaidade, não fico com o ego lá em cima; parece que as palavras boas, os elogios não penetram nesta minha insegurança, mas as críticas... basta uma palavrinha e já fico a pensar naquilo o dia inteiro.
Tenho de mudar isto. É cansativo.
Sinto-me bem por fora, mas às vezes fico cheia de tremores por dentro.

E entretanto se fosse pessoa de rezar, já tinha ido um terço para as análises virem boas.



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quarta-feira, 27 de maio de 2015

É melhor não pensar...




Hoje ia a passar no centro e cruzei-me com um senhor muito entretido a falar sozinho. Ainda olhei duas vezes para ver se levava um daqueles auriculares muito em voga na viragem do século, mas não, não levava nada na orelha e nem tinha ar de quem tem sequer este tipo de gadgets. O que tinha era um olhar um bocadinho lunático e fiquei a pensar que este é um dos meus maiores medos: perder o juízo. É muito engraçado dizermos na brincadeira que somos doidos, uns grandes malucos e que de médico e de louco todos temos um pouco... Mas perder as capacidades intelectuais, perder o controlo do que vai dentro da nossa cabeça enquanto o corpo continua aparentemente saudável deve ser das piores coisas da vida. Vivermos com um pensamento que não dominamos, mergulhados numa realidade que é tão distinta da dos outros assusta-me muito. Perder o domínio do corpo quando a mente está lúcida e viva não há de ser muito melhor, mas se tivesse de escolher julgo que escolhia manter a cabeça no lugar, as faculdades mentais, emocionais e intelectuais de que tenho consciência. 
Sei que não podemos viver com medo, mas quando penso nestas cenas fico aterrada. E triste.


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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Mandei-lhe um beijinho também!


Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva)

Vinha ali na rua e ao passar em frente a um prédio grande, daqueles com muitas varandas, comecei a ouvir assobios e beijinhos repenicados. Não liguei, obviamente, que mulher séria não tem ouvidos!
Os beijinhos continuaram, assim como os assobios.
Quando já me estava a chegar a pimenta ao nariz e me preparava para olhar, espetar o dedo do meio e murmurar um "asshole!", vi que afinal o meu admirador era... Um papagaio!
Claramente bem ensinado e com bom gosto!!

:)

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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Máscaras



Não sei bem onde fui buscar esta ideia e deve ser cá coisa da minha cabeça, mas nos raros dias em que saio de casa sem um bocadinho de corretor de olheiras e rímel nas pestanas, sinto-me absolutamente nua e com cara de enterro. Feinha, mas feinha.
Basta pôr os creminhos no rosto e a mistela nas pestanas para me sentir fresca e muito mais bonita.
Tenho a certeza de que a diferença é mais notória aos meus olhos, talvez para as outras pessoas tanto dê assim como assado, mas estas coisas  são uma muleta de confiança para mim.
E isto já é assim desde os 15 ou 16 anos.
Pode ser vaidade, pode ser formatação ou só uma mania, mas é um bocadinho parvo e ridículo. Porque eu sou eu na mesma...

Sou é mais eu quando tenho rímel e corretor!

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