quinta-feira

Difícil, mas necessária*

#Quote: "Forget the past. Remember the lesson."  So true!  Lessons learned ... Lost time ... A few regrets along the way, but it has def made us stronger. I would have never guessed this is how it would have all worked out, but so thankful!





Mais do que conviver bem com as opiniões alheias, aprender a aceitar o que os outros pensam de nós e ter ou manter uma imagem social, o mais importante, a mais elementar das chaves do nosso bem-estar é aprendermos a aceitar o que pensamos de nós próprios, aprendermos a aceitar a nossa verdadeira natureza, o que se passa cá dentro, aquilo que verdadeiramente somos. Sem artifícios, sem manhas.
Até podemos fazer, dizer, demonstrar aquilo que se espera de nós, mas o que sentimos, o que pensamos é unica e exclusivamente nosso.
Não há nada tão nosso como os pensamentos. Não há ninguém tão verdadeiro e honesto como a nossa cabeça e o nosso coração. E seja para o bem ou para o mal, sabemos sempre, sempre se estamos no caminho certo ou não. Mesmo que aos olhos dos outros não pareça, ou que o queiramos ignorar. Mesmo até que nos tentemos convencer do contrário.
Sabemos sempre quando fazemos o que está certo ou fazemos o que está errado.
Sabemos sempre que pontes lançamos e que pontes queimamos.

E esta sim, é *a verdadeira aprendizagem.

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terça-feira

Não é só a televisão que engorda, olhem o que vos digo!

Sunny skies, flat calm waters, and a wild orca, frolicking not because he was trained to, but because he wanted to, instinctively, in the wild as it should be.
Volumosa, porém ágil!!



Ora bem, sejamos honestas e chamemos os bois pelos nomes!
Eu não sou gorda, o meu peso está mesmo no meio das quadrículas do "Peso Normal" nas tabelinhas de avaliação de peso, não tenho nada evidentemente desproporcional no corpo e, regra geral, tirando a barriguinha e um bocado de celulite no rabo, sou do mais "normal" que pode haver.
Dito isto... CHIÇA PENICO!! Fico sempre em choque quando vejo as fotografias das férias!
Os bikinis são meus inimigos figadais! Ao espelho parece menos mal, mas em foto... senhores!!

Não sendo uma baleia, sou uma pequena orca, com a diferença de que não como plâncton. No meu caso, tudo o que vem à rede é peixe!!
Ahh, tão bem metida!


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segunda-feira

Live the dream, one mistake at a time








Acho que devem existir poucas séries de televisão mais realistas e verdadeiras do que Girls, da brilhante Lena Dunham.
Enquanto anseio pela nova temporada, revi alguns episódios e fico sempre com uma sensação de gratidão pela honestidade com que a série foi feita. Não é uma série bonitinha, cor de rosa, politicamente correta nem subjugada a moldes ridículos e castradores. Os atores não são todos lindos de morrer, não se vestem com as últimas tendências da moda nem vivem em casas deslumbrantes ou têm empregos glamourosos. Não é disso que fala a série. Fala de pessoas imperfeitas, amizades imperfeitas, relações imperfeitas, corpos imperfeitos, que na sua imperfeição são absolutamente reais e credíveis.

E é engraçado como estando a anos-luz da perfeição rosadinha que enche a televisão e nos chafurda com a cabeça, esta série me faz sentir muito mais normal.

Temporada 4, vem depressa!

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terça-feira

Igualdade



Não é só no Ano Novo que se podem tomar resoluções, principalmente porque raramente funcionam. Uma pessoa está cheia de açúcares vários dos doces de Natal, e o champanhe faz crer que tudo é mais simples e mais exequível do que na realidade é, por isso, rara é a intenção de Ano Novo que chega até março, e isto a ser otimista!
Assim sendo, e porque de hoje a um mês faço 40 anos e uma pessoa chega-se a esta altura e começa a pensar na vida, aqui vai uma resolução para o próximo ano (próxima década): Dar na mesma proporção em que recebo. Em todos os aspetos. Em carinho, preocupação, consideração, respeito, atenção e por aí fora.
Muito ou pouco, depende das situações e das pessoas.
Mas é isso, Dar na mesma proporção em que recebo. E por esta ordem. Não dar e ficar à espera de receber, mas dar consoante recebi. É um pouco/muito egoísta, pouco altruísta, mas eu também não me chamo Madre Teresa.

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quinta-feira

Há silêncios que falam

“Listen to advice and accept instruction, that you may gain wisdom in the future.” Proverbs 19:20







Eu sou despassarada em muita coisa.
Sou sempre a última a saber quem anda com quem, quem lixou quem e como, mas há situações em que sem saber bem de onde ou porquê, me chega uma sensação de que algo se passa.
Não é bom nem é mau, e de certeza que continua muita coisa a passar-me ao lado, mas pelo menos faz-me olhar com mais atenção para quem me rodeia e que pode precisar nem que seja de uma palavra meiga.
As palavras, por muito meigas que sejam, não resolvem grande coisa, mas dizem: Estou aqui para ti, pensei em ti; quis saber de ti.

Vivemos tão concentrados em ecrãs, que às vezes se torna difícil ver a vida e as pessoas.

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segunda-feira

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As convenções sociais servem para catalogarmos quase tudo na vida, as coisas, as pessoas, os sentimentos. Não que sejam a única maneira de nos adequarmos à vida moderna, dita civilizada, mas é um bom indicador do que "podemos" e "não podemos" fazer.
Convencionou-se que é feio interromper quem está a falar e provavelmente só o fazemos com maior descontração quando estamos entre amigos.
Convencionou-se que é mais elegante referirmo-nos a alguém como sendo "de raça negra", em vez de lhe chamarmos "preto"; que não devemos dizer mal de alguém nas suas costas; que nos restaurantes os guardanapos de pano devem ir para o colo e que não se diz a uma nova mãe que o seu bebé recém-nascido é feio (a este respeito há uma convenção muito engraçada que diz que todos os bebés são bonitos e lindos e fofinhos... Hmm, não acho verdade).
Mas além de todas estas "normas" politicamente corretas, existem também aquelas que estruturámos dentro de nós.
Por exemplo, para mim, um amigo de verdade não precisa de me ligar todos os dias, de mandar mensagens por tudo e por nada, mas tem de estar disponível quando preciso dele. Sendo que o inverso também acontece. Não falo diariamente com todos os meus amigos, mas se algum deles me ligar e perguntar (como às vezes acontece!) - Tens 5 minutos para me ouvir? - a minha resposta é inequivocamente sim, não importa o que esteja a fazer.

Quando uma amiga de faculdade, alguém que conheci há 20 anos me liga e me diz que temos de nos encontrar para beber um café, para lanchar, porque assim não pode ser, qualquer dia nem nos lembramos dos nomes uma da outra, fico com o coração cheio. Porque é verdade. Porque a conversa flui de um modo tão natural, tão despojado de salamaleques que parece que ainda na semana passada almoçámos juntas!

Depois não consigo deixar de sentir a diferença entre este tipo de amigos, que são de há milénios mas que a vida foi afastando, e outros mais recentes que se "esquecem" de perguntar sequer como estou.
Não são uns melhores do que os outros, as pessoas são diferentes e agem todas de formas distintas, mas cá dentro convencionei que uns são mais próximos e depois esta proximidade nem sempre se verifica.

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sexta-feira

Sugar, oh, honey honey!

Sugar skull cookies, $36 for a dozen, from SweetTweetsOnline.
E depois vou ao Pinterest procurar por "Sugar" e apetece-me comer tudo o que aparece nos resultados da pesquisa!!  É uma desgraça!





Leio regularmente algumas revistas e artigos sobre saúde, nutrição e exercício físico.
Retiro muitas dicas boas, fáceis de aplicar, que têm como objetivo final melhorar a alimentação, o bem-estar e a saúde.
Em todas, todas, encontro a demonização dos doces, do açúcar, das coisas mais saborosas desta vida! E pergunto-me, Por que raios tenho eu de ser tão gulosa?! Se pudesse comia doces todos os dias, de manhã, à tarde e à noite. Mas faz mal a tudo, a absolutamente tudo! Chega a um ponto em que já nem é bom para a pinha, porque mesmo que ao comer saiba bem, há sempre aquele grilinho falante que diz - Ai que isto está a alojar-se nas tuas veias, Ai que isso faz tão mal à pele, Ai que estás a dar cabo do fígado, dos rins, do coração, do cérebro!
Aiiii!

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quarta-feira

E se formos suficientes?




Não sei se foi sempre assim, mas parece que vivemos numa era em que todos queremos ser perfeitos. Principalmente as mulheres.
Instigadas talvez pela publicidade, que nos pressiona para que sejamos todas iguais, com medidas e pesos "aceitáveis", pele lisa e lustrosa e com corpos photoshopados em tempo real, andamos todas numa perseguição absurda para caber na imagem que insistem em enfiar-nos pelos olhos adentro.
Instigadas pelas exigências da igualdade entre os sexos no que diz respeito ao mundo do trabalho, andamos todas a tentar fazer mais para termos o mesmo reconhecimento. Ou nem isso.
E para quem tem filhos as coisas são ainda mais complicadas. Presume-se que uma mulher consegue fazer tudo, ser bem sucedida em tudo, ter tempo, disponibilidade e vontade para tudo.
Caramba!
E se aquilo que conseguimos ir fazendo for de facto o melhor que podemos fazer? E se não chegar para tudo for realmente o nosso melhor?
E se o corpo que temos, os quilos que temos a mais ou a menos, as rugas e borbulhas e estrias que o marcam forem como realmente somos? Como vamos ser? Mesmo com todos os cuidados - que sou uma forte apologista de cuidados com a alimentação, com o exercício físico e com a beleza, não só pela beleza, mas principalmente pelo nosso bem-estar, pela saúde - e se mesmo com todos esses cuidados sensatos, a nossa pele não for tão lustrosa como a pele das meninas dos anúncios, a nossa barriga não for tão lisa e as coxas não forem tão esguias e tonificadas? Somos menos por isso?

E agora personalizando a coisa: Mesmo com todo o esforço que faço para produzir não sei quantas mil palavras por dia, quando chego ao fim do dia e só consegui fazer metade, isso faz de mim um fracasso? Faz de mim uma profissional menos boa?
Ou será este o meu melhor, apesar de não ser o que tinha idealizado? Apesar de não ser o que queria, mas sendo o que posso fazer sem me matar?

Quando vamos perceber que se calhar já chegámos lá?
Que o nosso melhor é real, adaptado a cada uma de nós, à nossa força, à nossa vida e não é uma noção generalista incentivada pelos padrões pré definidos que surgem em revistas ideologicamente formatadas e digitalmente tratadas?

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sábado

Porque é mesmo assim, simples...

Quando começo um trabalho, faço contas aos números de páginas, às horas, aos dias, às folgas e embora me saiam sempre furadas (sou de letras, tenho sempre desculpa para contas que ao fim de uma semana já não batem certo!), inicialmente acredito sempre que vou cumprir o objetivo todos os dias.
Faço cronogramas elaboradíssimos, em Excel atentai!, com quadradinhos e colunas e espaço para registar os minutos que demoro a fazer uma página.
O pior é quando os quadradinhos ficam por preencher, ou os números que os enchem não são os que queria, os que precisava.
É por isso, que há pouco mais de cinco minutos, decidi reformar a tabelinha deste trabalho que parece não avançar. A ideia é ela ajudar-me a ver o progresso que vou fazendo, mas quando os espaços em branco me deixam mais angustiada do que aqueles preenchidos (ainda por cima com números horríveis) está na altura de adotar o mantra do costume e abandonar estratégias para meninos, que na verdade nunca funcionam.

Por isso, se uma página me levar 25 minutos, paciência.
É o que é.
Uma página é apenas um conjunto de frases. Assim sendo, voltamos ao de sempre - à unica coisa que funciona, porque não há mais simples do que isto, não há mais realista do que isto.

Uma frase de cada vez.
Vou fazer uma frase de cada vez.

O trabalho não pode ficar por fazer.


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segunda-feira

Incapacidade do dia

Bad spellers of the world UNTIE!






Estou absolutamente disléxica!
Não consigo escrever "mesmo", "dente", "peso" e mais uma carrada de palavras à primeira!
Escrevo coisas como "esmom", "mosme", "dnete", "detne" e "sepo". Coisas bonitas, portanto. (Portanto também foi difícil, já agora!)

Oh, god!! (ou oh dog!, esta já é clássica!)


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sexta-feira

Sai (mais) um analgésico para a mesa do canto...

headache, as I sit here wishing my 3:00 headaches would go away. They are daily and I HATE THEM




Acordei, pelo segundo dia consecutivo, com dor de cabeça.
E tinha um almoço marcado com as miúdas no Centro Comercial. Ainda estive para desmarcar, não me apetecia sequer vestir "roupa de sair à rua".
Mas depois achei que as duas horas que ia "gastar" no almoço não haviam de ser muito produtivas se aqui ficasse e se saísse de casa talvez, só talvez, a dor de cabeça amainasse e voltasse mais revigorada.
A dor de cabeça não amainou, mas fez-me bem sair, conversar e constatar, mais uma vez, que todas temos as nossas merdas, todas corremos incessantemente contra o tempo, todas queremos fazer o melhor que podemos.
Por isso, vamos trabalhar.
O resto a gente vai arranjando.

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quinta-feira

Não há frase motivacional que me valha

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Procuro ser sempre muito positiva, rir-me nas trombas da adversidade e desdenhar do tempo, esse infame que insiste em correr à minha frente.
Mas tenho alturas em que me vejo corroída por uma dúvida idiota e provavelmente disparatada.
Primeiro paralisa... depois dá gás.

Estou um bocadinho paralisada.

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Hummph...

Ontem, enquanto estava a dar o Benfica, decidi aproveitar o facto de seis milhões de portugueses estarem coladinhos aos ecrãs da televisão, para ir às finanças meter o IRS deste ano.
Estava tudo muito bem (ou muito mal, dependendo da perspetiva - cada vez desconto mais e consigo abater menos, mas adiante), quando cheguei àquela parte da identificação da casa. Como somos os dois donos em partes iguais aqui da mansão, é preciso adicionar duas linhas, uma para cada contribuinte.
Ora bem, adicionei a minha e a seguir a do Nuno.
Ladies first, right? Wrong!!
Apareceu pois um avisinho a dizer que a organização administrativa não era uma organização matriarcal, faça o favor de corrigir!!
Juro que ainda fiquei uns instantes a olhar para aquilo, porque achei que não tinha percebido bem - eu às vezes precipito-me...
Mas não.
Primeiro vai o nome do homem, depois o da mulher, mas que brincadeira é esta? Acharia eu, porventura, que nas finanças há igualdade entre os sexos? Não senhora, que eles não são cá dessas modernices.

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quarta-feira

Vendidas! E chatas, pá!


Cuz we all love to beat the crap out of sweet things!!!






Esta cena de blogosfera e meia andar subitamente dedicada a dietas, a planos alimentares, a exercícios com Pts, a excomunhão de Colas Zero, e a caixas de comprimidos que nos fazem perder milagrosamente quinhentos quilos em três horas (para depois engordarmos seiscentos, em cinco minutos claro está) está a dar comigo em doida!

Uma gaja não pode ser lontra durante 48 semanas por ano e depois lembrar-se de repente que daí a mês e pico gostava de caber no biquini ou no fato de banho de há cinco anos! Tontas, pá!
E mais tontas ainda se acham que aquela conversa toda que lhes pagaram para ter consegue motivar alguém. Topam-se à distância!

Ele é sumos da loja X, sementes da loja Y, planos alimentares da marca Z, exercícios do ginásio V para caber nos biquinis da loja W... Porra, pá! Chatas!

Ninguém fala da saída de merda da Troika?
Ninguém fala do IVA que não para de aumentar?
Ninguém fala dos abatimentos do IRS que, ao invés, diminuem?
Ninguém fala da porra da segurança social?

Não, sabem porquê?
Porque o governo não encomenda posts a estas chatas!

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terça-feira

Vai ser tão bom!




Keep calm and translate like hell


A minha alegria quando acabo um livro é tão incomensurável, tão plena e luminosa que decidi que a partir de agora em vez de pensar no que preciso de fazer em determinado dia como um número de páginas, vou pensar como se as ditas páginas fossem na verdade um livro inteiro! Do estilo: Ai, hoje tenho para fazer um livro de 22 páginas.
Depois traduzo, pesquisa, pesquisa, escreve, escreve,  e zás! chego ao fim do dia (se deus e os meus dedos quiserem) com o livro feito!
No dia seguinte, começo novo livro!
Será que se fizer de conta com muiiiiita força, isto resulta?

Era tão bom! Perdão, Vai ser tão bom!!

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sábado

Só para não me esquecer



Getting out of the Labyrinth...








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sexta-feira

Ohh, my finger!!

I love finger and toe people... Francois.






Não sei se vem mais chuva ou se é desta que vem o calor, mas dói-me tanto o meu indicador direito - o famoso barómetro em forma de dedo que "adquiri" sem saber como - que me custa horrores escrever.
Sou uma datilógrafa preguiçosa, só uso quatro ou cinco dedos para escrever e os indicadores são de longe os mais utilizados. Bonito.
Se é o dedo a dizer-me que está cansadito, que as teclas o chateiam e etc e tal, está feito ao bife, porque antes de poder descansar uns dias enterrado na areia quente e refrescar no mar (que se espera quente também) ainda vai ter de teclar muito!
Mas muito mesmo.
Vou de férias de hoje a um mês e tenho tanto, tanto que fazer nestes 30 dias que nem vale a pena estar com muitas contemplações.
Nem valorizar dores, até porque quando este prazo acabar, tenho a certeza de que as dores do indicador serão as que menos me vão apoquentar.
Até estou com medo!
Sou capaz de desaparecer durante uns tempos, mas depois conto como foi!

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