quinta-feira, 28 de abril de 2016

Energy and change!

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Li isto e fiquei a pensar:

«We are so often disconnected from our own energy, disconnected from life.
Energy is something we are born with, our true nature. When we are young, we have an abundance of energy. We are in constant motion, a state of ease and flow. But over time, we’re trained to be lethargic and sit still—hunched over desks, sitting in cars and shutting down our mind and emotions. 
It’s no wonder why so many of us feel unmotivated and stuck in our lives.
The good news is maybe we aren’t stuck, maybe its just our energy.
Because when we start to change the flow of our energy, we can change the direction of our lives.»
Author: Aron Stein


Pumbas! É isso mesmo, uma questão de energia e de mudança.
#changetheparadigm

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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Body and Mind

More inspiration? See clip : Short video Bed Breakfast Valencia Mindfulness Retreat: https://www.youtube.com/watch?v=YOvpH_tX8pM:

Faz na semana que vem oito anos que me inscrevi no ginásio onde ainda estou. 
Tirando as férias ou uma ou outra semana, em que não fui por estar com as minhas habituais contraturas ou dorzitas, tenho sido bastante regular na frequência com que faço exercício físico. 
Já experimentei de tudo - acho mesmo que fiz todas as modalidades pelo menos uma vez - e sei o que gosto e o que não gosto de fazer. Fiz Power Plate durante três anos, Anti-Gravity durante ano e meio, experimentei uma aula de dança do ventre, uma de barriga killer e uma de Spartans. RPM, Power Jump, MIB, Zumba, Total Condicionamento, Xcelerate, Hidroginástica, enfim, não me escaparam muitas. Fiz algumas aulas regularmente durante muito tempo e só há duas modalidades que continuam a ser as minhas favoritas: Body Balance e Body Pump. Não têm nada que ver uma com a outra, mas complementam-se maravilhosamente e, mais importante do que qualquer outra coisa, fazem-me sentir muito bem. 
O meu amor maior é o Yoga; não há volta a dar-lhe. Fiz durante alguns anos e voltei no ano passado para constatar que não há outra aula que me dê tanto prazer, que me deixe com uma sensação maior de paz e que me faça sentir tão bem com o meu corpo, que parece que a cada aula faz um pouco mais, um pouco melhor. 
Ontem comecei a fazer Pilates para ter mais força para a prática de Yoga. Não vou dizer que amei de paixão fazer Pilates, mas só não amei porque dói para caraças. Reconheço que é um bom complemento a tudo o resto que faço, por isso é para continuar.
Ontem também, em Yoga, fiz o início da postura em que me magoei há uns anos e apesar de não ter forçado absolutamente nada, o facto de estar sozinha no meu colchão, sem almofadas, deixou-me um bocadinho insegura, com medo. Sei que é um medo que vou acabar por conquistar, um bocadinho de cada vez e daqui a um ano estarei bem direitinha só com o cocuruto da cabeça assente no chão!

E embora estas coisas todas operem mudanças no corpo, embora façam bem à saúde física e isso também me motive, a verdade é que o maior benefício para mim verifica-se na cuca. Porque quando o corpo está a esforçar-se, quando está a deixar sair as toxinas, quando está a tentar ultrapassar os limites, a cabeça não tem muito tempo ou espaço para pensar.


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terça-feira, 19 de abril de 2016

Reset



f. scott fitzgerald:



Quando os dias são mais pesados, quando me esforço tanto por seguir uma linha de vida serena, bondosa, tolerante, cada vez mais verdadeira e mesmo assim não consigo obter os resultados que mereço, mais vale fazer um reset. 
Deitar tudo cá para fora. Apagar o que não faz bem. Valorizar o que faz.
Relembrar os valores e sentimentos com que me teço e criar uma capa impermeável a tudo o que de menos bom me rodeia.
Saber que sou suficientemente boa, que sou bonita à minha maneira, que sempre que posso tento ser boa para os outros. Perceber que também tenho de ser boa para mim. 
Interiorizar que recebemos aquilo que damos ao mundo e viver em paz com isso.

A palavra do dia é Reset, na aceção de "voltar a pôr no seu devido lugar".

Acreditar que amanhã será melhor. Até pode ser que não chova.

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quinta-feira, 14 de abril de 2016

A minha rua é muito tranquila, ouvimos os passarinhos, o sino da igreja e as crianças a brincar, mas...



Há umas semanas, naqueles dias de março que nos enganaram bem enganados, fazendo-nos crer que vinha aí a primavera, andava eu a pintar o quarto, portanto de janela escancarada, quando comecei a ouvir gritos na rua.
Moro num primeiro andar alto, e ouço muito bem os movimentos da rua, das pessoas que às vezes por ali conversam, mas aqueles gritos eram altíssimos, alterados. Ouvia duas vozes de mulheres, sendo que uma gritava mais do que outra, que quase só gemia. 
Claro que fui ver, tanto por curiosidade como por preocupação; vai que alguém precisava de ajuda?
O que vi e ouvi seria engraçado se não fosse tão triste, tão cru...

Estava uma senhora com pouco mais de 40 anos que mora aqui no prédio ao lado, cujas janelas dão para as do meu escritório, a dar uma valente carga de porrada a outra senhora mais ou menos da mesma idade. Vi bofetadas, pontapés, puxões de cabelo e ouvi todos os insultos possíveis. 
Porque a senhora que entretanto caiu no chão, a que estava a levar porrada, tinha andado atrás do marido da outra - dizia a minha vizinha... 
A outra defendia-se como podia, mas não lhe bateu e disse que quem andava atrás era o marido dela, que lhe enviava fotografias e mensagens pelo Facebook. 
Mais porrada, mais insultos!
Nisto aparece o marido a correr. Agarrou a mulher e a outra desgraçada desapareceu em menos de um fósforo, mas não sem antes ouvir a sentença da mulher traída: Vou à bomba da gasolina e toda a gente lá vai ficar a saber a grande puta que tu és... 

Nesta altura, já estava meia vizinhança à janela e uns rapazes de uma carrinha de mudanças que tinha parado aqui na rua decidiram agir - porque a única coisa que viram foi uma mulher aos gritos enquanto um homem a agarrava. Um deles pegou num ferro e ofereceu porrada ao marido, chamou-lhe todos os nomes também, que não se bate em mulheres e se queria bater em alguém que fosse ter com ele. Tudo muito bem temperado com as vírgulas que o pessoal usa aqui no norte! 

A coisa acalmou, o marido foi-se embora - provavelmente atrás da desgraçada da outra que ficou sem meia dúzia de extensões no cabelo - e a mulher sentou-se no passeio a chorar e a pedir para chamarmos a polícia, que tinha sido agredida. 
Se eu não tivesse visto a situação do início, talvez tivesse chamado mesmo a polícia. Mas assim, confesso que não o fiz. 
Porque quem agrediu primeiro foi ela. 
Porque se o marido dela anda com outra pessoa quem merece um valente enxerto de porrada é o marido - que é quem lhe deve, senão amor, pelo menos respeito e discrição, 

Só sei que não tem estado ninguém em casa, as persianas estão sempre fechadas, as luzes apagadas. 
Mais uma história que um dia deve ter sido de amor, que chegou assim a um triste fim.


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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Still learning

And I've pretty much found this to be true. I like listening to people talk. I like seeing the light in someone's eyes when they really care about something. I like talking too, don't get me wrong, but nothing beats watching the eyes of people when they speak. In that silence, if you really listen instead of planning what to say next (pet peeve), you can hear so very much more than what they say. ~ Lauren M. I couldn't have said it better myself:


Ultimamente, um dos meus passatempos favoritos é observar as pessoas. 
Se sentisse necessidade de mudar de vida, se não gostasse da minha profissão e pudesse fazer outra coisa qualquer, era isto que fazia: Observar.
Antes de mais porque é uma coisa que quero continuar a aprimorar em mim, ver e ouvir mais do que falo; acho que quem vê e ouve mais do que fala aprende muito, ganha mais do que perde. Depois, porque é verdadeiramente fascinante tentar ler as pessoas, tentar perceber por que motivo partilham isto ou aquilo, porque falam assim ou assado, desta pessoa ou daquela. 
Até há alguns anos passava-me tudo ao lado; quem dizia o quê, quem fazia o quê, quem andava com quem e quem se tinha zangado com quem. Andava mais ocupada a mostrar quem era, a tentar fazer com que gostassem de mim, a tentar fazer com que a minha presença no mundo fosse sentida e vista. Mas a certa altura, por força dos anos e de alguns amargos de boca, comecei a sentir que chegava de falar e estava na hora de ouvir. Comecei a sentir que não devia esforçar-me para que gostassem de mim, que não preciso de agradar a toda a gente. E aprendi tanto. Aprendo todos os dias. 
Apesar de continuar a ser uma pessoa extrovertida e expansiva com as pessoas que me são mais próximas, leio tudo com outros olhos. Sinto as coisas de forma diferente, parece até que desenvolvi uma intuição que não tinha, ou que não usava, não sei ao certo. 
E observo, observo. Não para comentar, para julgar ou para criticar, mas só para conhecer, para ver por baixo da camada de verniz que todos temos, para perceber a tristeza, a solidão, o desaire, a frustração que se escondem por detrás de uma foto, de uma descrição, de um comentário. Quando se olha com atenção, a maior parte das pessoas são bastante transparentes. 
Gosto de observar como provavelmente me observam a mim; gosto de ler os outros como provavelmente me lêem a mim e gosto de ir estabelecendo limites, mesmo que seja por exclusão, àquilo que vou transmitindo aos outros também. 
Continuo a gostar de partilhar algumas coisas, principalmente fotografias ou opiniões (como esta!), mas já não me preocupo se os outros gostam, já só o faço para mim. 
Preocupo-me com a opinião de muito poucas pessoas e embora não faça nada propositado para afrontar as restantes, a verdade é que agora vivo para mim. 
Não tenho de provar nada a ninguém, não quero que me provem nada a mim.

O meu mundo interior é meu. 


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quarta-feira, 30 de março de 2016

Basta acreditar!

Love Life:


As últimas semanas foram muito cheias de acontecimentos e desafios exigentes, mas ao mesmo tempo muito boas e reconfortantes, importantes para a confirmação de que com a dose certa de coragem e determinação podemos tudo o que queremos, temos força para tudo o que nos aparece pela frente e nada nos amedronta nem diminui!
Entre uma abertura de loja seguida de uma semana de Páscoa, que aqui em Braga é um caso muito sério!, horários desafiantes, uma certa distância para analisar o trabalho feito e tirar daí pazadas de ensinamentos, consultas e exames de rotina que saíram melhores do que a encomenda, tempo para pensar nas coisas que queremos fazer e começar a tomar decisões e atitudes para lá chegar, estas semanas foram as piores e ao mesmo tempo as melhores dos últimos tempos. 
Porque é mesmo assim, não é? Nada é só preto ou branco, nada é só bom ou mau. Há matizes e variações de cor em todo o lado. Há sombras e pontos mais luminosos. 
No caso do meu trabalho sinto orgulho e humildade. Orgulho porque sei que faço um bom trabalho, humildade porque reconheço que tenho ainda muito para aprender e posso fazer ainda melhor. Tenho espaço para progredir. É absolutamente revolucionária esta noção de que por muito boa que seja ainda posso aprender, ainda posso melhorar; deixa tudo em aberto, transforma os dias em ocasiões entusiasmantes, em desafios constantes, porque acho que não há pior coisa para o intelecto do que a estagnação. A soberba da sabedoria, da mestria.
Isto aplica-se ao trabalho, mas também ao resto da vida. 
Estagnar é deixar de sentir borboletas na barriga, é deixar de ter emoção. E tenho um bocadinho de pena daquelas pessoas que acham que já sabem tudo, que já não têm nada para aprender, que só encaram os desafios da vida como obstáculos a ultrapassar em vez de os verem também como oportunidades de crescimento e aperfeiçoamento. 
Ontem, no Yoga, falou-se que esta é a era do auto conhecimento. Que até agora o mais importante era o conhecimento, a informação, o saber, mas que atualmente é cada vez mais importante o conhecimento de quem somos, do que podemos ser, como nos vemos. Concordo em absoluto com esta noção.
Não sei se é uma coisa que vem com os anos, mas tenho cada vez mais sede de conhecimento sobre mim, sobre quem sou, sobre o que sou e o que posso ser. Acredito que tudo começa cá dentro, que o mundo começa dentro de cada um de nós, que não valemos pelo que temos, mas por aquilo que somos, como somos. 
E ninguém me tira da cabeça que o que faz com que os dias difíceis pareçam menos assustadores é esta serenidade e certeza de que somos suficientes, de que nos bastamos, de que temos dentro de nós, entre nós, o que é mais importante. 
Com esta certeza tudo se conquista, tudo é possível!
Basta acreditar.

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quarta-feira, 9 de março de 2016

Vai correr bem!

Pressure Makes Diamonds by Laura Flowerday - Truth:

Depois de uma estafa grande de trabalho que durou quase dois meses, estou mais liberta e com as coisas organizadas.
O esforço foi propositado, além dos prazos para cumprir, queria estar agora mais disponível para o Nuno, que tem umas semanas infernais pela frente e precisa de apoio cá em casa! Um dia é da caça, outro é do caçador. 
Sempre fomos assim, um a segurar as pontas do outro, a servir de ligação à terra quando as coisas tentam levar-nos numa fúria de vento. Funciona bem, esta simbiose. Não há ninguém com quem goste tanto de partilhar todas as coisas da vida, das mais parvas às mais importantes, passando pelas absolutamente idiotas e pelas inquestionavelmente fundamentais.
Ele é rijo e encara tudo com responsabilidade, com um sorriso e com a dose certa de boa disposição e estupidez natural!
Mas mesmo assim, para mim é difícil senti-lo preocupado, stressado, a dormir menos do que devia e com menos sossego. Já sei que é uma fase, daqui a um mês já nem nos lembramos, mas se pudesse ficava com o desassossego todo dele. Não me importava de andar mais um mês a bulir a mil à hora, a fazer contas de cabeça às dezenas de coisas que há para fazer e a tentar encaixar tudo nas minúsculas 24 horas do dia.
Eu sei que sou pequenita, mas tenho muito mais força do que pensava há uns tempos e aguento-me a quase tudo! Claro que o Nuno também se aguenta a isto e a muito mais, porque é um miúdo como deve ser, competente e perfecionista e esta fase de trabalho por muito trabalhosa que seja também tem a sua piada, é um desafio extraordinário, mas se fosse eu a mandar preferia vê-lo descontraído e sereno. 
Acho que é mesmo assim, não é? Quando gostamos muito de alguém queremos que esteja sempre o melhor possível. Que as coisas não pesem, que a a vida seja ligeira e «cauminha»!


Daqui a um mês já nem nos lembramos!

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

When a man is tired of London, a man is tired of life.



Uma das cidades que me está cravada no coração é Londres. Na verdade, acho que é a única que está cravada, das outras só gosto ou gosto muito, mas a única de que tenho saudades quase diárias é Londres.
Não sei bem o que tem para me deixar assim (já sei, tem tudo!), mas das ruas, do rio, dos monumentos, das pastelarias, das fachadas, da cultura, do movimento, das luzes e dos jardins, dos museus, do ar e do céu quase sempre acinzentado, gosto de tudo, sinto falta de tudo.

Acalento há muitos anos o sonho de um dia ir para lá morar. Nem que fosse só por um punhado de anos, só para riscar mais um item da lista. Mas à medida que o tempo vai passando, começo a aperceber-me que talvez não venha a acontecer. Há trabalho, obrigações, casas para pagar!
Acho que vou ter de me contentar com idas esporádicas, fins de semana grandes (ou pequenos, também serve!), quem sabe umas férias com tempo suficiente para explorar também o campo inglês.
Mas morar lá, cheira-me que ou a vida dá uma bela volta, ou então!...

Por isso vou sonhando, acompanhando tão de perto quanto possível, estando a par do que acontece por lá.
Vou sonhando que regresso à Hummingbird Bakery, onde fico entalada entre o bolo Red Velvet e o Salted Caramel; vou sonhando em estar novamente sob a maravilhosa cúpula do Museu Britânico; vou sonhando com os passeios por South Bank.

O sonho alimenta a vida, principalmente quando os dias aqui também estão cinzentos, quando também chove, quando também está frio!

Oh, well...

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

The Power Within

Happiness is an inside job:


Todos temos pessoas de quem somos mais próximos, com quem gostamos de conversar, com quem gostamos de rir e com quem contamos para nos ajudar nos momentos mais chatos e difíceis da vida. É como dizia o outro senhor, Nenhum homem é uma ilha e sabe bem ter quem nos entenda, quem nos conforte, quem nos dê coragem, conselhos ou um puxão de orelhas quando sentimos que sozinhos não somos capazes.
Mas em última análise, a nossa felicidade e paz interior dependem de nós, daquilo que somos, da forma como encaramos o mundo e do que estamos dispostos a fazer por nós mesmos. 
Nada é tão nosso como aquilo que pensamos, o que sentimos, e nada é tão libertador e recompensador como o que conseguimos alcançar pelo nosso próprio esforço e crescimento.

Por isso, acho perigoso transferir uma responsabilidade que é nossa, enquanto seres individuais, para os ombros de outra pessoa. Nenhum adulto pode ser responsável pela felicidade de outro adulto. Ninguém pode ser responsável pela paz de espírito de ninguém. É um fardo demasiado pesado para colocar sobre quaisquer outros ombros que não sobre os nossos. 
Mesmo que estejamos a falar dos nossos melhores amigos, dos nossos familiares mais próximos, dos nossos companheiros de coração e de vida, que têm sem dúvida um papel importante. 
É mais fácil fazer este percurso com companhia, com ajuda, isso é indiscutível, mas também é injusto fazer depender de outra pessoa aquilo que devíamos conseguir obter sozinhos, dentro de nós. Por muito lento que seja o caminho, por muitos avanços e retrocessos que ele inclua.

Se não em nome da satisfação individual, do sabor doce da conquista pessoal, então pelo menos em nome do bem estar e da paz de quem queremos tanto bem.





Psst! Quem disse que depois dos 40 não se aprendia nada?!
Tenho a sensação de que a minha verdadeira vida interior está a começar agora!

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Mesmo bem!

O título é um bocadinho pomposo e assustador, mas o conteúdo é para lá de bom!

Apesar de não me considerar uma pessoa medrosa, há duas ou três coisas que me assustam como gente grande e que às vezes assumem contornos quase absurdos. 
Já falei antes que tenho muito medo que o Nuno morra, que adoeça ou que lhe façam mal e o magoem de alguma forma, espécie ou feitio. É um medo justificado se pensarmos que é o homem que amo, a pessoa mais importante da minha vida, aquele que quero ao meu lado até sermos velhinhos e andarmos à briga porque é a minha vez de pegar no andarilho.
Mas no outro dia o Nuno foi à padaria comprar pão para o pequeno almoço. Ora bem, a padaria fica três prédios acima do nosso, ir e vir são cinco minutos. E ele demorou um quarto de hora...
Já me sentia viúva, já estava numa angústia sem fim, porque lhe podia ter acontecido alguma coisa (nem precisa de atravessar a estrada, que a padaria fica do mesmo lado da nossa casa), porque se calhar teve um ataque cardíaco e está estendido no chão, se calhar houve um assalto na padaria e está com uma pistola apontada à cabeça, se calhar, se calhar... As hipóteses são inesgotáveis nesta minha cabeça idiota que não se lembrou que ele podia ter encontrado alguém conhecido, como um antigo colega de trabalho e estavam a pôr a conversa em dia. Porque foi isso mesmo que aconteceu.
Idiota é pouco, hã?

Não penso nestas coisas todos os dias, mas quando penso é coisa para me deixar com arritmias, com tonturas, com uma pressão no peito que parece que as costelas estão a encolher todas ao mesmo tempo. Por este andar, quem ainda tem um ataque sou eu.  E lá fica o rapaz com o andarilho só para ele!

Portanto, decidi meter mãos, ou olhos, à obra e começar a ler sobre o que diabo se passa com estes medos irracionais. 
Encontrei um livro muito bom, que me está a dar grande prazer ler e que já me fez perceber algumas coisas, sendo que a principal é que não sou a única maluca a deixar-me domar pelo medo e pela preocupação excessiva. Parece que até é uma coisa mais ou menos «aceitável» quando se é demasiado emotivo e se coloca a ênfase nas emoções ao invés de na razão e na lógica. Mas diz o senhor médico que esta é uma das formas em que as pessoas se dividem - emoção vs razão - e que não é preciso mudar quem somos, basta entendermos melhor como funcionamos e criarmos estratégias para domar as feras (o medo e a preocupação - que podem ser até reações químicas, vejam lá!) 
Tem qualquer coisa que ver com a amígdala - a do cérebro, não a da garganta! Tenho de ler melhor essa parte! 
Mas são boas notícias, afinal sou capaz de não ser maluca de todo.

Ainda só vou a um quarto do livro e já aprendi tanto, já identifiquei e percebi muitas coisas. 
Acho que quanto mais nos educarmos, quanto mais soubermos, quanto mais nos dispusermos a entender o que se passa dentro de nós, maior paz e serenidade alcançamos, mais felizes somos.

Este ano está a ser fértil em revelações, em iluminismo! 

E sinto-me bem com isso! 


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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Do no harm, but take no shit!

Have Courage and Be Kind print by InkStainsAndOilPaint on Etsy:



Já há muito tempo que sinto que cultivar a bondade é um dos melhores hábitos que se pode ter. 
Pode parecer um tremendo cliché, uma frase feita, daquelas que se repetem tanto que acabam desprovidas de sentido, mas para mim ser bondosa é importante. É importante ser generosa, preocupada, atenciosa com os outros. É importante tratar as outras pessoas como gostaria que me tratassem a mim. 
Deve ser das únicas coisas que me ficou dos anos em que sofri na catequese! Que devemos tratar os outros como gostaríamos que nos tratassem a nós. 
E não acho que seja um cliché, não acho mesmo que esta máxima esteja desprovida de sentido; até porque parece que é cada vez menos comum, menos praticada. 
As pessoas são demasiado exigentes umas com as outras, acham-se mais importantes que os demais, esquecem-se que aqui não anda ninguém a servir ninguém. Andamos todos a tentar viver a vida o melhor que sabemos.
Por isso, ser bondosa, mesmo para as pessoas que menos merecem (ou principalmente para as pessoas que menos merecem, porque são quem mais precisa da bondade dos outros), continua a fazer sentido para mim. É um traço de caráter que não me custa manter e que quero muito cultivar. 
Mesmo correndo o risco de fazer figura de ursa, mesmo que a minha bondade pareça ingenuidade ou falta de personalidade aos olhos dos outros. 

Claro que às vezes a bondade vai com os porcos, porque há dias e dias e uma pessoa bondosa não deixa de ter sangue quente a correr-lhe nas veias; há limites e há gente que não merece um sorriso sequer, mas sim um belo Vai pó ca***lho!
Vamos pensar que é a exceção e não a regra!! 
(Ler título!!)

Se todos fossemos mais bondosos, mais atenciosos, mais simpáticos uns com os outros, éramos todos mais felizes.
Porque há uma grande satisfação em ser-se bom. 
Em responder a um revirar de olhos com um sorriso. 
Em dizer Tudo bem, fazemos assim. Sim, tens razão. Claro que posso!

E no fim do dia, dorme-se melhor.


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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Simples

Be in love with your life - Inspirational word art - 5x7 print. via Etsy.:




Ultimamente tenho andado mais inclinada para as modalidades holísticas, já falei disso algumas vezes. 
Faço Body Balance de forma regular há quase 8 anos, estou agora a concluir um ciclo de um ano e meio de Anti-Gravity  e retomei o Yoga há uns meses, depois de uma pausa longa de mais.
Adoro a calma e paz que estas práticas me proporcionam, a forma como trabalham o corpo e a mente, que não são entidades separadas. Como tenho andado um bocadinho desassossegada, o meu corpo tem-me enviado alguns sinais de alerta que até há pouco tempo ignorei de forma mais ou menos consciente, mas agora que estou em maior sintonia, sei que o caminho para um corpo saudável também passa por uma mente serena, por isso Holísitcas to the rescue!
Continuo a tentar aprender a meditar e a sossegar a mente com o HeadSpace (embora já não faça diariamente), estou a aprender a respirar e a aplicar o que aprendo quando sinto que me falta o ar.
Gosto de outras modalidades, gosto de aulas mais stressantes que me deixam inundada de adrenalina, mas neste momento não é o que me faz melhor. Estou no eixo oposto. 
Como sempre fui muito agitada, quer a nível físico quer emocional (ando sempre a mil, faço várias coisas ao mesmo tempo - mal feitas talvez, mas faço - penso em mil coisas ao mesmo tempo - mal pensadas talvez, mas penso!) este percurso para acalmar, para fazer uma coisa de cada vez, para não pensar em demasia em coisas que não interessam, não é assim uma coisa que se consiga de imediato. Leva o seu tempo - o que me provoca grandes fernicoques, porque, lá está, quero sempre tudo à velocidade da luz, para ontem se possível. 
A paciência não é o meu forte. Mas um dia vai ser.

Normalmente, as nossas ações têm um objetivo, um fim a atingir. 
Neste caso da conquista da calma, da segurança, da ponderação e de uma maneira mais pausada e saudável de encarar a vida e as pessoas, o processo é tudo. O caminho para lá chegar é mais importante do que o fim. Precisamente porque não é uma coisa imediata, os hábitos serenos, as descobertas e os momentos em que "vemos a luz" precisam de tempo para se incrustarem em nós, para se tornarem parte de nós e com o tempo começarem a fazer sentido. 

Tenho uma lista de coisas que gostava de dominar, em vez de me deixar dominar por elas, e acredito que chego lá aos poucos, com calma, com aceitação do ritmo natural das coisas e com confiança em mim. 
Neste momento, preciso de acabar um trabalho fantástico que tenho em mãos para dar início a uma nova forma de viver. Amo o meu trabalho, não quero fazer outra coisa, mas às vezes sinto-me refém dele, sinto que me açambarca a vida inteira, fico sem tempo para amigos, para família, para mim, para a vida além deste ecrã. O problema não é do trabalho, obviamente, que é o melhor do mundo, mas da minha gestão do tempo, das expetativas, das cenas que invento e que me drenam a energia e me tiram o sono.

Portanto, tenho os dados todos, tenho todas as variantes na mão e tenho a inteligência emocional para ligar tudo de forma a que faça sentido. 
E é isso mesmo que vou fazer.

Simples, não é?

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Genericamente falando, claro.

We could all use these quotes to get us through a case of the Wednesdays - Page 2 of 3:


Andava aqui a pensar numa coisa que gostava de ver reformulada em mim e depois de muito matutar (mentira, foi bem rápido!), percebi que gostava de ser menos anjinha... 

Escrevi isto algures no início de 2009. Há 7 anos, portanto:


Para terminar, sou crédula. Crédula no sentido em que acredito sempre nas pessoas, nas suas boas intenções e no seu carácter.
Qualquer pessoa com uma conversinha de puxar à lágrima me comove e tem a minha simpatia. Nunca parto do princípio que alguém pode não ser boa pessoa. Toda a gente é boa pessoa até prova em contrário.
E isto faz com que me magoe com frequência, quando as pessoas se revelam ou quando me deixam perceber que afinal não são assim tão sinceras. Quando isto acontece fico triste a valer. Sinto que me enganaram, que abusaram da minha boa vontade e confiança e faço juras de nunca mais acreditar em ninguém logo à primeira. Mas não adianta. Acredito sempre.
Com a idade fui aprendendo a proteger-me deste tipo de pessoas, mas ainda me magoo com algumas atitudes inesperadas.


E eu que acho sempre que aprendo muito com o tempo e com as experiências, constato que somos o que somos. Há coisas que melhoram, outras que poderão piorar, mas a essência é a mesma. Estou na mesma.
Continuo a conhecer pessoas e a achar quase sempre que sim senhor, são todas boas. Sou péssima a avaliar primeiras impressões, porque basta um sorriso, uma palavra mais simpática, uma conversa breve para me levarem.
Continuo a acreditar nas pessoas. 
Não sei se é bom ou mau. Genericamente falando, quando as características são positivas, deve ser bom que se mantenham por muitos anos, durante a vida toda. Mas para mim a credulidade, a ingenuidade não são coisas assim tão boas. Porque continuam a fazer com que me desiluda, com que acabe magoada e a pensar que sou uma grande tonta. 

Se o oposto é ser cínica e desconfiada, também não há-de ser grande coisa. Também não há paz em ser assim.

Como sempre, continuo nesta minha demanda em busca do equilíbrio, do ponto perfeito entre o que sou e o que quero ser. Entre o quanto preciso dos outros e o quanto os outros precisam de mim. Entre o que dou e o que recebo. Entre o que projeto e o que os outros vêem. 

Um dia chego lá.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

...

Quotes Of The Day - 12 Pics:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Great Expectations

Expect nothing and appreciate everything. Expectations can leave us feeling hollow and disappointed. These assumptions are often ones we place upon others as well as ourselves and when they aren’t met, we tend to reflect negatively.  Read more...:



Shakespeare disse que a expetativa é a causa de todos os desgostos.  
Bem, a frase dele é bastante mais bonita, porque em inglês tudo tem uma sonoridade mais poética, mas a ideia é esta e o Wills sabia o que dizia!

Às vezes a expetativa anda ali de braço dado com a esperança, com o desejo, até com a coragem, mas sozinha, por si só, não vale grande coisa e pode realmente dar-nos cabo da cabeça.

Explico: já sabia no início do ano que janeiro ia ser um mês muito exigente, principalmente em termos de trabalho, que não ia poder ter muitas folgas, que a tarefa que me esperava era quase monstruosa. 
Estava (estou) felicíssima com o trabalho, que adoro e que continua a dar-me muito prazer, não obstante o cansaço físico. 
Porque também me conheço muito bem e gosto muito de pensar que trabalho bem sob pressão, que me despacho quando sinto os prazos a queimar-me o rabo e blá blá blá, achei que sim senhora, vamos lá dar cabo disto tudo assim como quem acorda um dia e Oh, está feito...
Pois.
Expetativa.

Porque vai-se a ver e a vida não é só trabalho. Eu não sou impermeável, não consigo alhear-me e tudo o que vai acontecendo nos meus dias influencia, de uma forma ou de outra, a produtividade.

Nesta história do «Espero conseguir, não, VOU conseguir!» houve algumas coisas que não levei em séria consideração: as horas de sono, o descanso, o desligar do botão. A paz de espírito. O coração. 
Gostava muito de ser como o outro senhor que só dorme 4 horas por noite e anda sempre fino como um alho, mas não sou. Preciso de dormir para poder andar bem, para conseguir ver as coisas sob outra luz, para conseguir lidar com a vida e conseguir ter coragem.

E em janeiro voltei a não dormir bem. Precisamente porque sabia que PRECISAVA de dormir, que TINHA de dormir, passei noites e noites em claro a pensar em tudo e em mais um par de botas. 
Claro que cheguei ao fim do mês com objetivos por cumprir e a sentir-me frustradíssima por não ter conseguido fazer tudo o que queria, tudo o que me propus fazer, tudo o que ESPERAVA fazer.

A expetativa não é má, desde que seja realista. Até pode ser um bom motivador, uma peça na construção da nossa auto-estima quando vemos que conseguimos atingir os objetivos. Mas tem de ser realista.
A minha não era!

Resta dizer que em janeiro aprendi muito sobre mim, sobre os meus limites, sobre quem sou em várias esferas da minha vida e isto foi muito bom. Não foi um mês brilhante, mas foi o mês em que construí alicerces bons para o resto do ano, para o resto da vida. Em que percebi muita coisa. 
Por isso também teve o seu lado positivo.

#bringingpositiveback

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

And you will never walk alone!

Forgiveness is the remedy. It doesn’t mean you’re erasing the past, or forgetting what happened. It means you’re letting go of the resentmen...:



Fevereiro está a começar da melhor maneira possível em termos de paz de espírito!
Agora só falta pôr o trabalho em dia e cheira-me que a vida volta a entrar nos eixos, por completo!

Chiça, pá, até que enfim!

E agora: a trabajar, trabajar, trabajar!




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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

I'm bringing positive back!


Só isto:

These are words to live by!:



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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Certeira


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«Daria um mundo para voltar a ser a pateta alegre sem papas na língua nem no coração que era dantes, mas tornou-se incomportável.»

Da minha incomparável Mel. 



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