terça-feira, 27 de setembro de 2016

Booklion!

"I think books are like people, in the sense that they'll turn up in your life when you most need them." Truth!:



Hoje estive a atualizar o meu currículo. Tenho a sorte de poder acrescentar de vez em quando mais alguns títulos à lista de livros traduzidos.
Este último ano e meio foi tempo de retemperar forças, de abrandar um pouco o passo, de dar espaço ao corpo e à cuca. Fiz menos livros do que nos anos anteriores, mas para dizer a verdade acho que se não tivesse abrandado teria dado o berro muito em breve. Acho que nos primeiros anos de trabalho exclusivamente dedicado à tradução fiz mais do que devia, não soube dizer não algumas vezes e devia ter dito, achei que podia abusar do corpo, da cabeça e que podia com tudo "Venham eles que dou conta do recado". E dei. Mas esgotei-me um bocadinho. 
Precisei de abrandar e de cuidar também de mim. 
Agora já cuidei, já abrandei, já aprendi a gerir e a respeitar o meu esforço e o tempo. 
Agora estou pronta!
Amo o meu trabalho, nem sei explicar o que sinto quando começo e acabo um livro novo! No meio queixo-me e choramingo como toda a gente, mas o momento em que escrevo na minha folhinha Word as palavras "Capítulo UM" e depois, semanas mais tarde "FIM", invade-me uma sensação de felicidade tão idiota que às vezes até choro. (Coisa que quem me conhece não estranhará, que eu choro com os anúncios do Skip, mas enfim!) 
Vivo para estes dois momentos, para o início e para o fim das minhas traduções. Vivo para os livros.

E há pouco, quando estava atualizar o currículo, contei com o indicador, para não me enganar, os 74 maravilhosos títulos (uns mais maravilhosos do que outros, é certo) que me enchem já três páginas. 
74 livros.
Tantas palavras, tantos capítulos, tantas lágrimas, tantas gargalhadas.
Tanta felicidade!

Bolas!

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Tempestades e monções!

Amazing Lightning:

Então, desde que me lembro de ser gente que tenho medo de trovões. Gosto imenso de tempestades, de relâmpagos (pelo menos quando estou abrigada e quentinha em casa), mas os trovões assustam-me. Não me sinto confortável com o ribombar, acho sempre que são mais violentos do que os relâmpagos, só porque fazem mais barulho.
Acho que já comentei que como ando muito farta de calor estou a ouvir alguns álbuns de sons da natureza, nomeadamente de chuvas e monções. (Um pequeno aparte: claro que enquanto estou a ouvir a chuva a cair copiosamente me imagino numa maravilhosa casa de pedra e troncos de madeira, com folhagem tropical a toda a volta, o mar lá ao fundo, uma piscina de pedra natural no jardim, vidraças imensas viradas para a paisagem e, do lado de dentro, uma casa quentinha, uma lareira gigante, como a da minha avó, os gatitos ao colo, chão de madeira e o frigorífico cheio de comidinha reconfortante. Não pensavam que me imaginava a trabalhar, pois não?!)

Pois, como eu dizia, agora que ando a ouvir as tempestades tropicais, os trovões são uma presença constante. E não é que não me faz impressão?
Até lhes acho um certo ritmo, alguma graça?
Isto é muito giro, muito bom.
E abafa as vozes todas, os telefonemas, enfim a vida laboral que me rodeia.
O que também não é mau.

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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Sem ser totó


Do No Harm (But Take No Shit) Decal, Decal Quote, Buddhist Decor, Wall Quotes…:



Acho que há alturas na vida em que conseguimos finalmente olhar para dentro de nós e ver quem somos, sem filtros nem desculpas. Vemos coisas de que gostamos, outras nem por isso. Mas é bom alcançar esta espécie de «clareza». 
É neste ponto que sinto que me encontro agora. Vejo claramente quem sou e o que quero ser. Vejo-me em relação a mim e aos outros. Sei que sou de uma forma quando estou só comigo (ou com o Nuno, que para mim não é pessoa!), e de outra diferente quando estou com os outros.
Sei que tenho muitos defeitos, nenhum extraordinariamente grave ou vergonhoso, mas tenho, são meus e procuro aceitar os que posso e remediar os outros. (Acrescento que não escrevo isto para os meus amigos me virem dizer - Oh, não tens nada, és um amor e nós gostamos de ti assim! Sou de facto um amor, também gosto de mim assim, mas tenho cá as minhas merdas que preferia não ter!)

Agora, partindo deste princípio de que todos são como eu, com os seus defeitos e também com virtudes, que todos somos humanos, todos falhamos (muitas vezes sem querermos falhar), que todos gostávamos de ter uma máquina de viajar no tempo e fazer algumas coisas de forma diferente, o que tenho tentado interiorizar, o que tenho tentado implementar - muitas vezes com um esforço tremendo e um afinco proporcional - é ser bondosa, compreensiva, justa. 
Tenho-me esforçado muito por não fazer juízos de valor, por não «atribuir» sentenças, por não alimentar preconceitos, mesmo que seja apenas dentro de mim, mesmo que não verbalize nada disto. 
Porque se conseguir ser sempre mais bondosa do que é esperado de mim, se conseguir ser sempre mais compreensiva e justa, não só trato melhor os outros como me trato melhor a mim. Sei lá, gosto de dormir descansada sabendo que só não fiz o que não pude. Em todos os aspetos.

Mas às vezes isto tem um custo e aprendi recentemente que preciso também de saber onde é o meu ponto de equilíbrio. Não quero ser velhaca, mas também não quero ser totó.

É esta a minha grande tarefa para os próximos anos: Ser mais bondosa (sem ser totó), ser mais compreensiva (sem ser totó), ser mais justa (já perceberam, sem ser totó). 

Voltamos ao meu mantra preferido: Do no harm, but take no shit.

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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Tudo passa


Resultado de imagem para this too shall pass

Ultimamente tenho tido muitas chatices nos músculos. Não só nos músculos, mas também nos tendões e um bocadinho nas articulações.
Não tenho nenhuma doença, não treino como uma maluca (e o que treino é sempre com o maior respeito e consciência corporal), não ando a fazer nada de especial a não ser... trabalhar. A um ritmo moderado.
Já o disse muitas vezes e continuarei a dizer: amo o meu trabalho, quis muito desde muito nova fazer exatamente o que faço hoje e quando me imaginava a traduzir livros nem sequer sabia que seria tão bonito, emocionante e recompensador. Porque é. 
Em termos intelectuais este trabalho preenche-me por completo. Todos os livros são diferentes (mesmo quando são do mesmo autor), viajo sem sair da cadeira e às vezes até parece que não estou a trabalhar. 
Não quero fazer mais nada da vida (além de ser estupidamente rica! Se fosse escandalosamente rica era capaz de deixar de traduzir, mas como não sou, continuo a fazer o que tanto adoro!). 
Mas em termos físicos, os últimos 12 anos estão a começar a sentir-se. 12 anos a trabalhar a um ritmo um bocadinho parvo, nem sempre com a moderação que tenho tido nos últimos tempos, decididamente não com o respeito pelo corpo que tenho agora. 

Pareço uma velha a falar, a queixar-se das maleitas, mas não é exatamente isso que quero fazer. Quero racionalizar os avisos que o corpo me tem dado; quero reconhecer que as dores existem, que vão existir sempre, mas que posso aprender a viver com elas e quem sabe não as levar tanto a peito. 
Quero aprender a trabalhar de forma mais eficiente; num mundo ideal trabalharia menos horas, mas produziria o mesmo (e já que é para pedir, ganharia melhor!)

As queixinhas podem parecer contraditórias porque a ideia geral é que um freelancer escolhe quando quer trabalhar, quantas horas trabalha por dia, quantas paragens faz durante um dia de trabalho. E não deixa de ser verdade. Existe essa liberdade que a maior parte dos trabalhadores não tem. Mas existem também prazos, ritmos que nem sempre se podem quebrar sob pena de não se conseguir apanhar o comboio durante o resto do dia. Existe o medo de se ficar sem trabalho, se não estivermos sempre disponíveis, se não pudermos respeitar os prazos, se o corpo pedir para parar. 
Há casas para pagar, batatas e cebolas para comprar.

Por isso vamos continuando. Vamos trabalhando devagarinho quando podemos, um pouco mais depressa quando é preciso. Vamos descansando quando tem mesmo de ser.
Vamos pedindo que o trabalho continue a chegar, que depois logo se vê!
E vamos acreditando que tudo passa. Tudo se resolve.

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Tudo passa



Ultimamente tenho tido muitas chatices nos músculos. Não só nos músculos, mas também nos tendões e um bocadinho nas articulações.
Não tenho nenhuma doença, não treino como uma maluca (e o que treino é sempre com o maior respeito e consciência corporal), não ando a fazer nada de especial a não ser... trabalhar. A um ritmo moderado.
Já o disse muitas vezes e continuarei a dizer: amo o meu trabalho, quis muito desde muito nova fazer exatamente o que faço hoje e quando me imaginava a traduzir livros nem sequer sabia que seria tão bonito, emocionante e recompensador. Porque é. 
Em termos intelectuais este trabalho preenche-me por completo. Todos os livros são diferentes (mesmo quando são do mesmo autor), viajo sem sair da cadeira e às vezes até parece que não estou a trabalhar. 
Não quero fazer mais nada da vida (além de ser estupidamente rica! Se fosse escandalosamente rica era capaz de deixar de traduzir, mas como não sou, continuo a fazer o que tanto adoro!). 
Mas em termos físicos, os últimos 12 anos estão a começar a sentir-se. 12 anos a trabalhar a um ritmo um bocadinho parvo, nem sempre com a moderação que tenho tido nos últimos tempos, decididamente não com o respeito pelo corpo que tenho agora. 

Pareço uma velha a falar, a queixar-se das maleitas, mas não é exatamente isso que quero fazer!! Quero racionalizar os avisos que o corpo me tem dado; quero reconhecer que as dores existem, que vão existir sempre, mas que posso aprender a viver com elas e quem sabe não as levar tanto a peito.
Quero aprender a ter menos medo.
Quero aprender a trabalhar de forma mais eficiente; num mundo ideal trabalharia menos horas, mas produziria o mesmo (e já que é para pedir, ganharia melhor!)

As queixinhas podem parecer contraditórias porque a ideia geral é que um freelancer escolhe quando quer trabalhar, quantas horas trabalha por dia, quantas paragens faz durante um dia de trabalho. E não deixa de ser verdade. Existe essa liberdade que a maior parte dos trabalhadores não tem. Mas existem também prazos, ritmos que nem sempre se podem quebrar sob pena de não se conseguir apanhar o comboio durante o resto do dia. Existe o medo de se ficar sem trabalho, se não estivermos sempre disponíveis, se não pudermos respeitar os prazos, se o corpo pedir para parar. 
Há casas para pagar, batatas e cebolas para comprar.

Por isso vamos continuando. Vamos trabalhando devagarinho quando podemos, um pouco mais depressa quando é preciso. Vamos descansando quando tem mesmo de ser.
Vamos pedindo que o trabalho continue a chegar, que depois logo se vê!
E vamos acreditando que tudo passa. Tudo se resolve.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Os sons da natureza, ou como não endoidecer com este calor.

Rain Watercolor Wall Decals:


O calor não tem som. 

Como estou um bocadinho (grande) cansada de calor, de dias abafados e basicamente de verão passado longe da praia, a minha banda sonora de hoje é um álbum de chuvas e monções! 
Neste momento estou com chuvas tropicais na Selva Amazónica. 
É maravilhoso! Até já me estou a imaginar de manta nas pernas e pantufas, cachecol ao pescoço e chá quentinho ao lado.

Daqui a seis meses queixo-me de que não para de chover nesta terra abandonada por deus, mas por enquanto, chuva!
Amanhã sou gaja para experimentar os sons do oceano!

Ahh, a natureza! 

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

This too shall pass!

Lol! Mercury retrograde starts today and lasts until May 22, 2016:

Mercúrio entra hoje em retrógrado.
O sacana.

Acho alguma graça a esta coisa da astrologia, mas na maior parte das vezes é pura e simplesmente porque me diverte ler o horóscopo nas revistas e imaginar que todos os Leões vão ter uma notícia boa naquela semana e todos os Carneiros vão ter problemas intestinais. Bolas, que pouca sorte! 
Depois vejo algumas publicações que nesta altura começam a surgir a avisar o mundo que Mercúrio vai entrar em retrógrado, um período de paragem e estagnação, e que devemos concluir coisas que tenhamos em curso, encerrar capítulos que deviam estar já encerrados e evitar começar desafios novos durante estas três semanas. Devemos libertar espaço emocional e mental para podermos acolher as coisas boas que surgirão quando Mercúrio avançar, também ele, com a vida.

Assim, e como sou uma rapariga que não nega à partida uma ciência que desconhece e que tem as suas obrigações enquanto cidadã, os últimos dias foram passados a pôr as coisas em ordem. 
Pagar o IUC (coisa que não entendo... quer dizer, que se pague imposto automóvel porque nos armámos em capitalistas e decidimos comprar um carro para podermos ir trabalhar; que se paguem portagens porque estamos a usufruir de um serviço de uma entidade privada; que se pague combustível e manutenção automóvel porque o bicho é uma máquina que precisa de comidinha e óleos variados; que se pague seguro, não vá o diabo tecê-las, ainda vá. Mas imposto por andar nas estradas normais? Imposto de circulação? Imposto para poder tirar o carro da garagem? Não entendo.)
Pagar o condomínio (porque não sei mudar estas lâmpadas nem arranjar elevadores.)
Pagar a Segurança Social (sim, com atraso! E nem vamos falar muito disto porque a SS continua a deprimir-me.)
Pôr pilhas nos quatro relógios que estavam parados no tempo - Olha, qual Mercúrio!

Enfim, não sei se dá para perceber, mas tudo envolveu pagamentos. Dinheirinho a sair.

Mercúrio, filho, se me estás a ouvir, despacha-te lá com a sabática, que o orçamento não chega para mais caprichos destes!


Agora falta o resto - o espaço emocional.
Hei de arranjar algum. Setembro vai ser do catano, olhem o que vos digo!



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Psst! Se deixarem passar esta fase e ainda tiverem cenas para concluir e para pôr em ordem, se ainda precisarem de refletir, repensar ou recalibrar, não se preocupem, em dezembro há mais! O gajo tira férias quatro vezes por ano. Sabe-a toda, é o que é!

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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A ditadura dos Likes

Don't Feel Stupid if you don't like what everyone else pretends to love -Emma Watson Quotes:


Como quase toda a gente, tenho contas nas redes sociais. 

Partilho o que me apetece e observo o que às outras pessoas lhes apetece partilhar, mas se há coisa que não alimento é a ditadura dos likes. Lá por alguém ser meu amigo não tem de gostar de toooodas as publicações que faço, até porque é virtualmente impossível alguém conseguir identificar-se com tudo aquilo que é suficientemente relevante para eu partilhar. E assim é que está bem. 

Aborrece-me a obrigatoriedade de carregar no puto do coraçãozinho só porque sim, mesmo que a foto não me diga nada, não me faça sentir nada, quer seja do enésimo outfit ou pequeno-almoço, ou das unhas encravadas de alguém. (Principalmente se for das unhas encravadas de alguém!)

Há tantas exigências na vida, tanta coisa que nos obriga a fazer o que não nos apetece, tanta responsabilidade para cumprir e que nos «prende», que acho uma pena se as obrigações transitarem consciente ou inconscientemente para um mundo que devia servir apenas para nos divertirmos.

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

As Miúdas Mendes




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Há uma coisa muito portuguesinha que toda a gente faz, sem maldade, até com sincera intenção, mas que depois vai ficando para trás até já não se pensar mais nisso. Ou mesmo que se pense, na maior parte das vezes não se age para que a coisa se concretize.
É aquela coisa do "Um dia destes vamos beber um café", "Um dia destes vou fazer-te uma visitinha", "Havemos de lá ir/ de fazer /de jantar/ de combinar isso".
E na maior parte das vezes não se vai, não se faz, não se janta e não se combina.
Na maior parte das vezes.

De há uns tempos a esta parte, andava em conversações com a minha prima para que um destes "futuros" encontros se desse. Gostei muito da ideia desde o início, há muito que não estávamos juntas em ambiente descontraído para podermos pôr a conversa em dia, e apesar de nos mantermos em contacto através do mundo das redes sociais, nunca é bem a mesma coisa do que estar frente a frente e dar um abracinho apertado.

Mas confesso que achei que era daquelas coisas "para um dia".
Até que recebi uma mensagem a dizer "Amanhã estou em Braga, vamos tomar um cafézinho?!"
Raça da miúda veio mesmo! E ainda trouxe uma amiga mais do que querida!

E lá fomos, beber um café, assistir a um inesperado concerto de ópera ao ar livre e passaram-se duas horas e meia sem darmos por elas. Foi tão bom perceber que os anos e a distância não querem dizer absolutamente nada quando a base é boa. Foi tão bom ver-me ao espelho em mais aspetos do que aqueles de que me lembrava!
As miúdas Mendes são todas tão parecidas!

Fiquei de coração cheio, com a vontade de me mexer mais, de sair da toca e ir ter com as pessoas.
Ver fotos e atualizações de estado no Facebook é muito lindo (e útil quando estamos longe) mas não chega. Não é a mesma coisa do que estarmos a pirquenicar no meio da floresta e a conversar descontraidamente como se nos víssemos todas as semanas, como se não se tivessem passado 8 anos desde a última vez que nos vimos, em circunstâncias tão tristes.

Foi tão bom, tão simples, tão descontraído, tão natural!
Para a próxima temos de juntar toda a gente!
Isso é que era mesmo lindo!

8



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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

42 and Fabulous, Darling!


http://creator.keepcalmandcarryon.com/v/HfiJRhcL:

Fiz 42 anos há dois dias!

Sou daquelas pessoas um bocadinho idiotas que adoram fazer anos, que se sentem mais especiais no dia do aniversário e que nesse dia só fazem o que querem! Este ano, a única coisa que fiz que não me estava a apetecer muito foi a faixa de abdominais da aula de Body Balance!! 
O dia foi maravilhoso, simples, com praia, mimo e uns Parabéns a Você cantados a duas vozes, à meia-noite, que me encheram o coração! 

São estes os momentos que quero reter na memória. O carinho de quem me telefonou ou mandou vídeos que me fizeram ficar com a vista turva. O mimo de quem não se esquece de mim. Os 42 beijos que recebi à uma e um quarto da manhã, hora que marca oficialmente a minha chegada a este mundo doido!

Neste ano que começa agora, quero continuar a cultivar o amor por mim, pela minha vida, pelas pessoas especiais que me amam e que nunca me deixam sozinha. Quero continuar a crescer em sensibilidade; quero uma vida cada vez mais simples, mais descomplicada! Às vezes tenho tendência para complicar e não é preciso. 
Quero sentir e emitir boas energias, viver uma vida que valha a pena e não deixar nada por fazer. 
Quero conseguir pensar "Vai correr bem; tudo se resolve", sempre que me deparar com algum revés.
Quero sorrir mais. Quero pensar menos. Quero continuar a ultrapassar medos. 

São bons objetivos, não só para este ano, mas para o resto dos anos. 

Sobre o número de anos propriamente dito, não tenho grande coisa a dizer. São 42, são bons, vivi-os (quase) todos bem! Sinto-me melhor agora do que quando tinha 20 anos! Sou infinitamente mais feliz agora; gosto muito mais de mim agora! Sei melhor quem sou. Sei melhor o que quero. Sei muito melhor o que não quero. 
Se isto são coisas que vêm com a idade, então muito bem, venham mais 42, que estarei cá de braços abertos para os receber!

:)

Aquela história do vinho do Porto é capaz de não ser inteiramente disparatada!

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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Recarregar

Top 50 Inspiring Quotes When You Need Some Life Motivation:


Coisas que aprendi hoje ( e ainda só passou meio dia!):

Nunca subestimar o poder de uma piza margherita
e
O poder do abraço do nosso amor.

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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Bandas sonoras

Music is a great thing that helps bring people together. We hoped that by making this rap video we would get people to laugh and smile. There's nothing better than bringing a smile to someone's face, especially before the holiday's.:

Comecei a trabalhar num espaço que não é só meu. 
Aluguei um cantinho num lugar fantástico que promove o cowork e estou a adorar. Produzo mais, produzo melhor e volto para casa ao fim do dia com um sorriso nos lábios. (Podia ser por ir ver os gatinhos, de quem tenho umas saudades medonhas, mas não é só por isso. É porque gosto mesmo de sair de casa de manhã para ir trabalhar e gosto ainda mais de voltar para casa ao fim do dia, para... estar em casa!)

Trabalhando num espaço que é comum a mais pessoas e sabendo que nem todas têm trabalhos silenciosos como o meu, ia preparada para um certo nível de ruído. Teclados, impressoras, toques de telefone. Algumas conversas.
Como não quero armar-me ao pingarelho e tenho tanto direito ao meu silêncio quanto os outros têm direito aos seus telefonemas, decidi trabalhar de auscultadores enquanto ouvia uma musiquinha.
Resulta!

Já experimentei muitas músicas diferentes, alguns álbuns de músicas de yoga, outros de sons da natureza. E é bom. Hoje estava a sentir-me radical e decidi começar a ouvir as músicas que tenho no telemóvel. E quando dei por mim estava a cantar o Can't Hold Us, do Macklemore! 
Não é tão bom!

Vai daí, fui ao Spotify e como adoro piano estive toda a manhã a ouvir Chopin. Que espetáculo! Até agora, é o que resulta melhor. Bloqueia todos os ruídos, deixa-me concentrada e com o ritmo cardíaco calminho e como não tem letra, não corro o risco de dar música ao pessoal!


Há solução para tudo. 
Não me posso esquecer disto. Há solução para tudo. 

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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Postas de pescada

“"Speak only if it improves upon the silence."”:

Embora já não perca tanto tempo a ler blogues ou a navegar no Facebook como há uns tempos, ainda dou uma vista de olhos pelo blogroll, ainda dou uma vista de olhos pelo feed do Facebook, não digo todos os dias, mas quase. 
Deixo-me inflamar, comover e indignar por algumas coisas, por alguns textos ou comentários, mas são muito poucos os que me fazem escrever qualquer coisa, responder ou comentar também. Principalmente se forem controversos, pouco simpáticos ou «picanços» provocadores. Não que não tenha nada para dizer, na maior parte das vezes até tenho, mas agora penso sempre se será necessário, se acrescenta valor ao que está dito e sobretudo se me cabe acrescentar alguma coisa. 
Na maior parte das vezes não. Porque quando são coisas genéricas, não especialmente dirigidas a mim, as outras pessoas quererão saber a minha opinião tanto quanto eu (não) quero saber da delas. 
Fácil.

Às vezes, quando leio alguma coisa que me irrita, que me enerva ou que suscita alguma opinião mais fervorosa, escrevo o comentário que me vem à cabeça - exatamente como o queria escrever, seja com asneiras, com arrogância, com raiva, o que for -, leio-o algumas vezes, olho para ele na sua caixinha de comentários, interiorizo que deitei cá para fora o que queria escrever, e a seguir apago-o. Apago tudo, sem pensar duas vezes. Porque na verdade aquele comentário não vai acrescentar nada, não é relevante, não interessa a ninguém. 
Há qualquer coisa de reconfortante em ver as letrinhas no ecrã; e quando digo reconfortante também posso dizer embaraçoso, porque às vezes escrevo e penso: És mesmo parva. Isto diz-se?! Apaga lá essa merda! E apago.
É uma coisa cá minha, uma opção.

A maioria dos comentários e respostas plantados nos social media são nada mais do que uma questão de ego inflamado. E o meu ego tem estado de dieta. 
O que não é mau de todo.

Lentamente, muito lentamente, estou a aplicar também este modo de agir na vida em geral, fora do contexto dos social media. Se antes podia dar a minha opinião quando ma pediam (e às vezes mesmo quando não ma pediam), agora penso duas, três vezes antes de falar. Penso se vale a pena gastar palavras ou se estou só a falar para o boneco. Penso se acrescenta alguma coisa, se quero dizer alguma coisa. E às vezes, mesmo que queira, penso se vale a pena. (Esta expressão é engraçada, gosto de pensar sobre ela: vale a pena...)

Estou a aprender a guardar para mim o que é meu, o que não acrescenta nada aos outros, o que não faz diferença, o que não aquece nem arrefece, o que não vale a pena dizer.

O curioso é que não sinto que isto seja castrador, muito pelo contrário, é libertador saber que decido o destino das minhas palavras, dos meus pensamentos e opiniões. 

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terça-feira, 12 de julho de 2016

A justa proporção das coisas.



Por muitos livros, textos e frases inspiradoras e motivadoras que leia, às vezes é difícil não ficar um bocadinho desanimada com as pessoas em geral. 

Já sei que não sou nenhuma pérola da Humanidade, que sou só mais uma de sei lá quantos que anda para aqui a tentar fazer o melhor que sabe com o que tem. Mas, e isto já é uma história antiga, custa-me sempre muito perceber que dou aos outros muito mais do que recebo. 
Custa-me mesmo. Sinto-me pequenina, insignificante. E demoro sempre uns dias a perceber que não o sou.
Já repeti isto muitas vezes, já o li em muitos sítios, já o pus em prática em várias ocasiões, mas está na altura de voltar a dar na justa medida em que recebo, de fazer aos outros não exatamente o que gostaria que me fizessem a mim, mas efetivamente o que me fazem a mim. Se há quem me faça bem sem fim, também há quem me faça menos bem do que aquilo que mereço.
Estou um bocadinho cansada de ser sempre a primeira a dar. 
E não estou a falar de bens materiais, como julgo que é evidente. Estou a falar de carinho, de atenção, de preocupação. 
Mas principalmente de consideração; é isso. Se excetuarmos o mais minúsculo núcleo de afetos que me rodeia, sinto-me muitas vezes desconsiderada, pouco valorizada, pouco apreciada. 

Portanto, está na altura de endurecer um bocadinho. 

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

É o que é...


it is what it is.. there are something we can change, all we can do just accept:


Há uma expressão que me irrita bastante pelo sentimento de impotência e desalento que transmite. Pela resignação, pela sensação de que não podemos ser e fazer melhor do que aquilo.
Ainda por cima está na moda.

«É o que é». Ou um plural mais compostinho: «As coisas são como são». Pior ainda. Já não é só uma coisa a ultrapassar-nos e a atar-nos as mãos, são várias. É generalizado. 

Não concordo com isto. Não quero concordar, quero acreditar que quando as coisas não estão ao nosso jeito, quando não são como as idealizámos podemos sempre fazer melhor, alguma coisa, qualquer coisa para as alterar. Para as fazer funcionar a nosso favor.

Se andamos a dormir pouco, deitamo-nos mais cedo; se andamos a ver muita trash TV, desligamos a televisão e lemos um livro; se estamos gordinhos e queremos emagrecer, podemos sempre começar a fazer uma alimentação melhor, a fazer exercício; se estamos magrinhos e queremos engordar, a chave da coisa é exatamente a mesma. Se estamos descontentes com a casa, com o trabalho, com o corte de cabelo ou com as cortinas da sala, podemos sempre fazer alguma coisa, qualquer coisa.

Mas depois há aspetos da vida que não sendo responsabilidade nossa, não estando exatamente ao nosso alcance, não dependendo diretamente de nós, são como são. As coisas são como são; as pessoas são como são e a vida é como é.
Podemos dar voltas à cabeça, e ao coração, mas às vezes é preciso respirar fundo e aceitar que é assim que vai ser. É o que é.

É desanimador mas às vezes não há volta a dar-lhe.


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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Juizinho,pá!



Tachinho tão lindo de bifanas tenras e bem temperadinhas! :)




Se me pedissem para me descrever em meia dúzia de palavras, uma as primeiras que utilizaria seria sem dúvida a palavra "gulosa". Porque sou muito gulosa, sempre fui.
Embora o meu grande pecado sejam os doces, também sou gulosa por comidinhas boas, por coisas apetitosas e que normalmente me fazem mal, como batatas fritas (principalmente se tiverem ervas e sal grosso), açorda de marisco, uma boa lasanha, um bom bacalhau com natas, um cozido à portuguesa com montes de farinheira! Adoro pizzas, francezinhas da (Taberna Belga!) e agora até já gosto de bifes gordos e mal passados! 
Depois, se entrarmos no reino da doçaria, as únicas coisas de que não gosto são mesmo pudins, bolos e gelados de chocolate, embora ame o chocolate propriamente dito em todas as suas variedades.

Estas férias foram um regabofe de comidas boas, de doces sem fim, de bolas de berlim na praia, de gelados, salames de chocolate (a exceção ao chocolate, juntamente com o brigadeiro congelado do Continente!), de sobremesas em restaurantes e bolos de aniversário! 
Se há coisa com a qual não me preocupo quando estou de férias é com a comida. Como o que me apetece sem pensar duas vezes. Dizerem-me que as bolas de berlim da praia vão diretamente para as ancas é o mesmo que me dizerem que em dezembro chove. Não me faz fu nem fá! 

Isto é tudo muito lindo, mas a verdade é que depois de duas semanas de enorme descontração alimentar, com um ou dois episódios de mau estar pelo meio (porque me enfrasquei em batatas fritas e franguinho com pele e molho e tudo o que tinha direito na Guia! e outro por causa de uma maravilhosa açorda de marisco!) bastou comer umas fatias de pão com azeite e ervas a acompanhar um tachinho de bifanas (!!) no Mercado da Saudade aqui em Braga, para ficar com uma dor de cabeça que não tem nada que ver com a cabeça. 
Bem sei que é o corpo a avisar, está fartinho das minhas venetas de gulodice. E eu, que me esforço para durante todo o ano fazer uma alimentação boa e saudável, estrago tudo com os doces e com estas semanas de férias em que enfardo tudo o que me aparece à frente sem medos nem contemplações!

Queria dizer BASTA! JÁ CHEGA! (Assim em caps e tudo!), mas estamos no verão, está calor e a Olá lançou aquele corneto Choc&Bomb... O que é que uma pessoa vai fazer?!

Tenho de tentar ter juizinho no resto, comer coisinhas boas e virtualmente inofensivas para o estômago, não me distrair com o pão branco e capitular só mesmo quando não conseguir travar-me! 
Tenho de estabelecer um limite, porque não tem piada nenhuma estar a comer as coisas e saber que dali a hora e meia vou estar a sentir-me mal, com dores de barriga, de cabeça e um estômago que nem uma grávida de cinco meses tem! 

Vidas difíceis.

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terça-feira, 21 de junho de 2016

Novos desafios!


<a class="pintag searchlink" data-query="%23LostBumblebee" data-type="hashtag" href="/search/?q=%23LostBumblebee&rs=hashtag" rel="nofollow" title="#LostBumblebee search Pinterest">#LostBumblebee</a> ©2014 The Best Is Yet To COME! Free Printable : PERSONAL Use Only.


As férias são quase sempre um tempo de renovação e descontração; normalmente dava um braço para que não chegassem ao fim e no último dia fico quase sempre triste, quase deprimida, como se custasse voltar ao trabalho, à rotina.
E costuma custar!

Este ano não custou.
O último dia de férias foi tão bom, tão cheio, tão completo que não deixou espaço para tristeza ou desalento!

As férias foram boas, tão boas, tão cheias de paz, de momentos e de pessoas que não me custa regressar. Para a semana que vem a história pode ser outra, mas por enquanto, tá tudo!
Até estava um pouco ansiosa por recomeçar o trabalho, não só porque tenho coisas muito boas para fazer, como por estar neste momento a começar uma experiência nova. Não, não mudei de trabalho, continuo com os meus livrinhos e é assim que quero continuar. Mas depois de 12 anos a trabalhar quase exclusivamente em casa, decidi arriscar e experimentar um espaço de cowork.

Já conhecia o conceito, já queria fazê-lo há muito tempo, mas nunca tinha visto um espaço de que gostasse, que ficasse perto e que não me levasse à banca rota!
Pensei muito antes de embarcar nesta aventura, porque inicialmente não fazia muito sentido estar a pagar para trabalhar fora de casa quando em casa tenho todas as condições...
Mas estava a começar a sentir-me demasiado isolada do mundo; a minha única companhia durante o dia eram os meus gatos e embora os ame de paixão e esteja farta de pensar neles, o melhor para mim, para a minha produtividade e sanidade mental era mesmo sair de casa.

Vamos ver como corre, estou muito animada e hoje de manhã senti-me bem, confortável e com vontade de levar este projeto avante. Estou convencida de que não vou demorar muito tempo a rentabilizar o aluguer, porque apesar de ter sofá e frigorífico aqui tenho também a sensação de que é um local de trabalho, que aqui cumpro o meu dever e a seguir posso ir para casa, apreciar o tempo de descanso, na minha casa que é tão bonita e pacífica mas que nos últimos tempos estava com uma vibração um tanto ou quanto opressora.
Há lá coisa mais triste do que estar em casa e sentir que nunca se está completamente descansada?

Por isso, venha este novo desafio! Venha a vontade renovada de trabalhar, de fazer coisas boas. Com gosto, com disciplina, sem stresses!

O que eu gosto de desafios!

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