sexta-feira

Say What?


Não sei que puto de bicho me mordeu...

Desde que acordei não parei de me assoar e parece que as nascentes do Luso se mudaram para o meu nariz.

Com franqueza, já mal consigo abrir os olhos de tanto espirrar e me assoar. Já gastei quase dois pacotes de lenços de papel.

Esta não costuma ser a evolução habitual das minhas amigdalites...

Vou parar um pouco e deitar-me. Pode ser que as torneiras descansem um pouco.

E é caso para dizer... atchim!

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"Experience is not what happens to a man; it is what a man does with what happens to him"
Aldous Huxley


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quinta-feira

Eu Cachecólatra me Confesso!

Imagem tirada da Net
A minha maneira preferida de os usar. (Esta cor é linda, não é?)


Há quem tenha tara por sapatos. Há que tenha tara por malas.

Eu tenho tara por cachecóis, lenços, echarpes, pashminas e afins!

Ao todo devo ter quase trinta (e ainda ontem dei quatro!!) e acho sempre que nunca são de mais.
Há sempre uma cor que falta, depois é preciso ter a mesma cor, mas em várias texturas (para as várias ocasiões).
Lisos ou com padrões, com franjas e sem, quem me quiser ver feliz é oferecer-me um cachecol ou sucedâneo!! Pretos devo ter uns cinco ou seis.
Há pouco tempo dei um dos meus favoritos à minha tia, que o usou e adorou. Era verde e só fiquei com outro verde... pois agora já tenho dois outra vez!
Ontem comprei um rosa a atirar para lilás na Benetton, daqueles que só têm os Bb... tenho outro igual em castanho e faz-me falta um azul...

Não sei explicar porque gosto tanto. Acho que qualquer roupa mais simples fica imensamente valorizada por uma boa echarpe, colocada com bom gosto, em volta do pescoço, em nó ou caída.
Não sei, parece que a imagem fica logo mais compostinha!

Por isso fico danada com estes dias que nem são de Verão nem são de Inverno. Está calor para andar com lenço, mas já estou com saudades de ter o pescoço aconchegadinho!


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Viagens à Terra dos Outros!



Já muito atrasada (estive quase em cura de desintoxicação de computadorite aguda!), venho responder ao desafio da Joanissima a respeito das viagens...

Para mim, viajar é a melhor maneira de lavar a alma, de abrir a cabeça para outras cores, outros cheiros, outros sons. Não há nada que me agrade mais que ir a um lugar que não conheço e "sentir" a pulsação da terra, das pessoas, dos hábitos.
Acho imensa piada, por exemplo, aos mercados. Às bibliotecas. Ao metro em hora de ponta. Porque é nestes lugares que se vê as pessoas a viverem a sua terra.

Assim sendo, e voltando ao desafio, tenho de enumerar três locais que já visitei e três que gostaria de visitar...

Resta afirmar que ainda não fiz uma centésima parte das viagens que gostaria de ter feito, mas estamos a bom ritmo para lá chegar!!

Então, as três viagens que escolho são:

Ilha do Sal - Cabo Verde - A água é quentinha como chá, a comida é boa, as pessoas simpáticas. Tem um bocadinho de vento a mais para o meu gosto. Mas passei lá dez dias deliciosos! As cores da terra são fabulosoas, o pôr-do-sol é lindo e o cheiro é indiscrítivel...

Barcelona - Ia viver para Barcelona sem pensar duas vezes. Nunca fui uma pessoa de terras pequenas, gostava de viver numa cidade ampla, com grandes avenidas, com gente bonita, com arte e movimento, com coisas novas a cada esquina e com mar... Braga enche-me em grande parte as medidas, mas não cumpre estes requisitos todos.
Quando cheguei a Barcelona fiquei absolutamente à vontade, achei que estava em casa, que tinha descoberto a minha terra e movimentei-me com tanta facilidade - é uma cidade muito fácil de entender - que parecia que já lá tinha estado centenas de vezes. Só não dei com o mar à primeira, mas isso é outra história!!
Quando tive que me vir embora, vim verdadeiramente com o coração pesado. Até eu, que gosto de regressar a casa, queria lá ficar a viver.

Maiorca - Foi o destino de férias deste ano e as recordações ainda estão recentes. Foi boa vida até mais não. Do hotel para a praia, onde passávamos horas dentro de água - mais quente que a de Cabo Verde! - a boiar em cima de colchões, com os pés de molho... os peixinhos a nadar por baixo de nós... a canseira de virar ora de costas ora de barriga...!
A cidade de Palma de Maiorca é linda e toda a ilha, apesar de não ser muito grande, é de uma riqueza cultural espantosa e como não tivemos tempo de conhecer tudo, fica para a próxima, porque sei que vou lá voltar!

Agora três locais onde gostava de ir:

Nova Zelândia - Já falei disto e jamais desistirei de lá passar um mês, a encher os olhos e o coração dos cheiros, sons e cores que aquela terra deve ter.

Islândia - Quero porque quero tomar banho naquelas piscinas naturais no meio da neve!
É a minha ideia de eco-turismo e adorava descobrir aquela terra quase inóspita e a maneira como as pessoas lá vivem. Está para breve!

Road-trip pelos Estados Unidos - porque parolices americanas à parte, aquele é um grande continente. Adorava poder pegar num bom carro, começar em Nova Iorque e acabar em Los Angeles. E já agora ia dar um saltinho ao Alaska!! Adorava passar um início de Primavera por aquelas bandas. Precisava de tempo e muiiito dinheiro para fazer isto decentemente, mas a culpa é do Jack Kerouac, que me deu a ideia!!

E pronto, ficam a faltar os paraísos tropicais do Pacífico e do Índico; os países da Escandinávia e algumas capitais europeias...
Opções não me faltam, falta-me é o resto!!


Adenda - Um dia falo das viagens na minha terra, já que Portugal ficou de fora deste rol, mas propositadamente, porque merece um texto só seu!
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sábado

Conversa da Treta - Ou de Como Se Pode Discutir Sem Se Dizer Coisa Nenhuma


Que tipo de religião é esta que, durante quase dois mil anos, apoiou toda a sua existência num livro e que agora se defende da discussão dizendo que o que está escrito não pode ser levado à letra?

Que tipo de classe religiosa é suficientemente idiota para admitir que a instituição que representa não é mais do que uma criação livremente baseada em fábulas?

Esta discussão que se apoderou do país nos últimos dias parece uma conversa de bêbados, onde cada um insiste nos seus argumentos sem sequer fazer um esforço para entender os argumentos do outro; logo é absolutamente inútil.

Será que os intervenientes desta discussão ainda não entenderam que não há duas visões iguais do mundo, que todos nós vemos e interpretamos o que nos rodeia de acordo com as nossas próprias idiossincrasias? E que é saudável. É o que faz de nós seres conscientes e sensíveis.

Já chega, que diabo!

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sexta-feira

Novo Vício

Está bem que são batatas fritas, mas são Gourmet!
E além disso eu tenho a tensão baixa, tá a ver?!

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A-ah

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Hoje acordei com esta música na cabeça e não consigo pensar noutra coisa!
Muito eighties, mas tão bonita.
Gosto de tudo, da melodia ora calma ora arrebatada, da letra, da voz do Morten, das recordações que me traz... enfim, lindona!

O vídeo não é o melhor, mas o que eu queria tirar não tinha código...







Here I am
And within the reach of my hands
She sounds asleep and she's sweeter now
Than the wildest dream could have seen her
And I Watch her slipping away
Though I know I'll be hunting high and low

High

There's no end to lengths I'll go

To find her again
Upon this my dreams are depending
Through the dark
I sense the pounding of her heart
Next to mine
She's the sweetest love I could find
So I guess I'll be hunting high and low
[...]
I'm hunting high and low
And now she's telling me she's got to
go away
I'll always be hunting high and low
Hungry for you
Watch me tearing myself to pieces
Hunting high and low

High
There's no end to the lengths I'll go to
Oh, for you I'll be hunting high and
low

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Saudades da Serra...


Vi esta frase e percebi que é exactamente o que faço quando passo férias na Serra.

"Férias é ter nada para fazer e ter o dia inteiro para fazê-lo."

Agora que o frio chegou, fiquei com saudades da lá estar!
Do quentinho do quarto quando a rua está vestida de branco...
Do pão, do queijo, do presunto, do cheiro das urzes, da paz e do silêncio...

Vou ter que resolver esta questão rapidamente!

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quinta-feira

1 Ano!

Até gostava que fosse minha, mas não. Era do senhor Gaudí...





Faz hoje um ano que este cantinho esquizofrénico deu o primeiro ar da sua graça!
Passou tão depressa.

Parece que o tempo agora não é tão vagaroso como antes.
Lembro-me da magnifica sensação de ter três meses de férias no Verão, de achar que o Natal demorava muito a chegar e de desesperar porque nunca mais era "crescida"!

Pois agora passa-se exactamente o contrário.

As férias do Verão (que já não são de três meses) passam bem depressinha, os Natais sucedem-se a um ritmo alucinante (parece que a árvore de Natal - ou como se diz na minha terra a "pinheira" nem chega a aquecer o lugar na prateleira da despensa) e um dia abri os olhos e... já era crescida!

Por isso não é de espantar que há um ano atrás me tenha sentado à secretária (não nesta, mas na velhinha que mereceu a reforma!) decidida a alargar horizontes e a escrever um pouco sobre tudo e sobre nada (mais sobre nada, já sei!)

Durante este ano li muitas coisas; umas boas, outras assim assim e outras ainda tão más, que me fizeram experimentar um certo refluxo gastro-intestinal!
"Conheci" também algumas pessoas; maioritariamente boas, daquelas que vale a pena guardar junto ao peito. Das tais que se riem das mesma palermices que eu.
Questionei-me algumas vezes se valia a pena manter este cantinho a funcionar, dar-me a conhecer a quem não me conhece, ou pior, a quem já me conhece num outro registo. Pensei em desistir em algumas ocasiões; noutras andei sem vontade de escrever, mas nunca deixei de acompanhar o que se escreve aqui por perto.

Durante este ano senti-me um pouco menos sozinha, nas intermináveis horas que passo em frente ao amado e ao mesmo tempo odiado computador.

E pensando de forma nada prática e com o coração aos pulos, chego à conclusão que valeu a pena.


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quarta-feira

Correntes de E-mails Idiotas...


É que nem vale a pena!
Recebo meia dúzia de e-mail destes por dia e mal leio as palavras:

"passa a 12 pessoas"
ou
"35 dias de azar"
ou
"por cada clique a empresa X dá 5 cêntimos"
ou
"se me enviares de volta vou saber que gostas de mim"

ou outros que tais, apago imediatamente sem me dar ao trabalho de aprofundar a leitura.

Primeiro porque não gosto de andar a encher a caixa de correio dos meus contactos com lixo; depois porque não há-de ser um e-mail que vai determinar quanta sorte ou falta dela vai existir na minha vida.
E se ainda há dúvidas eu dou uma ajudinha a esclarecer este ponto: as empresas não dão dinheiro a ninguém! Andam aí meia dúzia de artistas a encher os bolsos com os cliques alheios, porque têm páginas cheias de publicidade e os clientes pagam-lhes por número de acessos, mas são os webmasters que ganham o dinheiro, não o Francisquinho que está há dez anos a morrer de fibrose cística.
Por último, quando quero relembrar às pessoas que gosto delas, não o faço com e-mails idiotas de cãezinhos e gatinhos abandonados ou com imagens de gansos a voar em direcção ao pôr-do-sol. Prefiro ligar ou escrever à pessoa em questão e transmitir-lhe assim o meu carinho.

Que palermas estas correntes de e-mails espanhois ou brasileiros com músiquinhas de flauta de pan. Falam da amizade, do amor, da vida, da morte, da sorte ou do azar como se fossem grandes fontes de inspiração e sabedoria.

Sou só eu que lhes tenho uma aversão visceral?

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terça-feira

Já Cá Cantam!


Ainda falta um bocadito, mas depois conto como foi!!


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segunda-feira

Ambição

Imagem tirada da Net - que cá em casa ainda ninguém ganhou uma medalha destas!



Perguntaram-me há algum tempo qual era a minha ambição profissional, qual seria o meu topo de carreira.
Fiquei a pensar e não consegui responder de imediato.

Gostava de ter sempre trabalho a bom ritmo. Ter histórias interessantes nas mãos, de todos os géneros literários - que não me apetece cristalizar num género apenas - e continuar a trabalhar para ter o respeito e reconhecimento dos meus pares. (Que bonito!)

Mas o que me faria encher o peito de orgulho (e salientar o título a negrito no currículo) era poder traduzir um Prémio Nobel da Literatura. Ter tempo para trabalhar com um destes livros, para fazer uma tradução primorosa, sem gralhas, sem pressas, sem dúvidas. Poder ler o livro calmamente, pensar nele durante uns dias, investigar todos os detalhes e depois deitar mãos ao trabalho.
Com tempo, com calma.

Era isso que eu gostava de fazer.
E hei-de lá chegar!!

Ninguém tem por aí um Nobel por traduzir?! Anyone?!!

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sexta-feira

Texto Manuscrito... e Porque Não?!

Achei piada à curiosidade do Miguel e decidi mostrar como se escreve deste lado do ecrã!

Para ler melhor, é favor clicar na imagem!

A voz fica para depois!

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quinta-feira

Preciso de Um Desenho? Sim!!

Foto tirada da Net


Há um anúncio que me deixa intrigada, mas tão intrigada que receio até pela minha inteligência!

Trata-se de um dos anúncios da Woolite (o detergente para a roupa) feito por aquela diva da comunicação social que nunca namorou com ninguém durante mais de três dias seguidos!

Ora diz ela à amiga, enquanto falam das roupas do ginásio (sendo que ela aconselha a amiga a usar o referido detergente):

- Tu lavas, elas sujam-se e quando se estragam é de vez!

Care to explain?

Ela está a defender o detergente? Qual é o propósito desta espantosa declaração?
Juro pela minha saúde (que é muito boa, obrigada por perguntarem) que não entendo o significado desta exclamação.

Tu lavas - certo, convém lavar todas as roupas, não só as do ginásio...
Elas sujam-se - obviamente.
E quando se estragam é de vez! - O que tem o detergente que ver com isso? As roupas lavadas com Skip , quando se estragam não é de vez? Estragam-se aos bocadinhos?
É que se assim for, prefiro lavar com Skip!

A sério, eu nem sempre tenho sensibilidade e perspicácia para entender certos anúncios, mas se alguém souber explicar-me este, eu agradeço.

É que isto intriga-me!

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segunda-feira

Braga



Texto de Miguel Esteves Cardoso, enviado pela Rita.
Com um pouco menos de ênfase dada ao futebol estaria um texto perfeito!



"Braga é fantástico.
Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que deveria mandar neste País. [...]
Mais do que genica, tem brio. É uma atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.

A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado. Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou desejos de impressionar.
A primeira impressão foi a modernidade de Braga - pareceu-me Portugal, mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais provincianos do que Braga; tem mais complexos; tem mais manias; tem mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.

Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é (mais ou menos) Italiano, enquanto Braga é descaradamente português. Havia muitas motas; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.
Lisboa e Porto degladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra - que é outra cidade feliz de Portugal - também é muito gira, mas não tem o poderio e a prosperidade de Braga.

Em Braga, ninguém está preocupado com a afirmação de Braga em Portugal ou no mundo. Braga já era e Braga continua a ser. Sem ir a Roma, só em Braga se compreende o sentido da palavra "Augusta". Em contrapartida, na Rua Augusta, em Lisboa, não há boa vontade que chegue para nos convencer que o adjectivo tenha proveniência romana. A Rua Augusta é "Augusta" como a Avenida da Liberdade é da "liberdade" e a Avenida dos Aliados é dos "aliados", mas Braga é Augusta no sentido original, conferido pelo próprio Augusto.
Em Braga, a questão de se "comer bem" ou "comer mal" não existe. Come-se. E, para se comer, não pode ser mal. Pronto. Em Lisboa, por muito bem que se conheçam os poucos bons restaurantes, está-se sempre à espera de uma desilusãozinha.
No Porto, apesar de ser difícil, ainda se consegue arranjar alguma ansiedade de se ser mal servido; de ir a um restaurante desconhecido e, por um cósmico azar, comer menos do que bem. Em Braga isso é impossível. O problema da ansiedade não existe. Braga tem tudo. Passa bem sem nós. Mas nós é que não passamos sem ela, porque os bracarenses ensinam-nos a não perder tempo a medir o comprimento das pilinhas uns dos outros ou a arranjar termómetros de portuguesismo ou de autenticidade.


É por isso que o Sporting de Braga está à frente. Não é por se chamar Sporting. Não é por ter cedido o treinador ao Benfica. O Benfica ganhou muito com isso. Mas é o Sporting de Braga que está à frente.
É por ser de Braga. É uma coisa que, infelizmente, nem todos nós podemos ser.
Fique então apenas a gentileza de ficar aqui dito de ter pena de não ser."

E Mais não digo!

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sexta-feira

Cores...

Chama-se Rosa



Ontem encontrei casualmente uma antiga colega de trabalho.

Antes de mais, é preciso dizer que é uma pessoa que não teve uma vida fácil. Nunca teve uma boa vida familiar, e continua a não ter, uma boa vida financeira, nem sequer uma boa vida amorosa.

Não se pode esperar que uma pessoa assim seja uma optimista extraordinária. Porque nós também somos o reflexo daquilo que nos acontece e apesar de haver pessoas que encaram cada obstáculo como uma oportunidade de sucesso, outras há que se deixam abater e nem sequer sabem que existe um mundo para lá da rejeição, do abandono, da tristeza e da dificuldade.


Há dois anos, tive uma série de tendinites em ambos os cotovelos, pulsos e polegares.
Resultado de muito trabalho e algum desrespeito pelo meu corpo. Andei uns meses em fisioterapia e com umas talas que me restringiam os movimentos.
Parei de tal forma que perdi muita força nos braços e mãos.

Mas assim que pude, recomecei a fazer tudo e estou óptima - apesar de continuar a abusar um nadinha!!
Depois decidi ir para o ginásio e foi a melhor coisa que fiz, porque tenho agora força como nunca tive, os músculos mais desenvolvidos e a cuca mais arejada.

Mas voltando à minha colega:

Quando nos cumprimentámos (por insistência minha, porque apesar de me ter visto, ela é de tal forma insegura que - uma vez que eu estava acompanhada - se preparava para passar de mansinho sem dizer nada) e depois das perguntas iniciais, ela diz:

- Então e os teus braços? Ficaste bem?
- Fiquei, estou óptima.
- Mas ainda é capaz de te voltar a acontecer, sabes como é, ossos do ofício...

Falta explicar que a colega em questão é de Administração Pública e que de Fisiatria e Ortopedia não entende nada.
E não é uma pessoa maldosa.
Por isso, esta atitude negativa só se explica mesmo com a natureza dela e o conhecimento que tem da vida: se é mau, é provável que aconteça mais do que uma vez.

Em condições normais teria ficado zangada, enervam-me as pessoas fatalistas.
Mas neste caso entendo-a.
E fiquei com pena.

Quando não se conhecem as cores do arco-íris, acredita-se que o mundo é uma gradação de cinzentos.


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quinta-feira

Dúvida

Imagem tirada da Net




Assumindo o meu relativo afastamento da política...

É mesmo só uma pequena dúvida técnica que me assaltou.

(E atenção que posso perfeitamente ter perdido um ou outro noticiário em que se fazia o update da situação e por isso não estar devidamente esclarecida...)

Mas, como é que um autarca condenado a 7 anos de prisão efectiva se candidata às próximas autárquicas?

Sou eu que estou a ver mal a coisa, ou este país está pior que uma castanha bichoca?

Anyone?

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quarta-feira

Pretty Please!


O meu computador está a fazer barulhos muito estranhos!

Já tem a reforma prometida, quando acabar estes trabalhinhos que tenho em mãos...

Antes disso, pretty please, querido computadorzinho, não dês o berro, tá?

É que o portátil está de baixa e preciso mesmo de ti...

Desculpa os insultos, os murros e até um pontapé ou outro que te dei em momentos de grande aflição (afinal porque não obedeces quando te quero instalar qualquer coisa gira?! Porque mostras incontáveis avisos que contêm palavras estranhas como "adware" "malware" e outras coisas acabadas em ware e depois te desligas sem dizer água vai nem água vem?)

Uma pessoa fica perturbada...

Desculpa ter dito que os teus neons azuis e vermelhos eram feios, desculpa tê-los desligado, tornando-te assim um pc mais discreto, menos gay...

São só mais umas semaninhas, depois podes ir à vontade para a Florida dos desktops!

Obrigada... lindo, computadorzinho lindo!!

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terça-feira

Não Pode Ser Verdade!

Imagem de um andaime tão tranquilinho, tirada, obviamente, da Net!




O que é que é melhor do que ter andaimes no prédio e senhores a examinar a fachada, com um martelinho??
É eles terem um rádio e ouvirem música em altos berros.

Mas o que é que consegue superar a música?
É eles terem um berbequim!

AO LADO DO MEU ESCRITÓRIO!!

SOCORRO!




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Adenda!
Só para informar que as minhas preces foram ouvidas! O senhor Pedro afinal é meu amigo e enviou uma carga de água tão grande cá para baixo, que os senhores trolhas agarraram no rádio, no berbequim e nos seus canastros e foram-se embora!!

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quinta-feira

Cheirinho Doce...

Imagem tirada da Net - Não consegui arranjar maior!




Ao que parece, vou ter vizinhos novos.
Os senhores da água já vieram ligar o contador, os do gás também (e claro, tocaram à minha campainha), o candeeiro da porta já tem lâmpada e a soleira um tapete bonito com uns desenhos de heras.

Neste momento anda alguém a encerar o chão.
E o cheirinho que me entra pela frincha da porta é tão bom que só me apetece ir à casa ao lado perguntar se posso dar uma "snifadela" in loco!!

Adoro o cheiro da cera da madeira.
Daquela que vem nuns pacotinhos muito gordos e rijos.
Daquela que cheira a Natal e Primavera!

Até já me tinha esquecido deste cheiro.

Às vezes, são as coisas mais simples que me trazem as memórias mais doces!



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