quinta-feira

Não Faz Falta...

Quando o trabalho aperta e não nos sobra tempo para nada, é preciso definir prioridades, objectivos.


Quando algumas coisas se revelam pouco necessárias, quando não nos fazem falta e nós também não lhes fazemos falta a elas, é preciso guardá-las num cantinho do coração até que chegue a altura em que tudo volte a fazer sentido.


É assim a blogoesfera.

Imagem tirada da Net

Até já!

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segunda-feira

E De Repente...




Às vezes os dias parecem muito cinzentos.
E tudo o que temos sobre os ombros pesa uma tonelada.
São cinco da tarde e não demos uma única gargalhada.
Parece que não há solução à vista para o que nos atormenta...

Até que...

Meia dúzia de palavras com a dose certa de idiotice, trocadas entre meia dúzia de estarolas que só se entendem assim mesmo, fazem com que:
O dia fique subitamente mais colorido (embora o sol já tenha ido desta para melhor);
Os ombros fiquem leves, leves...
Em meia hora compensemos em grande escala as gargalhadas que não demos durante o dia.
A solução apareça vinda do nada; basta apenas um pouco de jogo de cintura!

A inspiração que os meus amigos me trazem e a absoluta paixão que tenho por eles é, definitivamente, das melhores coisas que tenho na vida.

AML!! (Ahahahaha!)

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quinta-feira






Há qualquer coisa excitante e ao mesmo tempo sombria no momento exacto em que alguma coisa na nossa vida muda.
Quando um ciclo se completa e outro começa, sentimos que nada será como dantes, mas ainda não sabemos se será melhor ou não.
Lembro-me que quando acabei o curso, no primeiro dia depois da defesa do estágio, fiquei em casa todo o dia, meio apardalada e dei por mim a questionar-me: E agora?
Não tinha mais nada para fazer, mais nada para estudar, mas trabalhos para apresentar, mais aulas para assistir e a sensação que me enchia o peito era de um grande vazio...
Senti que estava à beira de qualquer coisa importante, que tinha completado um ciclo e que um mundo novo se abria perante mim.

Desde esse dia até hoje, a minha vida tem sido uma sucessão de projectos, uns mais fáceis e agradáveis, outros nem por isso. Mas é assim mesmo.
Não me lembro de uma sensação mais libertadora que aquela que experimento quando traduzo a última frase de um livro.
É um verdadeiro misto de alívio por ter acabado mais um e de angústia ao pensar como será o próximo.
Mas é um momento indiscritível.
Às vezes tenho sorte e aparecem-me livros muito bons. Bem escritos, com ritmo, com histórias interessantes, diferentes. E o trabalho parece que voa. Não sinto a pressão dos prazos, nem as páginas a passar.
Mas também há aqueles que não me dizem nada, que não têm assim uma cadência tão fluida ou uma história tão interessante. Com estes, as páginas arrastam-se, cada parágrafo é uma luta, escrevo algumas frases três ou quatro vezes até ficar satisfeita com o resultado. Os prazos são cada vez mais curtos e a minha disposição ao acordar de manhã para me sentar a escrever é: Não... hoje não me apetece trabalhar. Não neste livro...
Invariavelmente, quando os releio, acabo por achar que ficou bastante bem, que afinal a história até é interessante e que a linguagem não é assim tão sofrível. Mas enquanto o trabalho dura... é difícil conseguir ter uma boa sensação.
Neste momento, por uma questão de prazos, larguei um livro muito bom que estava a correr lindamente e regressei a outro, que venho deixando para trás por ser dos tais que não me dizem nada.
E todos os dias questiono a minha resistência emocional ao preparar-me para mais dez horas sentada, imersa neste mundo absurdo e irreal.

O fim do dia é o momento mais ansiado. É quando penso: "Por hoje já está. Fechei o ciclo."

Mas amanhã há mais.

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quarta-feira

Mas Que Diabo!

Imagem tirada da Net


Não sei o que se passa no meu e-mail!
Recebo uns cinco e-mails por dia a oferecer-me Viagra a preços fabulosos!!
Viagra?!!

What the hell!!

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segunda-feira

Há Quanto Tempo!...

Imagem tirada da Net


Esta coisa das redes sociais pode ser muito parola, pode distrair-nos do trabalho, roubar-nos horas que podiam ser utilizadas em coisas bem mais úteis e pode até dar direito a despedimento.
Mas assim de repente não estou a ver melhor maneira de voltar a encontrar os amigos que a vida se encarregou de afastar.

Sempre achei que há vários tipos de amigos, os que marcam uma época da vida e depois vão desaparecendo e os que permanecem ao longo do tempo e continuam a inundar os nossos dias de carinho, confiança e sabedoria.
Mas algures no meio destas duas categorias demasiado generalistas, também cabem os amigos que apesar de não estarem connosco todos os dias (ou todos os anos) nos fazem falta. Porque nos recordam de tempos mais leves, despreocupados e folgazões. Porque nos fazem perceber que estamos todos da mesma idade, que continuamos a partilhar interesses e que não nos esquecemos uns dos outros.

Apesar de todos os percursos de vida (mais ou menos diferentes, mais ou menos parecidos, não importa), a amizade, o carinho e a sensação de que aquela pessoa partilhou uma altura boa da minha vida continuam a aquecer-me o coração e a fazer-me sorrir.

A amizade é gira. Até pode ficar adormecida durante algum tempo, mas ao menor sinal de vida... volta a fazer-se sentir!
E é bom.

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