quarta-feira

Hot!!


Eu adoro o Verão.
Gosto do cheiro, do sol, do céu azul, da sensação de liberdade, dos gelados e dos dias compridos.
Mas este calor é incapacitante. Tentar dormir é uma odisseia.
E dou por mim a ter saudades das noites frias de Inverno, em que chove lá fora e eu fico aninhada debaixo dos cobertores, só com o nariz de fora, a pensar como é boa a minha cama!
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terça-feira

Arrependimentos



Gosto tanto de ouvir aquelas almas perfeitas dizerem que não se arrependem de nada do que fizeram na vida. Que se voltassem atrás fariam exactamente a mesma coisa. Que é com os erros que se aprende.
Uma ova!
Falsos puros!
Eu, se pudesse, mudava tanta coisa.
Arrependo-me de muitas coisas que fiz e outras tantas que não fiz.
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segunda-feira

Cabelos ao Vento!



Eu já tive uma mota.
Foi há meia dúzia de anos e só a tive durante para aí uma semana...
Tinha aquela ideia romântica de andar de mota ao pôr-do-sol, com os cabelos ao vento e uma total sensação de liberdade... Pois.
Achava eu que para ir trabalhar, e uma vez que não tinha carta de carro, o ideal seria ter uma mota - não que tivesse carta de mota também, mas como era uma "acelera" de 50cc, pensei eu que a coisa ia correr bem.
Não correu.
Como não tinha carta e desconhecia o código, tinha um medo de morte de passar em cruzamentos, rotundas e tudo o que não fossem estradas a direito! Ainda por cima tinha medo dos carros que me pelava!

Numa das primeiras ocasiões em que saí para trabalhar, liguei a mota na garagem (lá é que eu andava bem!) e subi a rampa. Acelerei mesmo na medidinha certa para ao chegar à saída da garagem, poder parar e ver se vinha alguém, de carro ou a pé.
Vinha.
Uma velhota a pé.
E eu de mota parada.
A velhota continuou a andar e eu não sei que vipe me passou pela cabeça mas... acelerei como se não houvesse amanhã.
Escusado será dizer que atropelei a velhota - que ficou agarrada a um braço - enfaixei-me entre dois carros que estavam estacionados no passeio do outro lado da estrada, larguei a mota e desatei a fugir para casa.
Nunca mais peguei na mota!
Fui vendê-la ao mesmo lugar onde a tinha comprado. E diz-me o tipo que ma vendeu: A direcção está um bocado empenada. Espetaste-te?

Isto tudo para dizer que ontem fomos jantar com uns amigos (os artistas da foto) que decidiram comprar uma vespa. E eu senti umas saudades imensas, uma nostalgia avassaladora de ter uma mota.
Um dia destes...
Continuo a não ter carta. Mas a coisa era capaz de correr bem!

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quarta-feira

Dos Objectivos



Já vamos quase no final de Julho e eu pensava que isto só ia ser complicado até Junho.
Logo no início do ano apercebi-me que estava com o calendário de trabalhos um bocadinho a atirar para o caótico, mas pensei que resolvia tudo (com férias à mistura) até finais de Junho.


Ia apelidar o primeiro semestre do ano, "semestris horribilis" e depois entrava no meu ritmo normal.


Agora, sei perfeitamente que o problema não está na quantidade de trabalho que tenho, que isso é bom, é do melhor; o problema está na maneira como ultimamente encaro esse trabalho. Custa-me. Cansa-me. Pesa-me. E não era assim. Dantes acordava de bem com a vida, contente por ir trabalhar, feliz por poder fazer aquilo que mais adoro, aquilo que sempre quis.
Nestes últimos meses, acordo invariavelmente com a sensação de "oh, não, trabalhar outra vez não..." e isto não me agrada.


Tenho uma amiga que me diz que isto se passa com noventa por cento das pessoas, que a certa altura, toda a gente se farta do trabalho e pensa do mesmo modo que eu. Só que eu gosto de fazer parte das minorias. Queria ser parte daqueles dez por cento que acordam de manhã e pensam "que bom, mais um dia! Vamos lá ver até onde sou capaz de ir hoje."


Chego à conclusão que o verdadeiro problema está no modo como planeio as coisas.
Sou absolutamente irrealista.
Ninguém consegue fazer uma tradução literária de 200 páginas em, digamos, três ou quatro dias. É que não se consegue. Pelo menos, não mantendo uma VIDA, que passa por ter tempo para comer, para descansar, para estar com as pessoas que importam... enfim, essas coisas todas.


O meu problema, é que eu (ainda) acho que sou capaz. Que posso tudo, que chego para eles todos, que não há nada que me derrube. Depois, entra o cansaço em acção e começo a produzir menos, a sentir que as coisas se atrasam, a não cumprir objectivos. O que provoca, por sua vez, uma desmotivação de dimensões épicas...
Odeio deitar-me à noite e ter as palavras "não consegui, não fui capaz" a pairar-me na cabeça. E se devia utilizar esta constatação de falha para compensar no dia seguinte, não, acabo por me deixar arrastar e chego ao fim do dia, mais uma vez, a pensar que não cheguei onde queria.


E isto pesa. Acumula-se no fundinho do peito. Magoa.
O mais absurdo de tudo é perceber que a única pessoa que tem poder para mudar isto sou eu... Então, o que é que falta?

Traçar objectivos exequíveis. Concretizáveis e não megalómanos.
Será esse o ponto de partida.

Já vamos quase no final de Julho e eu ainda não consegui colocar em prática a minha intenção de Ano Novo, que era tão simples... Tenho cinco meses.

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quinta-feira

Toda a Vida e Mais Um Dia...



Só para dizer que fui ao Paraíso e obrigaram-me a regressar...
Mas voltava já amanhã!

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