segunda-feira

Nada de Nada


É absolutamente angustiante assistir ao desmoronamento da vida de alguém que nos é querido e não poder fazer nada de nada.

Porque as palavras não confortam, não resolvem, não minimizam.

É esmagador ouvir o relato dos acontecimentos, imaginar a dor e continuar a não poder fazer nada de nada.

É assustador pensar no futuro e em todas as questões práticas da vida (que continua) e sentir que se pode fazer muito pouco...

E no fundo, ninguém está livre.


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quarta-feira

Esté... quê?


Como se não bastasse a dor de cabeça, o nariz entupido e a noite mal dormida, hoje de manhã bateram-me à porta os senhores da Agere (a empresa das águas cá do burgo), para me informar que iam mudar-me o contador da água.

Perguntei porquê e o senhor respondeu-me que tinha um defeito de fabrico e não contava a água gasta.

Respondi-lhe que tenho pago todos os meses o valor do costume.

Ao que o senhor me respondeu:

- Paga porque eles fazem uma estética de quanto a menina gasta.

Ahhhh...


É isso e a operação estimativa que tinha pensado fazer à barriga!


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