terça-feira

Inércia, Preguiça e Coiso...

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Já não é novidade que ando um bocadito cansada, mais da cuca do que do corpo, e que a vontade de trabalhar é diminuta. A necessidade de trabalhar mantém-se, mas o entusiasmo, a motivação, enfim a vontade, está um bocadinho em baixa.
E isto faz-me confusão.
Porque habitualmente não sou assim.

Mas acho que descobri a raíz do problema...

Retirado de um texto do Sapo Notícias:

"A inércia é um conceito da física. Segundo essa propriedade, se um corpo está em repouso, o mesmo tende a ficar em repouso. Se está em movimento, tende a permanecer em movimento!"*

Então é isso que me tem lixado... A física!
Bem me parecia que o problema não era meu... Bem me parecia que não era simplesmente preguiça.

E de repente lembrei-me de uns versos desses monstros da poesia portuguesa, os GNR:
"Faz-me impressão o trabalho,
A inércia faz-me mal..."

Ai a cabrona...

Pelo sim pelo não, vou pôr-me a mexer!

*Posso estar a encarar isto na brincadeira, mas acredito que este conceito científico se aplica à minha vida em geral, sim... Quanto menos trabalho, menos me apetece trabalhar; quanto menos vou ao ginásio, menos me apetece ir; e quanto menos coiso uma série de coisas, menos me apetece uma série de coisas!

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segunda-feira

Tão Verdade...

Imagem retirada do Pinterest

Acho lindo e está impresso, numa moldura, em cima da estante do escritório.
Ultimamente tenho precisado muito e merecido pouco...

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sexta-feira

Ao Trabalho!

;)


Uma pessoa ouve falar da crise a toda a hora, sente a crise quando vai ao supermercado, à bomba de gasolina, à farmácia, teme a crise quando ouve dizer que as editoras começam a poupar nas publicações e tem medo do futuro...
Eu trabalho como freelancer, passo recibos verdes e se não tiver trabalho, não recebo. Simples, não é?
Simples, com muitos aspectos positivos, mas um pouco assustador na conjuntura actual do país.
Devo dizer que desde que acabei a faculdade nunca estive sem trabalhar - tirando os dois meses do verão imediatamente a seguir - os livros sempre se sucederam a um ritmo agradável, mais ou menos fácil de gerir e só não fiz mais por falta de tempo ou manifesta falta de organização.
Mas sempre tive medo de um dia ficar sem trabalho, e continuo a ter. Gosto demasiado do que faço para ficar sem ter o que fazer e como toda a gente, preciso de trabalhar, que as minhas contas não se pagam com sorrisos.

Por isso, é difícil de explicar a alegria que sinto ao encontrar mais um livro na caixa do correio.
Dá-me vontade de trabalhar, de produzir, de ignorar as dores de ombros, de costas e de cabeça e meter dedos à obra!!(Tão bem metida esta!!)

Nada é mais motivador do que trabalho novo a chegar. Nada!

E agora, ala que se faz tarde e eu tenho umas "traduçõeszitas" para fazer!!

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quinta-feira

I Wonder...

Sim, é preciso agitar as águas...




Eu sei que as pessoas têm o direito de se manifestarem contra o poder instituído quando esse poder não as protege tanto quanto devia (ou quando as massacra mais do que devia).
Sei que a greve é um direito, como é o voto - sendo que este também é um dever cívico.
Mas não entendo que num país onde a percentagem de abstenção nas últimas legislativas rondou os 50% se faça uma greve geral para protestar contra os "roubos" do governo e da troika.

É que, na minha maneira de ver as coisas, quem vai pagar o que hoje não se produzir por causa da greve vou ser eu, todos os que trabalham hoje e os que decidiram marchar com cartazes na mão pelas avenidas de Portugal abaixo.
O país precisa de produzir, é com trabalho que se ganha dinheiro, que se pagam dívidas, que se conquista uma vida melhor; não é com greves.
Se em vez de mostrarmos como adoramos fazer greves à quinta-feira - com jeitinho tira-se a sexta e faz-se um fim-de-semana grande - podíamos mostrar como somos bons a trabalhar, como conseguimos fazer frente à adversidade e ultrapassar obstáculos.

E só mais uma constatação breve: em dia de greve, a blogoesfera e as redes sociais estão tão calminhas e caladinhas como se fosse fim-de-semana... Por que será?!

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quarta-feira

É Trabalho, tá?





Quando estou mais cansada, dorida e assustadoramente farta de trabalhar, tudo é um problema e tudo constitui uma possibilidade de solução.
As rodas da cadeira que não param quietas no chão de madeira, a luz que é demasiado forte, as teclas que fazem muito barulho...
Enfim, nada está bem.
Coloquei um tapete felpudo por baixo da cadeira, uma lâmpada mais fraca e comprei um teclado todo de silicone...
Para constatar que:
quando me quero levantar, a cadeira pura e simplesmente não anda;
quando o sol se foi, a luz não chegava para iluminar livro, o teclado e monitor;
o teclado de silicone não fazia barulho, mas também não escrevia com o toque veloz e rápido que tenho - era preciso uma força descomunal e incomportável para que as letras ficassem registadas.

Vai-se a ver e fixe, fixe é:
ter uma cadeira que se mexe só com um empurrãozinho de pés;
ter uma lâmpada que ilumina decentemente o espaço;
ter um teclado de teclas planinhas e que escrevem bem com toques leves das pontas dos dedos!

Acho que o problema sou mesmo eu, que estou cansada e sou muito mimada...
É trabalho, tá?
Existe sempre uma dose de desconforto no trabalho, em todos os trabalhos.

Estou muito mal habituada com esta coisa de fazer o que gosto.
Quando as agruras aparecem, levo a mal, fico ressentida!
Tótó...

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terça-feira

Downward Spiral



And at the end of the day...

I fell apart
But got back up again and then
I fell apart...

Tomorrow will surely be better.

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segunda-feira

Pintas!



Gosto imenso de decoração, DIY e tudo o que tenha que ver com trabalhos manuais. Acho mesmo que se não trabalhasse em tradução, só poderia trabalhar em decoração ou fotografia.
Como nem sempre sou das primeiras a saber o que por aí anda no mundo, só há coisa de um ou dois meses descobri o Pinterest...
Meus amigos! Adoro aquela cena e estou absolutamente viciada.
O Pinterest é um espaço de partilha de fotografias, que podem ser "recolhidas" em álbuns pessoais, mas sempre com as devidas referências das fontes. Não há ali apropriação intelectual nem nada que se pareça.
Os campos de interesse são variados e o arquivo imenso. É preciso escolher as categorias que mais nos interessam porque, como em em todo o lado, há muitas coisas avulsas que não lembram ao diabo! Mas para quem gosta de pesquisar ideias, imagens e inspirações o Pinterest é um espaço imperdível!

E para mim, que sou muito disciplinada com o meu tempo (cof, cof!) isto é um perigo, porque uma pessoa lembra-se de pesquisar imagens de "unicórnios roxos" e aparecem trezentos resultados!!
Como já tinha poucas coisas com que me distrair, agora nas minhas pausas de dez minutos, em vez de ir dar um giro para desentorpecer as pernas e esticar as costas, fico aqui alapada, a ver fotografias!

O que se há-de fazer? Sou uma Pinteródependente!!

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domingo

Não Consigo Parar de Ouvir!


Já gosto de 30 Seconds to Mars há muito tempo, desde o início da banda em 2002, com um álbum que não se ouviu por aí além em Portugal. Com o segundo álbum, A Beautiful Lie, em 2005, fiquei fã absoluta (o toque do meu telefone é o início de Attack!), mas com este último álbum, que já tem dois anos, estou completamente rendida. Isto não cansa!


Imagem tirada da Net

Nem sequer consigo escolher a melhor canção do álbum. Só sei que não gosto da L490 - assusta-me para lá do razoável - mas desde Kings and Queens, Hurricane, This is War, Stranger in a Stranger Land, Vox Populi, Search and Destroy e 100 Suns tudo me agrada! Há algum tempo que não gostava tanto de um álbum inteiro (talvez desde o Only By The Night dos Kings of Leon). Já não sei quantas vezes o ouvi.
Gosto das letras, das mensagens, mas a música, a voz, os coros, os ritmos deixam-me positivamente fired up!
E os vídeos? Ou short movies, como eles lhes chamam? O video da Hurricane foi censurado de tão forte que é! Mas é fabuloso, dá uma dimensão completamente nova à música.

E a voz aqui do menino Jared no Alibi?... Oh God!


E sim, este homem é lindo de morrer! Tivesse eu vinte anos e nenhuma responsabilidade, tornava-me numa daquelas grupies que corre mundo atrás do grupo - ou isso era mais nos anos 70?!! 

Ando viciada!
E não me cheira que tenha cura. Normalmente canso-me das músicas passado pouco tempo, mas desta vez, quanto mais ouço, mais gosto...

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quinta-feira

Brevemente, no pulso direito

Imagem retirada da Net
Não a branco, mas a preto.
Parece que foi feita para mim!

*Odete! Quando é que podes ir? Sou capaz de não aguentar até a baby nascer!...

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quarta-feira

E depois...

há aqueles telefonemas que duram uma hora e que podiam durar o triplo, não houvesse trabalho a fazer e bolhas de pele queimada a empolar!!!

É giro ver como as afinidades se mantêm mesmo que estejamos uma série de meses sem falar de viva voz.
Sabe tão bem!!

As melhoras, tagarela distraída!

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Interrupções

Imagem tirada da Net



Ora bem, eu trabalho sozinha, com excepção dos dois felinos sortudos que me fazem companhia mas que não me chateiam muito.
Ressinto-me muitas vezes de estar sozinha em casa, de não ter ninguém aqui à mão para mandar uns bitaites ou uns berros quando a coisa não corre lá muito bem. Ou então para me ir buscar um copo de água.
Posto isto, que fique assente que gosto de falar com pessoas, que gosto que me telefonem, etc e tal.

O que não gosto é quando me ligam e me perguntam: Estás muito ocupada? Ao que respondo: Sim, até estou. Para depois ficar a ouvir durante meia hora o que disse o chefe, o médico, o homem do gás, a vizinha do 5º esquerdo...
A sério. Que parte do Sim, até estou (o resto da frase... a trabalhar, está implícito, certo?) é que se perdeu pelo caminho entre um telefone e o outro?

Eu já tenho dificuldade em concentrar-me, distraio-me com o vento a agitar as árvores, e quando me interrompem durante meia hora, o caminho de regresso à concentração é turtuoso!

Como em tudo na vida, também existe o reverso da medalha; alturas em que estou tão farta de trabalhar, ou de um capítulo particularmente chato/difícil ou chato e difícil, que sou eu a ligar e a perguntar:
Estás muito ocupada?

Isto para dizer que acabei de ser interrompida e agora estou mais dispersa que um monte de folhas de outono!
Vou verbalizar um mantra qualquer, para ver se me concentro...
Oommmm....


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terça-feira

Isso!




Um amigo amoroso que sabe que ando sempre com a cabeça muito cheia de tudo (e na maior parte das vezes cheia de nada) enviou-me esta imagem. Acho que vou a imprimir e por via das dúvidas pendurá-la em vários pontos da casa...





segunda-feira

Go With The Flow or Not!


Imagem tirada da Net




Li num dos blogues que sigo habitualmente um texto sobre como não há cão nem gato (supostamente) famoso na blogosfera que não edite um livro com os textos do blogue.

Ora quando os próprios blogues já de si são desprovidos de substância, os livros - ainda que com textos revistos e aumentados - não serão muito melhores e só se safam porque têm o tal rebanho de carneirada mais ou menos acéfala a dizer ámen a tudo o que as blogoestrelas dizem/escrevem.

Às minhas estantes é que eles não vêm parar.
Com tanta coisa gira (e interessante, escrita por quem tem de facto coisas boas para partilhar) em que gastar o meu querido pilim, recuso-me a alimentar marcas resgistadas e megalomanias.

Mas eu sempre fui um bocadinho do contra...

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Mudar


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Sempre me disseram que as pessoas mudam com a idade. E eu sempre achei uma grande parvoíce.

Primeiro porque a idade é um conceito que nunca fez grande sentido para mim; quando tinha 14 anos, não me achava exactamente igual às minhas colegas de 14 anos, todas muito parvinhas, infantis, com paixões fugazes, enquanto eu andava perdida de amor e completamente arrebatada por uns olhos azuis, a pensar como ia ser o nosso futuro juntos.
Aos 16, os meus melhores amigos (salvo uma ou duas maravilhosas excepções) eram todos seis ou sete anos mais velhos que eu. Era um andamento diferente. E eu sentia que também tinha vinte e poucos anos, como eles.
Agora que tenho 37, os meus melhores amigos (novamente, com uma ou duas excepções) são seis ou sete anos mais novos que eu! E sinto-me mais da idade deles, ali a raiar os 30, que é um número que me fica tão bem!
Por isso, como se vê,para mim a idade é tão somente um indicador numérico e não aquilo que nos define. Ponto.

Mas como a sabedoria popular é aquela coisa tramada, a verdade é que em 2008 comecei a comer polvo, em maio deste ano comi sardinhas e souberam-me bem e há pouco mais de um mês comecei a comer melão e agora até compro para ter em casa!
Interesso-me por política, em oposição a um desinteresse anterior absolutamente esmagador, até por finanças e tenho um plano todo xpto para poupar mais dinheiro!
Continuo a ter meia dúzia de príncipios bem definidos, mas dou por mim a ser um pouco mais intransigente, mais preocupada com a justiça, com a solidariedade, com o mundo em geral e a minha rua em particular!

E isto é novo para mim. Sinto-me a mesma, mas com algumas arestas limadas. Será que daqui a uns tempos vou ouvir-me a dizer ao meu sobrinho: "Não te preocupes que com a idade vais mudar?..."

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domingo

Esquizo...

Já há algum tempo que tenho vindo a apanhar umas "pistas" acerca da maneira como sou construída - afinal já vão trinta e sete verões e uma pessoa começa a aprender umas coisas!
Disse no texto anterior que estou a passar pelo período mais preguiçoso de que tenho memória e a verdade é que a explicação é simples: quanto menos faço, menos tenho vontade de fazer.

Quanto menos trabalho num dia, menos vontade tenho de trabalhar no dia seguinte.
Quanto menos me armo em carochinha cá em casa, menos vontade tenho de passar roupa, limpar chão e lavar janelas (!).
Quanto menos vou ao ginásio, menos vontade tenho de ir.
Quanto menos escrevo, leio, ouço música, menos vontade tenho de ler, escrever, ouvir música.
E o mesmo se verifica com os doces que como. Triste, eu sei.

Preciso de combater esta indolência, esta calanzice, esta tendência parva para me enterrar no sofá a ver programas de culinária e de vendas de casas em países solarengos a reformados ingleses!
Tirando a parte dos doces - que era giro manter - vou tentar fazer mais de tudo (roubando obviamente tempo aos programas de culinária e vendas de casas), porque a verdade é que mesmo que faça tudo o que é suposto, assim com ritmo, com método e vontade crescente, ainda me sobra um tempinho para desperdiçar.

Não posso queixar-me de ter pouco tempo, mas queixo-me de o aplicar muito mal. Shame on me.

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Há Quanto Tempo...

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Já não sei há quanto tempo não escrevo aqui.
Sei que deve estar na altura de voltar, porque entretanto recomecei a escrever coisas soltas em folhas de papel de rascunho, nas costas dos talões de compras e num bloco de post-it cor-de-rosa que por aqui tenho na secretária.
Continuo a não sentir obrigações em relação a blogues (ou às restantes redes sociais, que cada vez me enfadam mais - ohhh rimei!!), mas sinto falta de registar as coisas. Não sei se vou escrever com regularidade - devo estar a atravessar o período mais preguiçoso da minha vida - mas vou escrevendo.
Hoje é domingo e estou a trabalhar, para ver se acabo um livro que me tem dado cabo da pinha, mas que ao mesmo tempo me dá um grande prazer a traduzir... como de costume!
Em sete ou oito meses, a minha vida não mudou nada e não sei se isso é bom ou mau!
Mas tenho muito para dizer. Para ir dizendo.
A ver vamos!
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