sexta-feira

Ano Novo, Vida?...



As promessas que faço a mim própria não têm valor vinculativo nenhum!
Uma vergonha!
Há dois anos (sim, dois!) a minha intenção de Ano Novo era organizar melhor o meu tempo e consequentemente o meu trabalho.
Há um ano, como não tinha cumprido a resolução anterior, nem sequer me dei ao trabalho de formular uma nova.
E este ano, andava para aqui a pensar no que gostaria de mudar em mim, quando me veio à cabeça que a única coisa que mudaria de verdade era a minha capacidade de (des)organização!
Isto começa a soar-me um pouco repetitivo, maçador, inútil até, mas a minha desorganização vê-se em pequenas coisas: tenho um livro para fazer, outro para começar a ler e estou aqui, a escrever parvoíces, a escolher fotografias, com a televisão em pausa no Parenthood, a máquina de lavar roupa cheia, porém desligada, e o armário cheio de roupa para passar!
E o que penso com todas as minhas forças?

É pá, pró ano é que vai ser!! Nem vou parecer eu! Vais ver, tu vais só ver!

Entratanto na minha cabeça pairam duas canções: a Imagine do Jonh Lennon "You may say I'm a dreamer..." e a I'm a Believer dos The Monkees "Then I saw her face, now I'm a believer. Not a trace of doubt in my mind" que se contradizem um bocadinho, mas que ilustram na perfeição a salganhada que é a minha cabeça!

Daqui a um ano falamos, sim?!
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Adenda: Nunca entendi muito bem esta cena de tomar grandes resoluções num dia para começarem a ser postas em prática daí a X dias... É como as dietas. Por que motivo se decide numa quinta-feira que na segunda seguinte se vai começar a dieta a sério? Quinta não é um bom dia?
Porque não colocar as instenções de Ano Novo em prática ainda no Ano Velho? Assim, só para contrariar?!

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quinta-feira

Extreme Couponing!

Imagem tirada da Net


Estava ainda agora a ver num daqueles canais de cabo que só dão americanices, um programa que se chama Extreme Couponing. Fiquei parva das orelhas!
Então há pessoas que fazem grandes compras - 400, 600, 800 dólares - e com os cupões de desconto que as marcas oferecem, juntamente com as promoções dos supermercados, não pagam um tostão?!! Alguns até ficam com crédito nos cartões de cliente?
Chiça!
Para quando este tipo de coisas nos supermercados portugueses?
Eu já fico contente quando o Fairy ou a Vaqueiro oferecem um vale de 1€!! Com este sistema de cupões era o delírio!

Depois, claro, há todo o exagero que um sistema destes potencia: uma rapariga tinha 650 rolos de papel higiénico e 400 desodorizantes Dove!! Outro casal comprou 150 pares de calças de ganga - que com os descontos ficaram a menos de 1 dólar cada - e tinham 60 e tal embalagens de detergente para a roupa! Ora bem, com excepção das calças que iam ser doadas a uma organização que ajuda os mais necessitados, ninguém precisa de 60 embalagens de detergente e há-de ser preciso muito cu para gastar 650 rolos de papel higiénico!

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quarta-feira

Unidos Para Sempre?


Há casais que mal se olha para eles, ou depois de cinco minutos de conversa, se percebe imediatamente por que motivo estão juntos.
São pessoas que partilham ideias, projectos, gostos e príncipios, logo faz sentido estarem numa relação.
Mesmo quando as pessoas são diferentes nas coisas mais superficiais, desde que os valores fundamentais sejam os mesmos, acredito que se possam construir relações sólidas e com futuro.
Gosto de pensar que a minha relação é assim.

Mas às vezes questiono-me como é que certos casais continuam juntos. Porquê? O que os une? O que os move?
Há pessoas que me parecem tão diferentes, com mundos tão distintos e horizontes tão opostos que não sei o que as mantém unidas.
Os filhos? A casa por pagar?
Não sei se chega para se ser feliz.
E quando nem filhos há?
Quantos casais não estariam juntos se não fossem comodistas, se não houvesse filhos, se não houvesse empréstimos para pagar? Quantos se separariam se as pessoas fossem absolutamente fiéis aos seus sentimentos, doesse a quem doesse?

Às vezes observo alguns casos que conheço e que me confundem e questiono-me se as pessoas têm entre si uma dinâmina que não mostram aos outros, se quando estão sozinhos a vida tem outro sabor, outra paixão, se as coisas que os fizeram aproximar-se continuam a bater por baixo de todas as obrigações e rotinas. Questiono-me muitas vezes se serão felizes, se foi assim que imaginaram a vida quando eram pequenos e pensavam em ter uma família, uma casa, um emprego e tudo o resto.

Já sei que a felicidade não é um estado constante; ninguém que tenha dois dedos de testa consegue ser feliz sempre, em todos os instantes, mas sinto que algumas pessoas preferem não pensar nisso, preferem ir vivendo a vida imersas na rotina, na apatia, no "tem de ser", sob pena de começarem a analisar o que sentem e constatarem que está muita coisa mal. Aí sim, era o cabo dos trabalhos...

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terça-feira

Este Ano

o Natal não me soube como de costume.
É certo que estive com o Nuno, claro, e com os nossos sobrinhos, mas faltou-me qualquer coisa.
A mesa da Consoada dividiu-se entre seis pessoas a quem quero muito bem e outras tantas que não me podiam ser mais indiferentes, porque não são da minha família.
Foi da algazarra da minha gente que senti falta, do ambiente de carinho e alegria que há sempre entre nós, mas que se manifesta com mais vigor no Natal.
Estou ansiosa pelo ano que vem!

E agora chega de Natal, já não há cu que aguente!

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sexta-feira

Ahhh, não é possível...



que já seja Natal outra vez!
Onde se meteu este ano? Passou tão depressa, acho que nos roubaram uns mesitos ali pelo meio, sem que dessemos por isso!

Mas aqui está ele.
A dizer que os próximos dias são só para respirar o cheirinho dos coscurões e dos sonhos, dias para sentir que o amor está realmente no ar e nos corações das pessoas! Dias para descansar!

Assim sendo, Feliz Natal para todos!
Com muitos sorrisos, amor e bolos com fartura também!

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quinta-feira

De Lágrima no Olho






Tive uma tarde óptima, fiz boas compras - gastei o que queria ou até um pouco menos (quem és tu e o que fizeste à Aninhas?!!!), andei sozinha pelo centro de Braga com a minha música nos ouvidos, com os meus pensamentos na carola, livre, descontraída, em paz comigo e com a vida.
Tive até uma notícia boa em termos laborais.
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Mas acabei o dia com o coração apertadinho.
Queria saber consertar-te o coração e a cabeça da mesma forma despachada e determinada com que vou conseguindo consertar-me a mim.
Queria que as minhas palavras chegassem, que fossem lei e que resolvessem tudo.

sigh...

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Ahhhhh....

From Pinterest!



Acabei!
Foi duro, longo, difícil  tirado a ferros mas consegui e sobrevivi!
Apesar das dores que tenho espalhadas um pouco por todo o corpo, estou contente, não propriamente orgulhosa, mas aliviada.
Estou livre como um passarinho até segunda!

Livre?...
Pois, ainda não comprei um presente que fosse, um para contar história e apesar de este ano comprarmos só para os miúdos, mesmos esses têm, efectivamente, de ser deslocados das lojas até casa, a troco de dinheiro!
Tenho de arrumar a casa, que está uma pocilga, e tratar de lavar roupa (as minhas meias? ja não tenho meias? - Pois, vou comprar meias também!)
Para o fim de semana tenho de fazer: lombo recheado com castanhas; rabanadas; doce de ananás; gelado de bolacha; pudim de gelatina, arroz doce e pavet...
Tenho mimo para pôr em dia e queria ver se tinha tempo para dormir mais de quatro horas por noite...
E ver os dois últimos episódios que tenho gravados da Guerra dos Tronos.
E os 435128 de Modern Family...

Ah! E queria ler o próximo livro!
Hmm...
I wonder...

O que vale é que hoje está sol e tudo me parece possível!


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terça-feira

Íssimo...

Já nem sequer penso em páginas. Só já consigo pensar em frases.
Uma de cada vez.
Páginas são coisas grandes.Muito cheias, com muita linha, muito caracter.
Frases. Frases é que é.

Está quase, quase, quase, mas eu estou tão, tão, tão...

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segunda-feira

E agora uma pausa, que estou com a cabeça feita em água...

No sábado fui à festa de anos do filho de uns amigos.
Lá, cruzei-me com uns amigos dos amigos que já conheço há uma série de anos (embora a rapariga não faça ideia do meu nome!) e que agora têm um puto com dois anos e meio.
A rapariga (a tal que não sabe o meu nome) é daquelas pessoas que fala, fala, fala, e fala (muito mais do que eu, que toda a gente diz que sou tagarela... mas muito mais mesmo) mesmo quando não tem afinidade com as pessoas com quem está a falar.
Já é a segunda vez que a vejo desde que o puto nasceu e se antes ela falava do trabalho, das colegas, do trânsito do Porto e do tempo, agora fala... do filho. E do filho. E do filho. Ah! E também fala do filho!
Assim, em cerca de duas horas fiquei a saber quantas cores o puto identifica, quantas vezes foi ao pediatra, que gosta de fazer comboios com carrinhos, que vira as pernas para trás e só aos cinco anos é que o ortopedista vai dizer se precisa de usar talas, que tem uma pele não sei quê na pila, que acorda não sei quantas vezes por noite, que já não tem fralda desde julho, que... que... que... Cristo!! Menos, pá!
Entrei na casa dos meus amigos já ela estava a falar; quando saí ela continuou a falar e só se calou na hora de cantar os Parabéns a Você!
Tudo isto regado a "Olha para a mãezinha! Vira as pernas para a frente, filhinho! Diz lá à menina (eu!) como é o nome completo do pai! E o da mãezinha? E o teu?"
...

Pensei cá para mim que ter filhos deve ser muito giro, maravilhoso mesmo para quem tenha vocação para isso. Mas é muito triste que uma mulher quando tem um filho deixe de ser mulher, deixe de ser um ser social, para passar a ser apenas... Mãe!
E quando o filho crescer e quiser bater as asas? Ela vai falar de quê?

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sábado

Adjectivos

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Li algures uma frase que me pareceu muito interessante sobre como nem sempre a nossa adjectivação coincide com os adjectivos que os outros nos atribuem.
É a eterna questão da disparidade entre aquilo que vemos em nós e aquilo que os outros veêm.
Eu não sou nenhum poço de virtudes, até tenho mais defeitos do que a maior parte das pessoas que conheço - e não estou a ser falsa moralista - mas uma das opiniões que mais me marcaram desde sempre, foi a de uma antiga colega de trabalho com quem não me dava especialmente bem, que me disse que eu tinha a mania que era mais esperta que os outros.
Esperta é um adjectivo. Que eu nunca relacionei comigo.
Quantos mais existirão?

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quarta-feira

É estúpido, eu sei, mas não resisto!!



Ahahahahaha!!!

Ó Pá, a Sério?!!

Imagem tirada do Pinterest



De vez em quando tenho de fazer umas pausazitas e para aligeirar a disposição dou um saltinho à net.
Resulta em cheio porque me rio como se não houvesse amanhã com algumas iniciativas de "bloggers"...
Ó pá, a sério? Workshops sobre como encontrar o homem dos nossos sonhos?
A sério?!!
É muito pedantismo num homem só!
40€?..

A sério?...

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segunda-feira

Esta Semana Vai Ser a Doer

literalmente...

Daqui a pouco entram em cena os meus amigos Voltaren.

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sábado

Ready... Steady...GO!

Imagem retirada do Pinterest


Trabalho em casa.
Ora folgo durante a semana, ora não. Normalmente descanso nos dias em que o Nuno não trabalha, mas como os horários dele são absolutamente esquizofrénicos não tenho grande noção temporal do que são dias de descanso e dias de trabalho.
Por exemplo, hoje é sábado e estou a preparar-me para uma semana de trabalho intenso. A começar hoje, agora, que ontem trabalhei poucochinho e assim não me safo.

Queria que me desse uma fúria das antigas, daquelas que me faz ficar agarrada ao pc durante horas seguidas, daquelas que me faz esquecer de almoçar e só pára quando o ratito se instala na barriga!
Mas ando mais cansada que nunca, mais desconcentrada que nunca, mais farta que nunca.
Não me apetece fazer uma ponta d'um corno!
E até tenho medo de pensar assim.

Hoje é um dia tão bom quanto outro dia qualquer para tomar decisões.
E vou trabalhar até me caírem os dedos!
Ou não me chame Carlota Joaquina!

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sexta-feira

Não Somos Todos Iguais

E eu sempre soube, desde muito nova, que vivo num mundinho muito meu.
Só meu.
Não entra mais ninguém.
Só se eu quiser.

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Imagem tirada da Net.

quinta-feira

Classe, Elegância e Gente Gira!

Sete copos de sangria!


Ora bem, eu andei 11 anos na universidade, apanhei duas gerações diferentes de colegas em cursos e tempos diferentes. E saí muito. Mais durante o primeiro curso, é verdade, que no segundo já trabalhava e a coisa não se dava com tanta frequência - ou seja, não saía quatro ou cinco dias por semana!
Mas posso dizer que saí muito, dancei muito, diverti-me muito e aproveitei tudo o que tinha de aproveitar. - Ahhh, meu rico Club84!
Agora saio menos e é mais frequente sair para tomar um copo num lugar agradável do que ir até à discoteca.
Ontem tentámos conversar durante o jantar - não conseguimos tão bem quanto queríamos porque o restaurante estava à pinha...
Tentámos dançar um bocadinho num local onde dantes se dançava e não conseguimos porque estava à pinha...
Até aqui tudo bem, é bom ver gente na rua, saber que as pessoas continuam a divertir-se e que a crise não assusta toda a gente; de vodka em vodka este pessoal há-de levar o país para a frente.

O que é estranho é a diferença que vejo na noite de agora e na noite daqueles tempos em que saía quatro ou cinco vezes por semana...
Sinceramente, a diferença deve estar em mim, que encaro a vida, as saídas e os ambientes de modo diferente de há alguns anos atrás, mas mesmo assim não gosto por aí além do que vejo.
Não há classe. Não há elegância. Não há mistério. E fico triste por dizer isto, mas o que mais se vê é gente ao ataque - eles e elas. As miúdas parecem umas p*tas, todas com pressa de parecerem gente grande, com vestidos cada vez mais curtos; as grandes perderam toda e qualquer noção de adequação e querem à força toda parecer novamente miúdas, com vestidos cada vez mais curtos!... Os homens parece que andam todos ao mesmo, enchem a barriga com os olhos, atiram sorrisos dengosos para quem os apanhar no espírito de "o que vier à rede é peixe".
É foleiro, meninos e meninas. É foleiro.

Isto deve ser uma coisa da idade, mas prefiro ir com um grupo de amigos a um bar castiço, beber um copo, dizer meia dúzia de palermices e agitar a cabeça ao som da música do que enfiar-me em espaços onde não se consegue dar dois passos sem ter de pedir licença dez vezes (isto para quem se dá ao trabalho de pedir licença, claro!).
Prefiro conversar num lugar agradável e mais calmo sem que no dia a seguir fique rouca por ter tentado falar por cima da música (que música?! Aquilo é música?).

Ontem andámos à procura de uma suposta discoteca que ninguém conhece! Acabámos por ir a um "bar" onde toda a gente vai porque o barman é conhecido (e liiiindo!), mas não conseguimos conversar e dançámos pouco.
Safou-se o Bacardi, a companhia e a certeza de que quando estamos juntas, estamos bem!

Diz que dia 17 há mais!
Mas com dança a sério!

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quarta-feira

So Nice, They Named It Twice!

Com muitas, muitas saudades disto!


Hoje não me apetecia estar aqui.
Está sol, não está muito frio, mas só consigo pensar que queria estar em Nova Iorque, outra vez.
Ruas largas, gente, barulho, cor, um mundo para ver.
Sabem aqueles dias quase, quase perfeitos?
Dias em que nos sentimos no centro do mundo, livres, grandes, telas em branco, sem responsabilidades nem grandes preocupações?
É desse dias que tenho saudades.

...

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segunda-feira

No Norte...

Imagem infelizmente tirada da Net... Um dia substituo por uma da minha autoria!

Ainda na onda da última imagem, voltei a pensar no desejo que acalento desde que me tenho como gente crescida (não, não é desde o ano passado!) e que consiste em poder viver num dos países da Escandinávia.
O meu ideial seria a Suécia, não sei exactamente porquê, nunca lá estive, embora tenha planos de visitar Estocolmo para o ano, se a troika deixar...
Tenho uma imagem romanceada da Suécia desde alturas da Expo98. Foi o pavilhão de que mais gostei, adorei a exposição sobre as estações do ano e estou farta de ver fotografias, examinar minuciosamente as ruas e campos no GoogleEarth e ler alguns blogues suecos. (Não conheço a língua, mas os blogues que acompanho são escritos em inglês.)

Sei que seria complicado habituar-me a todas as difernças que existem entre Portugal e a Suécia, mas isso faz parte do encanto para mim.
Às vezes canso-me de viver no mesmo sítio.
Vivi dezanove anos em Torres Novas e agora já vou com dezoito em Braga... apesar de adorar viver aqui e de não estar nos planos mais próximos mudar de terra, a verdade é que começo a sentir uns fernicoques e só me apetecia dar à sola.
Assim tipo aproximação do prazo de validade dos anos de vida por cidade...

O complicado é que não consigo convencer o Nuno a ir viver para um país onde, no inverno, começa a escurecer às três da tarde! Ele detesta o inverno e acha os dias curtos um tédio... por isso, ou rifo o marido (coisa que não me apetecia muito, que ele é bastante jeitoso para um sem número de coisas que não importa mencionar agora!) ou então continuo a acalentar a vontade de conhecer melhor os países nórdicos... mas durante as férias.
É capaz de ser por aí...

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