sexta-feira

É o Fim do Mundo!



Nunca  pensei vir a dizer isto, porque sou uma pessoa de verão, nasci no verão, tenho as melhores recordações dos verões de pequena e gosto da magia que os meses de verão sempre tiveram.
Mas...
Estou farta de calor. Anseio pelo outono!
Estou farta de ver incêndios e gente a morrer.
Estou farta de não conseguir dormir uma noite decente porque não se consegue respirar.
Agora até já comemos gelados durante o ano todo. Já fui para a praia. Já fiz anos!
Para quê continuar com esta tortura?
Já sei que ainda há gente de férias e que daqui a seis meses estou a bradar aos céus que estou farta de chuva e frio, mas neste momento, queria estar aqui com a mantinha nas pernas e as pantufas quentinhas nos pés, em vez de estar a perspirar (sim, que sou uma senhora e como toda a gente sabe, os cavalos transpiram, os homens suam, mas uma senhora perspira suavemente!!) e a amaldiçoar o cabelo que é quente, as pernas que se colam à cadeira e a casa que não tem AC...

Quero outono, sem chuva, com castanhas assadas e vinho do Porto! Quero feijoada à transmontana! Quero tostas mistas quentinhas!

Help!!!!!

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quinta-feira

Desejo Intemporal!



Há anos, mas muitos anos mesmo, que quero ter uma máquina de costura. Aprendi a coser na Singer velhinha da minha mãe e embora não seja nenhuma fada do corte e costura até me desenrasco.
Quando por ocasião dos anos ou do Natal me perguntam o que quero de presente, respondo com frequência que quero uma máquina. E já me deparei com as mais variadas reacções:
- Não, a sério, diz lá o que queres!
- Uma quê?!
- Para que é que queres uma máquina de costura?
- Oh, agora uma máquina!

O Nuno diz que vai ser só mais uma coisa a ganhar pó cá em casa, e sei bem que não ia andar a costurar todos os dias, mas quero fazer almofadas, cortinas, bolsinhas, saquinhos, merdinhas daquelas que gosto e que não chateiam ninguém! Até tops e blusas podia fazer, e calças largueironas para o verão! Caraças, quero fazer um quilt para a cama!

Já me apeteceu pegar em meia dúzia de tostões e comprar uma máquina velha, já corri o OLX de uma ponta à outra, já fui ver preços a lojas da especialidade!
Por que é que ninguém me leva a sério?!!
EU QUERO UMA MÁQUINA!!

:)

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quarta-feira

...



Eu tenho sonhos muito estranhos, violentos, macabros até.
Sonho que as pessoas morrem, são mortas ou se matam.
E se isto é terrível quando mete sangue (normalmente rios de sangue), o que mais me impressiona enquanto estou a sonhar é o peso emocional, a tristeza que sinto durante os sonhos. É tão esquisito, tão esquisito, porque às vezes, no sonho, até penso que estou a sonhar e que quando acordar vou perceber que não passou tudo de um pesadelo, mas enquanto lá estou metida, as sensações são tão fortes, tão dolorosas e tão sinistras que acordo quase sempre a chorar e sem conseguir respirar.
São sensações que não me largam durante o resto do dia e que me comprimem um bocadinho o peito.
Já não têm conta as vezes que sonhei que o Nuno tinha morrido, de todas as maneiras possíveis e imaginárias. Mas desta vez foi um perfeito desconhecido que se enforcou com uma gravata. E, no sonho, eu só pensava: Mas que cobarde. Como é que ele se foi matar se tem três filhos pequenos? Fiquei tão triste pelos filhos dele, tão desorientada sem saber o que ia fazer a mulher dele que, de manhã, fui ver se havia notícias da morte dele.
Claro que não, e ainda bem.
Fico aliviada!

Dizem que sonhar com a morte de alguém é dar anos de vida.

A mim tira-me é horas de sossego...

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terça-feira

Gut Feeling!




Acho fantástica a maneira como os seres humanos reagem internamente aos pequenos estímulos exteriores!
Às vezes basta um telefonema, um e-mail, uma possibilidade para mudar o que vai cá dentro.
A esperança é uma noção tão ambígua, mas tão poderosa!

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sábado

Come Back, Come Back To Me...



Apeteceu-me fazer uma coisa diferente, por isso decidi tirar duas horas e picos de almoço e aproveitar para ver um filme.
Não o vi na altura em que saiu; não sei porquê, inicialmente não se proporcionou, depois comecei a ouvir muita gente a falar dele - uns diziam muito bem, a maior parte muito mal - e para mim, essa é a receita certa para não entrar na onda. Sei que pode ser uma parvoíce, porque assim raramente estou actualizada em relação à "corrente cultural" mas gosto de ver filmes e séries ou de ler livros de que toda a gente fala quando o burburinho já se tiver extinguido, quando as opiniões a favor e contra já não condicionarem a minha apreciação. Acho que as expectativas que as opiniões dos outros criam em nós são verdadeiras armadilhas, principalmente para quem é um bocadinho do contra, como eu!
Por isso, hoje apeteceu-me ver o Atonement - em português Expiação, de 2007.
Amei!
Sim, é parado - muito parado, a história não é linear, as imagens são entrecortadas, a música é sinistra, mas adorei. Gosto de filmes em que as expressões faciais das personagens dizem mais do que as falas que lhes atribuem.
E a Briony... bem... Os cinco minutos da Venessa Redgrave são maravilhosos e ligam toda a história. Muito bom!

Também confirmei duas opiniões que tenho há algum tempo: continuo a detestar a Keira Knightley (oh, coisinha mais insonsa, sem jeitinho nenhum - ainda não vi duas interpretações diferentes dela!) e a adorar o James McAvoy, que tem mais intensidade no dedo mindinho do pé do que muitos actores americanos com grandes sucessos de bilheteira têm no corpo inteiro. É um actor fantástico e neste filme está irrepreensível.

A noção de como uma simples mentira pode condicionar a vida de tanta gente é maravilhosamente explorada.
Ainda bem que esperei para o ver na altura certa.
Thumbs up!

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sexta-feira

Limpinho!

Dantes era mais ou menos assim!


Não querendo parecer burguesa nem nada dessas cenas, uma das melhores decisões que tomámos cá em casa nos últimos tempos foi arranjar alguém para passar a roupa a ferro e dar um jeitinho à limpeza da casa, que andava pelas ruas da amargura. Acho que já não lavava vidros há mais de um ano e os azulejos da cozinha já não eram bem brancos, mas sim de um simpático tom de bege... ou cinza!
Ia deixando as coisas para a semana que vem, porque não tenho grande tempo nem vocação para carochinha e porque, francamente, é desanimador ficar com dores de braços, ombros e costas depois de aspirar este nosso minúsculo T2.

Como sempre tive grandes problemas em "meter" alguém desconhecido cá em casa, fomos adiando a busca.
Mas agora que encontrámos alguém de confiança, a quem não me custou nadinha dar a chave de casa, tenho de dizer que é das melhores sensações do mundo abrir os roupeiros e ter a roupa toda direitinha; entrar em casa e estar tudo reluzente e a cheirar a limpo!
É dinheiro bem empregue.

Caraças, pá, que alívio!

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quinta-feira

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Sou por natureza uma pessoa assim um bocadinho desbocada.
Falo com frequência antes de pensar no que estou a dizer e já me arrependi muitas vezes de o fazer.

Há alguns anos (dois, três?) que a intenção de pensar antes de falar faz parte daquela lista inútil, absurda e de vida efémera que faço no início de cada ano. Porém, a pouco e pouco lá vou conseguindo habituar-me a pensar antes de falar e até (pasme-se) a guardar algumas coisas só para mim.
Mas se isto é de certa forma uma conquista, por outro lado há poucas coisas que me irritem mais do que ter de andar com pezinhos de lã à roda das pessoas, ter de pensar em cada palavrinha, não vá ser mal interpretada e melindrar alguém mais suscetível (que não é mais do que o termo bonito para piegas, coninhas - em bom português).

Não gosto de ter de "auto-censurar" palavras e ideias só porque podem não agradar a toda a gente. Não gosto de ter de pensar nelas e tentar perceber se a forma como me saem da boca é a mesma com que chegam aos ouvidos dos outros ou se, pelo contrário, sofrem alguma metamorfose pelo caminho.
Não gosto, sobretudo, quando as pessoas ouvem palavras ou significados que eu não digo e nos quais não pensei.

E cheguei a uma conclusão (este ano está a ser pródigo em conclusões brilhantes!): Sim, sou responsável pelo que digo, mas não tenho, não quero ter, não admito ter, responsabilidade naquilo que os outros ouvem e na forma como o interpretam.

Estou farta de tentar ser politicamente correta.


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segunda-feira

É só






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sábado

As Coisas São Como São


Normalmente, quando conheço alguém simpático, afável, educado, interessante e essas coisas todas boas, formo de imediato uma ideia positiva da pessoa em questão. Parece-me lógico. (Quando a pessoa não reúne as qualidades que considero fundamentais a ideia é outra, mas não é de gente sem interesse que estou a falar.)
Quando conheço alguém de quem gosto imediatamente segue-se assim uma espécie de período de enamoramento em que acho piada à grande maioria das atitudes, opiniões e comportamentos da pessoa em causa. Tenho um problema que é achar sempre que as pessoas são boas, que aquilo que vejo é aquilo que elas são - já sei que é ingenuidade da minha parte, mas caio sempre na mesma esparrela. Sou muito crédula em relação à Humanidade!
Quando gosto de alguém, até os defeitos visíveis são fáceis de ignorar, porque afinal aquela pessoa é espetacular e ninguém é perfeito.
Mas às vezes shit happens, a fase de enamoramento acaba-se. Quando as pessoas, que afinal são só humanas, me desiludem por um motivo ou por outro, a tal ideia que tinha delas muda e de repente vejo tudo aquilo que não via antes. Parece que as qualidades ficam mais difusas, os defeitos ampliados e começo a vê-las com outros olhos. Começo a olhar para elas e a achá-las poucochinho. Para mim, esta fase é absolutamente irreversível. Não consigo voltar atrás, não consigo ignorar as coisas que me incomodam, de que não gosto, nem consigo ultrapassar a pirosice.
Posso acreditar inicialmente que todos são bons e imaculados, mas uma vez levantado o véu, as coisas nunca mais voltam a ser o que eram.
Posso ser ingénua e crédula naquela fase inicial, mas depois sinto que fico com um icebergue no lugar do coração.


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quarta-feira

Uma insignificância de talento!

Carregando fica maiorzinho!


Gosto imenso de fotografia e ando sempre de dedo pronto para disparar. 
Às vezes o resultado é assim-assim, outras vezes a máquina faz-me destas coisas!
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39

Se pudesse, amanhã ia à Hummingbird Bakery, em Notting Hill, comer uma fatia disto!
O melhor Red Velvet EVER!!


Daqui a umas horitas faço anos.
À semelhança do que acontece no Ano Novo, gosto de aproveitar a oportunidade para rever o que fiz durante o ano que passou, gosto de fazer planos, resoluções e de prometer que vou resolver todas as minhas pancas...
Quando penso no que quero para este ano, há três coisas que se destacam, sendo que uma delas é incontestavelmente a mais importante: o Nuno ao meu lado. Depois, quero ter muito trabalho - que o trabalho de que tanto me queixo nunca me falte. Em terceiro lugar (ou em segundo, talvez seja mais correto), quero saúde. Para mim e para quem me enche o coração.
Ultimamente tenho pensado muito nisto, tenho tido sonhos parvos, tenho tido dores em tudo quanto é sítio, ossos, músculos, tendões... Queria que me passasse tudo e ao mesmo tempo que estas fossem as piores dores que alguma vez precisasse de sentir na vida.

Isto deve vir com os anos - quando fiz 19, portanto há 20 anos atrás!!, - não pensava em nada disso. Pensava que queria ir para a universidade, que queria encontrar alguém de quem gostasse e que gostasse de mim e queria sobretudo ir para qualquer outro lugar que não fosse a cidade pequena onde tinha crescido (e onde agora gosto tanto de voltar!).
Agora, 20 anos volvidos, já fiz a universidade (duas vezes, quase!), encontrei o Nuno que é sem dúvida o homem - a pessoa - mais espetacular que alguma vez tive a sorte de conhecer, já conheci uma pequenina parte do mundo e vivo numa cidade que adoro e que não me tira o ar.

Gosto da idade que tenho, não me pesa, mas penso se chegarei aos 80 e se isso significa que para o ano entro oficialmente na curva descendente da vida.
Penso quanto tempo mais vou ter os meus pais comigo, quantas pessoas vou ver partir.
Penso no que fiz até agora e no que ainda quero fazer.
Às vezes penso que é triste não poder fazer Power Jump porque me faz mal à lombar, não poder fazer Pump porque me dá cabo dos ombros, nem Step porque me lixa os joelhos!

Recuso-me a achar que estou a envelhecer - não estou, a minha idade é que está a aumentar - porque sou muito melhor hoje do que era com 19 anos, sou muito mais feliz, mais inteligente, mais bem formada e mais gira!
Mas uma coisa é o que sinto cá dentro, o que me vai na alma, o que faz o meu espírito; outra é o que o corpo, o aspecto físico daquilo que sou, me vai dizendo, os sinais de alerta que vai emitindo. Not funny.

Ignoro-os estoicamente! Continuo a trabalhar na mesmíssima posição durante 8 ou mais horas por dia, continuo a comer porcarias e a beber menos água do que devia e continuo a fazer Power Jump de vez em quando, porque, porra, gosto de fazer!

Continuo a achar que ainda tenho o mundo inteiro à minha espera. E que tenho todo o tempo do mundo.


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segunda-feira

Quase


Não sei bem porquê, mas este ano não estou tão ansiosa pelo meu aniversário como habitualmente. Ainda não fiz planos, não pensei muito no que vamos fazer, não comprei prenda para mim, e não estou a contar os dias que faltam...
Estou, sim, a contar as páginas que faltam, as que estão atrasadas, as que ainda tenho para fazer... as deste livro (que é um monstro) e as do seguinte. Estou a contar o tempo que falta para as férias de outubro, a fazer planos sem fim (e sem orçamento realista!) e a desejar apenas deitar-me uma tarde na areia, sem pensar em mais nada.
Nunca devia ter acordado uma entrega para a semana dos meus anos. São as piores de todas.

Não ando em B'day mood!
Algum ano tinha de ser.

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sexta-feira

Gorgeous, Darling!!



Esta coisa de trabalhar em casa é muito boa, a melhor situação do mundo, a mais confortável etc e tal, mas ultimamente o conforto tem sido meu inimigo.
Visto calças de fato de treino, uma t-shirt, ponho uma bandolete no cabelo e bola para a frente!
Não me maquilho, não ponho brincos, há dias em que nem me penteio (deixo a ressalva de que o meu cabelo é bastante liso e nem sempre se nota a diferença entre penteado/não penteado, hã!!).

Ora isto chateia-me.
Sinto-me confortável de mais, como se estivesse "só ali por casa" e não no meu local de trabalho.
Vai daí e decidi (agora mesmo - sim, ao meio-dia, depois de ter 3 páginas feitas a custo de muitos bocejos), que vou passar a vestir-me como se fosse sair, que vou colocar uma corzinha no rosto e um pouco de rímel, brincos e até perfume - UAU!!
A minha única concessão vai ser o calçado - vou continuar a trabalhar descalça.

Não quero estar para aqui toda confortável, ou seja um bocadinho desmazelada, porque tenho cá para mim que se estiver em casa como estaria num escritório, ou na biblioteca, produzo mais.
Realidade, ou devaneios de uma freelancer indisciplinada crónica?!...

Pois, ainda não sei!

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Isto Assim Sai Caro!



Não sei o que se passa comigo ultimamente, mas ando mais desastrada que nunca! Mais desastrada do que o Nuno, que era o despassarado cá de casa! Agora, parto copos, entorno cenas - desde comida a detergentes - deixo cair as mais variadas coisas, parto todo o tipo de objectos, queimo comida e ando sempre a bater com as mãos, com as pernas, com a cabeça e sei lá mais com quê em tudo quanto é sítio.
Antes ainda dizia que tinha feito uma Nunice, mas agora já nem é justo cunhar as minhas distrações com o nome do Nuno!
Agora são Anices, ou como costumo dizer: Sucedeu uma tragédia!

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