quarta-feira

Às vezes vendemo-nos por pouco...



Eu sou tradutora.
Trabalho como freelancer e sobretudo com literatura, que é a minha paixão.
Penei muito para poder estudar no curso que queria, foi muito difícil estudar e trabalhar ao mesmo tempo, mas chegou a uma altura em que todo o esforço começou a compensar.
Passei a trabalhar só em tradução, já vai para dez anos.
Nestes dez anos tive livros muito bons, outros não tanto, livros muito bem pagos, outros vergonhosamente pagos por baixo. Mas o saldo sempre foi positivo. Fui encontrando gente muito boa pelo caminho, pessoas que gostam de trabalhar e que o fazem com o mesmo amor e dedicação que eu. Também encontrei gente fraca, que não é capaz de chamar os bois pelos nomes e que se esconde atrás de desculpas esfarrapadas e subterfúgios infantis para não cumprir com as suas obrigações.
Achei que tinha aprendido a separar o trigo do joio.
Até agora.

Estou positivamente lixada com uma situação em que, em nome de um investimento futuro, de uma oportunidade, de um título emblemático, me vendi por pouco, tão pouco, com condições que nunca aceitei antes e que considero oportunistas. Estou lixada porque arrastei outra pessoa comigo e porque no fundo, no fundinho, tenho uma voz que me diz que isto pode não correr bem. E isto, para uma pessoa optimista como eu, dá cá um nó na pinha, que nem vos digo nada...

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sábado

Sentido




Isto de termos sempre a tecnologia na ponta dos dedos, permanentemente ao nosso alcance tem muito que se lhe diga.
E nem tudo é bom.
Ao pequeno-almoço, ao almoço, ao lanche e nas pausas que faço entre períodos de trabalho, verifico o e-mail  vejo as notícias online, vejo as atualizações do Facebook, do Instagram, da blogosfera, jogo Candy Crush...
Estou permanentemente ligada com o mundo, mas tão sozinha como uma pérola numa ostra!
Antes de dormir, a última coisa que faço é ligar o despertador para o dia seguinte. O despertador é o telemóvel e já que estou com ele na mão, vou novamente ao Instagram, porque sei lá se vou conseguir dormir sem ver o que as outras pessoas andam a fotografar por este mundo fora...
Sei que a aldeia virtual é boa, que liga as pessoas, que torna os contactos mais imediatos, mais frequentes até, mas às vezes sinto que também nos desumaniza um pouco. Em vez de se ligar a alguém para dar um beijo de Feliz Aniversário, deixa-se uma mensagem do Facebook, no Natal faz-se a mesma coisa. Perde-se a voz das pessoas.
Eu trabalhava mais, organizava melhor os meus dias antes de ter Facebook, Pinterest, blogue, Instagram, LinkedIn e internet de tráfego ilimitado.
Lia mais. Falava com mais pessoas.
Distraía-me menos.

E mesmo agora, que estou aqui a escrever isto não sei bem para quê, estou a pensar: Já te deixavas destas merdas e começavas a trabalhar, que isto não interessa nem ao menino Jesus...
Às vezes não encontro sentido para isto.


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quinta-feira

Gralhar ou não, eis a questão...




Dito por alguém tagarela como eu...





Pois é...
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Pensar Positivo



Ontem disse a uma amiga que está a passar por um período difícil que acredito piamente que tudo o que temos de bom e menos bom na vida é o resultado direto não só das nossas acções como dos nossos pensamentos e da maneira como encaramos a vida.
Tenho imensos exemplos disso e há muitos anos que me rejo por um optimismo convicto.
Já atraí coisas menos boas para mim, por ter sido pouco minha amiga, pouco profissional, pouco consciente. Já atraí coisas muito boas por ter sido exatamente o contrário.
E hoje tive mais uma vez uma prova de que quando fazemos pela vida, quando pensamos que vamos ser bem-sucedidos, quando confiamos e apostamos em nós, o resultado compensa.
Também acredito que devemos aprender com os erros, encará-los não como um falhanço da nossa parte mas como uma oportunidade de aprendizagem.

Agora só quero saber pôr isto em prática e fazer o que me compete.
E queria que a minha amiga conseguisse interiorizar que é muito melhor do que aquilo que a querem fazer crer e que merece muito melhor do que o que teve até agora.
É que merece mesmo.

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