segunda-feira

Chiça!


A avaliar pela carrada de vezes que estes amigos aqui vêm cortar a relva, dir-se-ia que vivo num campo de golfe da Quinta do Lago! O que não é claramente o caso. 
É que é todas as semanas...
Xô, maquinetas barulhentas e irritantes! Xôôôô!




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terça-feira

Haja Paciência!



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Se houvesse pacotinhos de virtudes à venda no supermercado, eu esgotava com o stock de pacotinhos de Paciência.
Dizem que as pessoas com a idade vão afinando as qualidades e que começam a dar menos valor às ações dos outros e mais às suas; que vivem mais senhoras de si, que se estão, em bom português, a cagar para as cenas tristes dos outros.
Isto também está a acontecer comigo, mas maioritariamente relacionado com a paciência. Que se esgota a uma velocidade assustadora, sendo que depois é muito difícil de reabastecer...
Nem me vou dar ao trabalho de listar as coisas/pessoas para as quais não tenho paciência, porque não saíamos daqui e eu tenho trabalho para fazer.
Mas há duas ou três coisas que não posso deixar de mencionar...
1 Não tenho paciência para gente que sabe tudo sobre todas as coisas
2 Não tenho paciência para carneirada e gente acéfala
3 Não tenho paciência para quem está sempre pior do que os outros.

Há uns anos, acharia que o problema era meu, que era um defeito, uma falha minha. Neste momento acho que é o meu próprio mecanismo de seleção natural a entrar em ação. Guardo, acarinho e cultivo o que/quem me interessa, cago d'alto para o que/quem não me interessa.

Simples, não é? Nem sempre... 



Keep Calm and Call Olivia Pope - Magnet, Mirror, Bottle Opener or Pin ($3.50) found on Polyvore


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sábado

The Book Slayer!



No fight here! eBooks and physical books serve the same purpose but by different means - just like stairs and elevators, as pointed out by actor and author Stephen Fry.





Há dias falei com uma conhecida sobre livros, autores e literatura. Ela não sabia que sou tradutora e ficou muito espantada quando lhe disse que sou uma acérrima defensora dos e-books, de tablets e afins.
Ficou incrédula como é que eu, uma tradutora, uma pessoa que fazia dos livros a sua vida, conseguia lidar com o aspeto impessoal dos suportes digitais, como é que não me fazia falta a palavra impressa, o cheiro da tinta, do papel, o virar da página.
Ainda tentei explicar-lhe que o cheiro da tinta e do papel são mitos românticos que vêm dos tempos medievais, quando as tintas e papéis eram compostos orgânicos aromatizados com essências para apelar às senhoras da burguesia e nobreza que começavam a aprender a ler. Já sei que há um polímero natural qualquer no papel que faz com que, com o tempo, os livros tenham um cheiro semelhante à baunilha, mas para mim o cheiro do papel é quando muito bafiento e empoeirado, potenciando as minhas cada vez mais ferozes alergias.
E quanto ao virar da página, bem, o meu e-reader também vira a página, só que é uma coisa silenciosa, sem vincos e que não exige que amasse a lombada do livro para ele ficar na página que estou a ler!
E já nem vale a pena falar do peso dos livros.
Vamos lá a ver, para mim, um livro de 700 páginas não é uma tortura, é uma maravilha, um motivo de alegria, algo que me enche de agradável antecipação pelo mundo que ali se vai desenrolar. Só não é grande notícia para os meus pulsos; é que 700 páginas (ou até 400 que é mais normalzinho) pesam bastante! Chego ao fim de 10 páginas e já não tenho posição.
Há uns meses comprei o livro do Joel Dicker, A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, em papel. Mais uma vez, fiquei para lá de entusiasmada porque eram 600 e muitas páginas. O entusiasmo durou 50 páginas. Não porque a história seja má, é na verdade bastante boa, genericamente falando, mas porque eu não podia literalmente com o livro! Acabei por comprar também o e-book, da mesma editora, edição em português, e li no iPad, que tem uns míseros 312 gramas!

Não acho que o advento dos e-books me vá deixar sem trabalho. Eu compro livros online, o resto das pessoas começará a fazer o mesmo. Se fosse dona de uma papeleira, de uma gráfica ou de uma fábrica de tintas, aí sim, estaria agora um bocadinho aflita. Mas sou só tradutora, o meu trabalho continua a ser necessário.

O que me interessa é ler, o que me cativa são as histórias, a linguagem, o autor, não o formato do livro.
Vai sempre haver quem prefira os livros em papel, vai sempre haver quem prefira os suportes digitais. É bom, há uma solução para todos os gostos. O que importa é que se leia!
Isto para mim é simples, bastante claro, mas não deixo de me divertir quando me consideram uma herege, uma livricida!
Se vissem a pilha de livros em papel que tenho para ler!!...




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E-reader vs book
Ahahahaha!


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quinta-feira

Raios te partam, miúda!



A Love Quote

Nós mulheres, principalmente as mulheres, somos criaturas estranhas.
Por que diabo damos sempre mais valor às coisas menos boas ou más que nos dizem enquanto desvalorizamos as coisas boas, ou não lhes damos, pelo menos, o merecido valor?
Por que abrimos o peito para acolher coisas que nos magoam e as retemos na memória ad eternum, mas recusamos quase ouvir os elogios que nos fazem, as características boas que os outros encontram em nós? Por que motivo as palavras elogiosas e de incentivo são tão fugazes, quando deviam ser estas a marcar-nos e a relembrar-nos do nosso valor?

Sou perita nisto, mas não sou a única! Encontrei uma amiga, uma pessoa fantástica sob todos os aspetos e mais um, que consegue ser muito pior do que eu, muito mesmo!
E gostava que ela se visse como eu a vejo.
Se é uma mulher perfeita? Não, longe disso. Mas é talvez a pessoa mais genuína que conheço. E sabe como ninguém derrotar todos os seus aspetos positivos e centrar-se nos menos bons.
Tenho esperança de que aos bocadinhos, com muita perseverança e paciência a consiga fazer ver o quão boa é!
(E não se admitem aqui bocas sobre causas perdidas e etc e tal!)
Estás a ouvir-me, tontinha?!

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terça-feira

Tão bonito!







"Supercalifragilisticexpialidocious"

Vi ontem um filme maravilhoso, ternurento, muito engraçado e terrivelmente ignorado pelos grandes prémios de cinema deste ano. Apesar de ter tido muitas nomeações não chegou a ganhar a maior parte delas.
Que pena!
Não sei como a Emma Thompson não foi nomeada para o Oscar, porque tem uma interpretação fantástica, tão boa, tão boa que me deixou a chorar e a rir ao mesmo tempo.

Quando for grande quero aprender a falar como ela!

"
Oh, will the child be a nuisance?... I hope we crash!




O filme chama-se Saving Mr Banks e é uma história linda!











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quinta-feira

Vale a Pena!




Já todos sabemos que fazer desporto é bom para o corpo, que ajuda a regular os níveis de colestrol - esse diabo - que ajuda a libertar toxinas, que ajuda a controlar o peso e as gordurinhas, enfim, feito com boa consciência corporal faz bem a tudo o que é físico em nós.
Mas não há dúvida nenhuma que, para mim, o mais importante do exercício físico é a leveza que sinto quando as aulas acabam!
Nos meses de inverno (de inverno profundo, que este abril não se pode considerar primavera nem qualquer outra coisa que não inverno!) é fácil deixar-me ficar por casa, ou porque trabalho até mais tarde - como escurece cedo quando dou por ela já são 7 da noite e já não apetece sair de casa - ou porque está a chover muito e para chegar ao ginásio tenho de andar 12 minutos!
A verdade é que fiz muito pouco desporto durante este inverno e senti os efeitos na pinha... É como cair num ciclo vicioso, num "quanto menos se faz menos se tem vontade de fazer". E atrás disto vão muitas outras coisas que tornam a minha vida mais saudável, mais leve e gira!
Depois quando se quebra este ciclo, é igualmente fácil reencontrar a motivação, perceber que afinal fomos uns tontinhos, porque se o exercício nos faz sentir bem, por que diabo deixámos de o praticar? E nem falo só de exercício de ginásio, já fiz belas aulas de Zumba ali na sala e em qualquer lugar se fazem umas dezenas de agachamentos e lunges, por isso para mim não é só a questão de sair de casa, mas principalmente uma questão de motivação. 
Ontem por exemplo, estava ligeiramente partida das coxas (!!) mas fui fazer a aula de Power Jump... Não vou dizer que não me custou, os primeiros minutos foram um inferno, mas depois os músculos aquecem e as dores passam. Hoje estou ótima das coxas! E passei a aula a sorrir, porque gosto muito de fazer aquilo e há uns 2 meses que não fazia.
Agora que recomecei, tenho de facto vontade de continuar; estou aqui a trabalhar e a olhar as horas para ver quando chega a altura de sair.
Isso é bom. Faz-me bem. Ando mais bem disposta, mais produtiva, como melhor, durmo melhor.
Assim vale a pena!


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quarta-feira

The Long Road




Há uns tempos, decidi que ia afastar-me de situações e pessoas que me puxam para baixo, que me fazem mal e me magoam; decidi que ia desvalorizar as coisas chatas e valorizar as boas. Foi uma boa decisão.
Naqueles momentos antes de adormecer, penso sempre no que podia ter feito melhor nesse dia, no que posso fazer melhor no dia que se segue e tenho verdadeiros diálogos com as pessoas que me enchem a cabeça e esvaziam o coração, diálogos esses em que digo tudo o que me apetece dizer, em que aponto o que me magoa e onde sou extremamente eloquente e assertiva.
Claro que são diálogos imaginários, porque depois quando tenho oportunidade de falar de viva voz com as pessoas fico acanhada, tenho vergonha - eu, a magoada - e tenho receio de melindrar quem não teve pejo em melindrar-me a mim.
Sou uma totó, porque ainda por cima, no fim fico a sentir-me mal por não ter conseguido ser mais direta, mais verdadeira, por não conseguir dizer aquilo que realmente queria.
Sou uma grande totó porque tenho medo de magoar quem me magoa. Tenho medo de ser mal educada para quem foi mal educado para mim.

Aquela cena do ser mais minha amiga também passa por aqui. Foi a minha intenção para este ano e estou a pô-la em prática, mas sinto que devia acrescentar uma sub-intenção ou qualquer coisa, para ficar parecido com: Este ano vou aprender a ser mais minha amiga SEM deixar que isso me faça sentir mal.

É um caminho longo.

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