sábado

Fim do mês, início do ano!


Janeiro não começou como nós queríamos.
Logo nos primeiros dias, perdemos a Kika e ficámos com o coração um pouco mais vazio.
A seguir foram quase três semanas de gripes e maleitas várias, com direito a ecografias, análises e etc e tal.
Andei a falar com várias amigas e dizia sempre: Não vejo hora de este mês acabar; Só quero que este mês chegue a fim; Raios partam janeiro...

Coitado do janeiro. Tanto lhe rezei no couro que decidiu despedir-se com alguns raios de sol - literalmente!
A saber:
Já consigo ver as fotos e vídeos da Kika com um sorriso nos lábios em vez de lágrimas nos olhos, o que é maravilhoso, porque ela foi uma gatinha alegre e querida e não merecia ser recordada com tristeza.
A ecografia e as análises estavam bem, tenho um sanguinho que é um espetáculo de bom, só lhe falta ser azul!
Tenho um cliente novo, com bons projetos e novos desafios.

E temos um piolho novo cá em casa! Chama-se Pipo (porque é tão gordinho, tem uma barriguita tão redondinha que mais parece um pipo!), é todo preto como o Simas e chegou até nós depois de alguém não ter querido ficar com ele, porque ainda há quem ache que gatos pretos dão azar! Sorte a nossa, porque ele é a coisa mais fofa, tem pilhas que nunca mais acabam, um apetite voraz e a mania que intimida o Simas com os rosnados que lhe dirige! A sério, uma bolinha de quilo e meio a bufar a um senhor gato com o dobro do peso e do tamanho, é muito bom!
Já tenho alguns arranhões nas mãos e hoje subiu-me pelas pernas das calças e pela camisola até ao ombro, para me cheirar a tosta mista do pequeno-almoço!
Que saudades desta energia de gatito!


Ahh, deixa-me tirar o saco do lixo e fazer aqui uma sorninha! 



O Simas é um amor, olhou para o pequenito com curiosidade, mas reagiu muito bem, cheirou-o, olhou para mim com cara de Mas quem é este?! e a seguir enroscou-se a dormir!




Humm, ele é tão grande, mas a manta dele é tão quentinha... antes que me dê uma pantufada, deixa-me rosnar-lhe, para ver se ele tem medo de mim! 



Adeus, janeiro, não vou ter muitas saudades tuas, mas ainda assim, obrigada!

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quinta-feira

What if?


I spend a lot of time worrying about the bad things that could happen instead of thinking about the great things that could!





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quarta-feira

Não se zanguem comigo


A propósito do exame aos professores:

Os meus primeiros cinco anos de universidade foram passados num curso de ensino. Estava a tentar ser professora de inglês e alemão quando a coisa me começou a cheirar a esturro e decidi mudar para Línguas Estrangeiras Aplicadas, sempre de bússola apontada para a tradução, que já na altura me deixava com borboletas na barriga.
Tenho por isso muitos amigos que concluíram o curso de ensino e que são hoje professores.
Sinto sempre um grande respeito por quem ensina, porque sei como é difícil, e por quem consegue fazer aquilo que eu não consigo!
Mas, e que me perdoem os meus amigos e os excelentes professores que me foram passando pela frente, não acho admissível que as pessoas que ensinam as crianças e jovens das nossas escolas escrevam com erros ortográficos.
Parece-me perfeitamente justificável que um professor de línguas não entenda de estatística, ou que um professor de física e química não entenda de linguística, mas erros ortográficos na língua materna? Não encontro justificação.

Não estou aqui a discorrer sobre as estratégias e planos do ministério, que desconheço por completo, nem sobre a sua justiça ou falta dela, mas parece-me uma simples contradição de princípios um professor dar erros básicos.

E é preciso fazer alguma coisa.

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terça-feira

Peter May - A Casa Negra - Ou o calorzinho bom que esta profissão me dá!








A constatação de que o nosso trabalho chega aos leitores e é entendido, apreciado e elogiado é absolutamente impagável!

Já disse várias vezes que este foi dos livros que mais me atormentou, mas que mais prazer me deu a traduzir, por ser completo, profundo, difícil.

E embora não seja uma história minha, a versão que chega aos leitores portugueses tem um bocadinho de mim; fico inchada de orgulho!


MENINA_DOS_POLICIAIS: Peter May - A Casa Negra [Opinião]





Assim vale a pena!



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quinta-feira

Matemática!

It's okay if you don't want to be a scientist or an engineer.  Not everyone was born to do that.





Julgo que já não é novidade que costumo ter insónias. Assim daquelas feias de ficar acordada a contar todos os animais da quinta até às 6 da manhã.
Pois ontem descobri um excelente soporífero!
Não se trata de um medicamento milagroso, mas o efeito que teve em mim foi de tamanho tédio e incompreensão que só me apetecia dormir!
Apresento-vos a: Matemática!
Que me perdoem os matemáticos, tenho uma amiga que é professora de matemática e respeito-a imenso por isso (olá Sheilinha!), mas meus senhores, números imaginários, frações e a fórmula resolvente são do melhor que há para dar sono a uma rapariga de letras como eu!
A pergunta que sempre fiz em matemática e que quase sempre ficou sem resposta é: Porquê? Ontem fi-la em vários pontos da conversa e, justiça lhe seja feita, o Nuno explica-me muita coisa, mas os porquês da matemática são como os caminhos do Senhor: imperscrutáveis!
Fiquei a saber, porém, que nenhum número ao quadrado dá um número negativo - a não ser o i, que para todos os efeitos é uma letra!!
E que a fórmula resolvente é assim porque é, porque resolve!

Acho isto um mundo fascinante, mas não retive muito mais, que já não podia de sono!!
Um dia falo-vos de fonética e sintaxe, para ver quem fica com vontade de dormir enquanto eu tagarelo toda contente sobre ditongos e orações!

:)

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terça-feira

Frio por dentro e por fora

winter




Acho que nunca tive um janeiro tão difícil, tão adoentado e tão tristinho.
Ando com o sistema imunitário tão em baixo que no fim da choradeira da primeira semana, da gripe da segunda e da amigdalite do último fim de semana, me apareceu agora um magnífico herpes para rematar a coisa.
Pelo menos espero que seja para rematar.
Até estou com medo do resto do mês.

Quero trabalhar e por um motivo ou por outro não consigo fazê-lo ao ritmo habitual, por isso as coisas arrastam-se.
Quero ver fotografias e vídeos da Kika e fico com o coração tão apertadinho, tenho tantas saudades dela que é melhor nem ver nada.
Mimo o Simas até mais não, com medo que um dia destes me morra sem lhe ter dado todo o mimo que podia. Até o deixo vir para o meu colo quando estou a trabalhar, coisa que antes não permitia.

E não deixo de tossir, de espirrar, de ter uma dor aqui e outra ali, por isso tenho de me proteger das diferenças de temperatura, dos ambientes saturados e dos potenciais focos de infeção, de modos que ginásio, nem vê-lo - vou à quinta fazer anti-gravity e a medo.

Acho que deve ser obra de uma bruxa qualquer que me lançou um olho gordo. Pronto, já chega, tá?

Estou farta disto tudo, mesmo farta.
Sinto-me chata, rezingona e (mais) impaciente.
Tenho frio por dentro e por fora.
Não vejo meio de este mês, de este inverno acabar.

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sexta-feira

Me, myself and I

People think that people who talk to themselves are strange. Sometimes conversing with someone who understands you is better than conversing with people who don't.





Ultimamente tenho pensado muito para com os meus botões.
Sou uma pessoa de pessoas, gosto de gente, gosto de conversar, de conviver, mas também gosto muito de estar na minha bolha, na minha cabeça, sem ter de exteriorizar nada nem coisa nenhuma.
E quanto mais difíceis são os tempos, mais gosto de estar comigo, de pensar sozinha e de estar sossegadinha no meu canto.
Sempre assumi ser um pouco bicho do mato, na igual medida em que sou extrovertida, e acho que é aí que reside o meu equilíbrio.
Não gosto de me sentir obrigada a falar, a contar, a explicar a explanar, embora haja alturas em que sinto necessidade de o fazer.
Sei que pode parecer egoísmo, mas apetece-me estar fechada para o mundo, para as iniciativas, para as partilhas. Redes sociais incluídas. Quero estar fechada na minha redoma, perdida nos meus pensamentos.
Até para trabalhar decentemente preciso desta reclusão.

Eu nunca disse que era perfeita.

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quarta-feira

Somos só três



Há 13 anos que cá em casa éramos quatro. Não quatro pessoas, mas quatro corações a bater. O rácio entre felinos e humanos estava equilibradíssimo.
Hoje somos só três.
A Kika deixou-me para ser a menina da casa e deve estar a esta hora no paraíso dos gatinhos, a saltitar entre biscoitos e a brincar com ratinhos brancos e felpudos, como ela.
Foi a mais fofa das gatinhas e vou ter umas saudades gigantescas dela.

E não consigo escrever mais nada.

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