terça-feira

Provavelmente não

This quote describes a part of me because it touches on how everyone sins and people should acknowledge it. Knowing that at some point, everyone has sinned, everyone has made a mistake, then, you can accept that the mistakes themselves can be different. This describes me because I like to think that I am generally very accepting of people with different lifestyles and try to keep an open mind.:



Todos os anos estabeleço alguns objetivos que gostava de cumprir, senão inteiramente durante aquele ano,procuro pelo menos começar o caminho para lá chegar. É assim uma espécie de "trabalhos em curso", qualquer coisa que se vai aperfeiçoando com o tempo e que, como todas as coisas que valem a pena, custa um bocadinho a atingir e depois, a interiorizar.
Tenho pensado muito na facilidade com que julgo as outras pessoas, as situações, às vezes até ideias que não me dizem nada. Sou tão rápida a fazer juízos de valor quando não estou envolvida nas coisas que, francamente me assusta. E envergonha. É tão fácil pensar que "se fosse eu", "como é possível?", "eu nunca!" ou "deus me livre"! É tão fácil e tão injusto, tão falacioso.
Já disse muitas vezes que com todos os defeitos que tenho, sou hoje uma pessoa mil vezes melhor do que era há 20 anos, quando era novinha e achava que tinha o mundo na mão, que tudo se vergava à minha vontade. Entretanto vivi um bocadinho, bati algumas vezes com a cabeça na parede, caiu-me muita coisa em cima, aprendi muito. Ainda assim, tenho tanto para melhorar.

Este é um dos meus objetivos para os próximos anos: Pensar melhor antes de fazer juízos de valor. Tentar não cair no erro de achar que se fosse eu faria tudo melhor.
Porque provavelmente não faria.

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domingo

Now that was Evil!

Career of Evil (Cormoran Strike #3) by Robert Galbraith (Pseudonym), J.K. Rowling:




Bolas que estou desolada!

Então não estava eu toda entusiasmada a ler o Career of Evil do Robert Galbraith, aka, JK Rowling, quando me apercebi que estava quase na hora de sair para um jantar de aniversário? Olhei para a contagem de páginas e vi que ainda faltavam 30. Já não tinha tempo de ler tudo antes de sair, por isso parei e resignei-me à ideia de que ia ter de as ler no fim da noite, quando chegasse a casa.
O jantar correu bem e acabou cedo, mas mesmo assim passei o tempo todo a pensar que queria era ir para casa, queria saber como ia acabar o livro, como é que o tipo ia resolver o imbróglio, será que a menina ia fazer assim ou assado? Enfim uma angústia!
Cheguei a casa e, novamente entusiasmada, mergulhei no livro.
Mas..
Mas... Afinal só tinha DUAS páginas para ler! O resto era a nota da autora, os agradecimentos, o índice e as referências! O fim foi assim um pouco a atirar para o aberto. Ia tendo uma síncope!
Mas... Mas... Mas... Então acaba-me o livro daquela maneira? I do e não se fala mais no assunto?
Comássim?!
Isto não se faz, pá!


Pssst! JK, filha, se me estás a ler, despacha-te com o volume seguinte, fáxavor, que eu já não vou para nova e estas emoções fortes saem-me do pelo!!

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quarta-feira

No roots, not really...

What's on your list? Travel tickets with Easybook.com:

Eu digo muitas vezes que não sou pessoa de criar raízes nos lugares e que num mundo ideal viveria um ou dois anos em cada sítio e depois mudava. Passava pelo campo, pelas grandes cidades e pelas pequenas também, pelo monte e pela pradaria, até pelo deserto, pela tundra (talvez não pela savana!), sei lá, gostava de poder experimentar a vida em todos os sítios. Tenho a certeza de que ia aprender muito, crescer, valorizar-me enquanto pessoa e desapegar-me ainda mais das coisas que normalmente arrastamos atrás de nós quando mudamos de uma casa para outra.
Tenho uma sede de viajar que não corresponde à minha conta bancária e por isso, este meu sonho não é mais do que isso, um sonho. Há casa para pagar, luz, água e todas essas coisas sem as quais já não se consegue viver hoje em dia.
Para dizer a verdade, acho que não conheço ninguém que pudesse pegar na trouxa e assentar arraiais algures no Vietnam, por exemplo, durante um ano. Teoricamente, eu até o podia fazer, desde que tenha internet e um pc posso trabalhar em qualquer lugar, mas nem tudo é assim tão simples.

Não sei de onde me vem este wanderlust, mas às vezes sinto uma comichão, uma urticária, uma reação física ao facto de estar a viver em Braga há 22 anos... Adoro Braga e gosto da vida que tenho aqui, mas há tanto mundo para ver...
Depois ponho-me a ver fotos das nossas viagens, ou a fazer viagens virtuais no GoogleEarth, e está o caldo entornado. Tudo aqui me parece pequeno, pouco, e só me apetece dar à sola.

E ainda não está a chover nem a fazer frio...

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