quinta-feira

Energy and change!

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Li isto e fiquei a pensar:

«We are so often disconnected from our own energy, disconnected from life.
Energy is something we are born with, our true nature. When we are young, we have an abundance of energy. We are in constant motion, a state of ease and flow. But over time, we’re trained to be lethargic and sit still—hunched over desks, sitting in cars and shutting down our mind and emotions. 
It’s no wonder why so many of us feel unmotivated and stuck in our lives.
The good news is maybe we aren’t stuck, maybe its just our energy.
Because when we start to change the flow of our energy, we can change the direction of our lives.»
Author: Aron Stein


Pumbas! É isso mesmo, uma questão de energia e de mudança.
#changetheparadigm

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sexta-feira

Body and Mind

More inspiration? See clip : Short video Bed Breakfast Valencia Mindfulness Retreat: https://www.youtube.com/watch?v=YOvpH_tX8pM:

Faz na semana que vem oito anos que me inscrevi no ginásio onde ainda estou. 
Tirando as férias ou uma ou outra semana, em que não fui por estar com as minhas habituais contraturas ou dorzitas, tenho sido bastante regular na frequência com que faço exercício físico. 
Já experimentei de tudo - acho mesmo que fiz todas as modalidades pelo menos uma vez - e sei o que gosto e o que não gosto de fazer. Fiz Power Plate durante três anos, Anti-Gravity durante ano e meio, experimentei uma aula de dança do ventre, uma de barriga killer e uma de Spartans. RPM, Power Jump, MIB, Zumba, Total Condicionamento, Xcelerate, Hidroginástica, enfim, não me escaparam muitas. Fiz algumas aulas regularmente durante muito tempo e só há duas modalidades que continuam a ser as minhas favoritas: Body Balance e Body Pump. Não têm nada que ver uma com a outra, mas complementam-se maravilhosamente e, mais importante do que qualquer outra coisa, fazem-me sentir muito bem. 
O meu amor maior é o Yoga; não há volta a dar-lhe. Fiz durante alguns anos e voltei no ano passado para constatar que não há outra aula que me dê tanto prazer, que me deixe com uma sensação maior de paz e que me faça sentir tão bem com o meu corpo, que parece que a cada aula faz um pouco mais, um pouco melhor. 
Ontem comecei a fazer Pilates para ter mais força para a prática de Yoga. Não vou dizer que amei de paixão fazer Pilates, mas só não amei porque dói para caraças. Reconheço que é um bom complemento a tudo o resto que faço, por isso é para continuar.
Ontem também, em Yoga, fiz o início da postura em que me magoei há uns anos e apesar de não ter forçado absolutamente nada, o facto de estar sozinha no meu colchão, sem almofadas, deixou-me um bocadinho insegura, com medo. Sei que é um medo que vou acabar por conquistar, um bocadinho de cada vez e daqui a um ano estarei bem direitinha só com o cocuruto da cabeça assente no chão!

E embora estas coisas todas operem mudanças no corpo, embora façam bem à saúde física e isso também me motive, a verdade é que o maior benefício para mim verifica-se na cuca. Porque quando o corpo está a esforçar-se, quando está a deixar sair as toxinas, quando está a tentar ultrapassar os limites, a cabeça não tem muito tempo ou espaço para pensar.


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terça-feira

Reset



f. scott fitzgerald:



Quando os dias são mais pesados, quando me esforço tanto por seguir uma linha de vida serena, bondosa, tolerante, cada vez mais verdadeira e mesmo assim não consigo obter os resultados que mereço, mais vale fazer um reset. 
Deitar tudo cá para fora. Apagar o que não faz bem. Valorizar o que faz.
Relembrar os valores e sentimentos com que me teço e criar uma capa impermeável a tudo o que de menos bom me rodeia.
Saber que sou suficientemente boa, que sou bonita à minha maneira, que sempre que posso tento ser boa para os outros. Perceber que também tenho de ser boa para mim. 
Interiorizar que recebemos aquilo que damos ao mundo e viver em paz com isso.

A palavra do dia é Reset, na aceção de "voltar a pôr no seu devido lugar".

Acreditar que amanhã será melhor. Até pode ser que não chova.

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quinta-feira

A minha rua é muito tranquila, ouvimos os passarinhos, o sino da igreja e as crianças a brincar, mas...



Há umas semanas, naqueles dias de março que nos enganaram bem enganados, fazendo-nos crer que vinha aí a primavera, andava eu a pintar o quarto, portanto de janela escancarada, quando comecei a ouvir gritos na rua.
Moro num primeiro andar alto, e ouço muito bem os movimentos da rua, das pessoas que às vezes por ali conversam, mas aqueles gritos eram altíssimos, alterados. Ouvia duas vozes de mulheres, sendo que uma gritava mais do que outra, que quase só gemia. 
Claro que fui ver, tanto por curiosidade como por preocupação; vai que alguém precisava de ajuda?
O que vi e ouvi seria engraçado se não fosse tão triste, tão cru...

Estava uma senhora com pouco mais de 40 anos que mora aqui no prédio ao lado, cujas janelas dão para as do meu escritório, a dar uma valente carga de porrada a outra senhora mais ou menos da mesma idade. Vi bofetadas, pontapés, puxões de cabelo e ouvi todos os insultos possíveis. 
Porque a senhora que entretanto caiu no chão, a que estava a levar porrada, tinha andado atrás do marido da outra - dizia a minha vizinha... 
A outra defendia-se como podia, mas não lhe bateu e disse que quem andava atrás era o marido dela, que lhe enviava fotografias e mensagens pelo Facebook. 
Mais porrada, mais insultos!
Nisto aparece o marido a correr. Agarrou a mulher e a outra desgraçada desapareceu em menos de um fósforo, mas não sem antes ouvir a sentença da mulher traída: Vou à bomba da gasolina e toda a gente lá vai ficar a saber a grande puta que tu és... 

Nesta altura, já estava meia vizinhança à janela e uns rapazes de uma carrinha de mudanças que tinha parado aqui na rua decidiram agir - porque a única coisa que viram foi uma mulher aos gritos enquanto um homem a agarrava. Um deles pegou num ferro e ofereceu porrada ao marido, chamou-lhe todos os nomes também, que não se bate em mulheres e se queria bater em alguém que fosse ter com ele. Tudo muito bem temperado com as vírgulas que o pessoal usa aqui no norte! 

A coisa acalmou, o marido foi-se embora - provavelmente atrás da desgraçada da outra que ficou sem meia dúzia de extensões no cabelo - e a mulher sentou-se no passeio a chorar e a pedir para chamarmos a polícia, que tinha sido agredida. 
Se eu não tivesse visto a situação do início, talvez tivesse chamado mesmo a polícia. Mas assim, confesso que não o fiz. 
Porque quem agrediu primeiro foi ela. 
Porque se o marido dela anda com outra pessoa quem merece um valente enxerto de porrada é o marido - que é quem lhe deve, senão amor, pelo menos respeito e discrição, 

Só sei que não tem estado ninguém em casa, as persianas estão sempre fechadas, as luzes apagadas. 
Mais uma história que um dia deve ter sido de amor, que chegou assim a um triste fim.


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segunda-feira

Still learning

And I've pretty much found this to be true. I like listening to people talk. I like seeing the light in someone's eyes when they really care about something. I like talking too, don't get me wrong, but nothing beats watching the eyes of people when they speak. In that silence, if you really listen instead of planning what to say next (pet peeve), you can hear so very much more than what they say. ~ Lauren M. I couldn't have said it better myself:


Ultimamente, um dos meus passatempos favoritos é observar as pessoas. 
Se sentisse necessidade de mudar de vida, se não gostasse da minha profissão e pudesse fazer outra coisa qualquer, era isto que fazia: Observar.
Antes de mais porque é uma coisa que quero continuar a aprimorar em mim, ver e ouvir mais do que falo; acho que quem vê e ouve mais do que fala aprende muito, ganha mais do que perde. Depois, porque é verdadeiramente fascinante tentar ler as pessoas, tentar perceber por que motivo partilham isto ou aquilo, porque falam assim ou assado, desta pessoa ou daquela. 
Até há alguns anos passava-me tudo ao lado; quem dizia o quê, quem fazia o quê, quem andava com quem e quem se tinha zangado com quem. Andava mais ocupada a mostrar quem era, a tentar fazer com que gostassem de mim, a tentar fazer com que a minha presença no mundo fosse sentida e vista. Mas a certa altura, por força dos anos e de alguns amargos de boca, comecei a sentir que chegava de falar e estava na hora de ouvir. Comecei a sentir que não devia esforçar-me para que gostassem de mim, que não preciso de agradar a toda a gente. E aprendi tanto. Aprendo todos os dias. 
Apesar de continuar a ser uma pessoa extrovertida e expansiva com as pessoas que me são mais próximas, leio tudo com outros olhos. Sinto as coisas de forma diferente, parece até que desenvolvi uma intuição que não tinha, ou que não usava, não sei ao certo. 
E observo, observo. Não para comentar, para julgar ou para criticar, mas só para conhecer, para ver por baixo da camada de verniz que todos temos, para perceber a tristeza, a solidão, o desaire, a frustração que se escondem por detrás de uma foto, de uma descrição, de um comentário. Quando se olha com atenção, a maior parte das pessoas são bastante transparentes. 
Gosto de observar como provavelmente me observam a mim; gosto de ler os outros como provavelmente me lêem a mim e gosto de ir estabelecendo limites, mesmo que seja por exclusão, àquilo que vou transmitindo aos outros também. 
Continuo a gostar de partilhar algumas coisas, principalmente fotografias ou opiniões (como esta!), mas já não me preocupo se os outros gostam, já só o faço para mim. 
Preocupo-me com a opinião de muito poucas pessoas e embora não faça nada propositado para afrontar as restantes, a verdade é que agora vivo para mim. 
Não tenho de provar nada a ninguém, não quero que me provem nada a mim.

O meu mundo interior é meu. 


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