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A minha fome quase nunca é física.
Quero dizer, se estiver demasiado tempo sem comer, se fizer um esforço físico puxado ou se fizer uma refeição mais leve, claro que fico com fome, mas é raro chegar àquele ponto em que já tenho um ratito na barriga. Procuro comer bem, de forma saudável e equilibrada mas sem fundamentalismos e permitindo-me as coisas que mais prazer me dão. 
O que me assalta muito frequentemente é a fome emocional. Sei que a minha relação com a comida é maioritariamente emocional. E só tenho duas formas de agir.
Quando estou nervosa, triste, stressada ou a braços com um trabalho chato, exigente ou apenas mau, das duas uma: perco por completo o apetite e até me esqueço de comer ou como desenfreadamente tudo o que me aparece à frente, faço as combinações mais estranhas (nozes com triângulos de queijo?!) e ainda assim continuo com fome.
Porque na verdade não é fome. É muita coisa, mas não é fome.
Neste momento estou a acabar um trabalho em que as frases pura e simplesmente não fluem. Quero acabá-lo para me ver livre disto e quanto mais o quero acabar, mais lenta me sinto. Vou fazendo, mas queria fechar os olhos, contar até dez e quando os abrisse Pufft! - o trabalho estava feito! 
Já experimentei e não funcionou.
Tenho de continuar a traduzir da forma tradicional.

E isto está a dar-me uma fome dos diabos.

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